sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cela Velha - Monumentos e locais a visitar

Quinta da Cela Velha


Neste local existiram várias quintas, antigas granjas dos Monges de Cister, das quais resta a Quinta da Cela Velha, uma das granjas mais antigas da região, com a primeira carta de emprazamento de 1431, e propriedade da família Andrade e Gamboa desde 1571.

A Quinta da Cela Velha é actualmente também é designada como Quinta de Humberto Delgado e que tem resistido ao longo dos anos à sua traça primitiva.


Esta Quinta é hoje a herdade da família de Humberto Delgado, situando-se a casa, recente, no cimo duma encosta, daí se avistando o fértil vale, outrora braço de mar, e as elevações em redor. Para lá dos portões, uma capela, despojada, a Ermida de S. Bento, donde foram retiradas as peças de valor.


Ermida ou Capela de S. Bento

É ainda na cerca desta Quinta que se situa a Capela de S. Bento, a única das dez ermidas, cuja construção data dos primórdios da nacionalidade, embora existam referências mais ou menos lendárias que atribuem a sua construção ao ano 714 da nossa era.

Certo é que esta ermida se trata do mais antigo templo existente na freguesia da Cela e um dos mais antigos no concelho. O interesse e valor desta capela particular está na sua antiguidade e na sua história, quanto ao resto trata-se de um pequeno templo de linhas simples e sem grandes ornamentos.

A Capela não se encontra aberta ao público, e do seu recheio restaram uma pequena imagem de S. Bento, uma imagem de Nossa Senhora, um crucifixo de marfim e um missal em rito antigo, que hoje estão guardadas e substituídas por estatuetas modernistas de autoria de um dos filhos do general.

Monumento ao General Humberto Delgado


Na Cela Velha ergue-se um monumento ao General Humberto Delgado, o "General sem medo", uma obra moderna da autoria do escultor alcobacense José Aurélio, recheado de simbolismo para homenagear a grande figura da oposição portuguesa, que ousou desafiar o regime ditatorial, quando se candidatou às pseudo eleições livres para a Presidência da República de 1958.

Esta proeza valeu-lhe a designação de “General sem medo” mas pagou com a vida a batalha que travou em prol dos ideais da liberdade, sendo assassinado em Espanha a mando da PIDE, a polícia politica de então.


O monumento em cimento ergue-se num morro sob a forma de pequenos gomos, que representam as forças opressoras fragmentadas por um bloco ao centro, simbolizando o estilhaço da força da liberdade e dois pequenos gomos, estão no centro da povoação.

Este monumento foi inaugurado em 22 de Julho de 1976, com a presença do então Primeiro-Ministro, Mário Soares e muitos milhares de pessoas.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F.

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