sexta-feira, 21 de maio de 2010

Lameira - Monumentos a visitar



A Lameira é um lugar que pertence à freguesia da vila de Aljubarrota. Tem como padroeiro S. Romão, que se festeja no fim-de-semana mais próximo do dia 9 de Agosto.



Ermida de S. Romão



No lugar da Lameira, no cimo de um monte, existe uma antiga ermida de evocação de S. Romão, com imagem de vulto.

A antiga Ermida de S. Romão, tinha um alpendre com colunas, mas actualmente depois de obras que a descaracterizaram, já nada resta do antigo alpendre. 

São Romão, soldado do Imperador Valeriano, foi mandado degolar em Roma pelo mesmo Imperador a 9 de Agosto de 258 d.C.
É em especial o advogado contra a mordedura dos cães danados, contra a falta de leite das mães, e também contra as enfermidades dos animais. É sobre estes males e outros, que as populações ali recorriam em agradecimento, uns para agradecimento das curas e outros para pedirem melhoras das suas aflições.

Era costume, na quinta-feira de Ascensão, levar à Ermida crianças com uma caneca pequena na mão para receberem leite. Levava-se também à festa, animais enfeitados com fitas.


Cruzeiro da Lameira


Na frente desta ermida, existe um pequeno cruzeiro, próximo de uma frondosa árvore que lhe dá um ar idílico.

Fonte:  Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça 1997 / http://www.jf-aljubarrota.pt/

Trabalho elaborado por: Marlene Belo, nº 19, 7º F, Grupo 5.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Alcobaça - Locais a visitar

Propõe-se neste Roteiro de Estudo a visita a casas particulares de antigos moradores de Alcobaça, quase todas elas situadas em terrenos que pertenceram outrora aos Monges do Mosteiro de Alcobaça e que ficavam ou dentro ou perto da cerca do Mosteiro.

Algumas destas casas siyuam-se em terrenos, resultantes de apropriações do estado, que foi tomando posse administrativa dos bens monásticos,  depois do abandono dessas terras pelos Frades de Cister, após a extinção das ordens religiosas em Portugal, vendendo-os mais tarde em hasta pública.


Casa da Família Serrano


Casa situada no Rossio, frente ao Mosteiro, do  início do séc. XIX, com data provável da construção em 1940. Até Outubro desse ano funcionou no n.º 51 deste imóvel a tipografia Alcobacense de José Oliveira Júnior.

Em 1941, já estava estabelecido no n.º 54 a Venda de Jornais da Firma José Narciso da Costa, Sucessores, que neste período pertencia a António Carolino. No ano 2000, foi realizada a aquisição do edifício pelo actual proprietário à família Serrano das Caldas da Rainha.

De arquitectura civil residencial oitocentista, é um bonito edifício de carácter funcional, de dois pisos e telhado de duas águas, composto por espaços amplos no piso térreo.

Trata-se de uma das mais antigas construções urbanas civis de Alcobaça, que se encontra muito bem preservada.


Casa da Cerca do Colégio



Edifício implantado no ângulo Sul da cerca do Mosteiro de Alcobaça, possui arquitectura residencial oitocentista. É um imponente edifício de 2 pisos.



Edifício da Câmara Municipal


Curioso palacete de influência brasileira, mandado construir em 1890 por Francisco Oriol Pena.

Ao gosto burguês com sabor romântico assim como outras casas designadas por "Casas dos brasileiros", porque os proprietários, enriquecidos no Brasil, trouxeram um gosto de lá importado. A inclinação das águas dos telhados denuncia essa influência, dado ser superior à necessária para o clima português.


Este palacete está integrado no espaço de uma antiga quinta, designada por Quinta da Gafa. Gafa é um nome que provém da presença de uma gafaria (hospital para leprosos em tempos passados).


Palácio do Visconde Costa Veiga


A construção deste palácio data de 18... Em 1863 alojaram-se neste solar o Rei D. Luís I e a Rainha D. Maria Pia, tanto na ida como no regresso de uma viagem efectuada ao Norte.

Esteve também aqui instalado o Asilo da Infância Desvalida - Álvaro Possolo, tendo sido inaugurado em Dezembro de 1876.

É um edifício de planta rectangular longitudinal, de volume simples disposto na horizontalidade com coberturas em telhados de 4 águas.

O edifício principal encontra-se em mau estado de conservação e ainda hoje está rodeado por construções que serviam de apoio às actividades agrícolas de onde se destacam os tanques de águas e minas de captação.


Edifício onde viveu a família de Joaquim Vieira Natividade


Foi construído em 1931, pelo arquitecto Santa Rita, para residência do Engenheiro Agrónomo Joaquim Vieira Natividade.



Edifício do CEERIA


O edifício foi construído em 1912 para residência do director do Companhia de Fiação de Tecidos de Alcobaça e onde mais tarde funcionou o Externato Alcobacense, conhecido pelo nome de Colégio do Dr. Cabrita, seu director.

De arquitectura civil residencial. Trata-se de um edifício de planta quadrangular, marcado por torreão e por estrutura com cobertura em escamas. Decoração dos frisos azulejares e a traça das cantarias ligam este edifício à Arte Nova.

Aqui se alojou o primeiro Presidente da República Portuguesa, Dr. Teófilo Braga, quando em 26 de Setembro de 1915 se deslocou a Alcobaça para inaugurar a Exposição Pomológica.

A Companhia de Fiação e Tecidos de Alcobaça, aluga o palacete à associação CEERIA em 1977. Devido à falência da COFTA em Dezembro de 1988, a associação CEERIA adquiriu o imóvel.


Challé da Cova da Onça


Foi de 1903 a 1906 a construção do chalé para residência de José Eduardo Raposo de Magalhães, casado com Virgínia Remígio, implantado na Quinta da Cova da Onça, em terrenos anteriormente inseridos na cerca do Mosteiro de Alcobaça.

Foi sede da Resinagem Nacional, empresa da Família Magalhães. A electrificação do Chalé foi feita em 1960.

De arquitectura civil residencial, romântica. É um Challé construído e influenciado pela tipologia Suíça, com telhados de águas fortemente inclinados e empenas triangulares. As varandas e os alpendres metálicos, ricamente trabalhados, valorizam artisticamente o edifício.


Chalé da Fonte Nova


Em 17 de Dezembro 1875 foi apresentada hipoteca por José Vitorino da Fonseca Froes à Quinta da Fonte Nova, propriedade na altura de Silvério da Silva da Fonseca Pereira e de sua mulher, D. Maria Constança d'Albuquerque Teixeira de Borbon, senhores das casas de Leiria e Alcobaça. Esta hipoteca foi cancelada em 1877.

Em 16 de Outubro de 1877 a quinta foi adquirida por António Cândido da Encarnação que mandou construir o chalé na Quinta da Fonte Nova, no antigo relego do Mosteiro de Alcobaça.

Em 1897 o chalé já era pertença de David Manuel da Fonseca por casamento com a viúva de António Cândido da Encarnação, D. Matilde Pereira Moniz, tendo este feito arranjos junto à sua quinta.


Em 20 de Fevereiro de 1908 a propriedade ficou inscrita em nome de Maria Valentina da Fonseca, filha menor do casal David Manuel da Fonseca e D. Matilde Pereira Moniz, por morte de sua mãe.

Em 1960 Celestino Pereira Moniz herda a propriedade por morte de sua sobrinha, D. Maria Valentina da Fonseca de Carvalho e Almeida, de quem foi o único herdeiro.

Em 1967 a filha de Celestino Pereira Moniz, D. Maria Valentina dos Santos Moniz, vende a propriedade.


Trata-se de um palacete que possui a linguagem característica do romantismo tardio, com cumeeiras decoradas e telhados inclinados. Possui molduras e tectos decorados com estuque, ao nível do rés-do-chão. O programa decorativo dos tectos, na generalidade, é composto pela sucessão de vários frisos, principalmente de temática vegetalista e frutícola, e molduras rectilíneas.

Em 1993 D. Maria do Carmo Lameiras e Adão Lameiras fazem a recuperação da casa e começam a explorá-la como Turismo de Habitação.


Palacete da Família Rino


Implantado nos terrenos da antiga cerca cisterciense, nas proximidades do Mosteiro de Alcobaça, e instalado na margem esquerda do rio Alcoa.

A construção do edifício para residência de José Pereira da Silva Rino é de 1891/1892, casado com Dna. Capitolina Araújo Guimarães, filha do fundador da Fábrica de Fiação e Tecidos.


Na década de 1970, Maria Cristina Rino doou o palacete à Congregação Religiosa de S. José de Cluny, que vendeu o seu recheio, um dos mais ricos de Alcobaça.

Trata-se de um palacete que possui a linguagem decorativa característica do romantismo tardio em Portugal.
Foi adaptado a Centro de bem-estar infantil, utilização que actualmente ainda se mantém.


Casa da Família Oliveira


Construção do imóvel para residência de Bernardino Lopes de Oliveira em 1872 / 1873. Funcionou em vida de Bernardino Lopes de Oliveira (foi vice-cônsul do Brasil em Alcobaça) como Consulado do Brasil em Alcobaça.

No rés-do-chão conta com um Museu Zoológico particular, com espólio de aves da fauna brasileira e portuguesa, e uma colecção de frades em barro de produção portuense.

Em 1951 continuou a funcionar como Museu Zoológico, agora ao cargo dos seus herdeiros.


Planta rectangular, composta., de três pisos na fachda principal e quatro na posterior, com cobertura homogénea em telhados de duas águas, com trapeiras e clarabóia.

A casa possui molduras e tectos decorados com estuque. O programa decorativo dos tectos, na generalidade, é composto pela sucessão de vários frisos, principalmente de temática vegetalista, e por molduras geométricas; O fogão lítico é decorado com sulcos rectilíneos e possui braseira metálica, que acompanha o vão do mesmo.

O fogão lítico é decorado com sulcos rectilíneos e possui braseira metálica, que acompanha o vão do mesmo.


Torreão da fachada posterior, com jardim de Inverno, salão de fumo e terraço.

Em 1995 foi adquirido por D. Maria do Carmo Lameiras e Adão Lameiras, fazendo obras de adaptação a Turismo de Habitação.

Fonte: empolivretoju.blogspot.com / alcobaca.no.sapo.pt

segunda-feira, 17 de maio de 2010

5º Roteiro de Estudo

Benedita; Alcobaça; Lameira; Ataija; Aljubarrota; Benedita.






















Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

domingo, 16 de maio de 2010

Nazaré - Monumentos a visitar

Capela de Santo António


A Capela de Santo António, sobranceira à praia, na parte norte da vila, é dedicada a Santo António. Foi mandada construir, em 1861, pelos pescadores e às suas expensas. Para tal descontavam 1% dos seus ganhos como “dinheiro da Santa”.

A fachada principal é completamente revestida de azulejos azuis e brancos, tem, a meia altura, um registo de azulejos onde figura o seu orago.
 

O Portal, inscrito em duas arquivoltas, é sobrepujado por uma rosácea. O interior de nave única, é coberta por tecto de caixotões de madeira e paredes revestidas por um silhar de azulejos azuis e brancos.
 
A capela-mor, de cobertura em abóbada de berço, é sobreposta por frontispício, interrompido pelo escudo de armas, sobre quatro colunas coríntias, que rodeiam a imagem de Santo António.
 
 
Capela de Nossa Senhora dos Aflitos
 


Pequena capela rectangular, de espaço único e amplo. Foi construída em 1760, a mando dos Monges Cistercienses de Alcobaça, e dedicada ao culto de Nª Sra. dos Aflitos.

A fachada encontra-se revestida a azulejos de padrão, azuis e brancos, com portal de arco quebrado e sobrepujado por um óculo. O conjunto é rematado por uma graciosa torre sineira.


O interior é revestido por um silhar de azulejos de padrão floral, em tons azuis, amarelos e brancos. Nas paredes laterais do altar-mor, encontram-se dois painéis figurativos, representando, do lado da Epístola, a “Estigmatização de S. Francisco” e, do lado do Evangelho, “Santo António e o Menino Jesus”. O altar-mor apresenta colunas pseudo-salomónicas de capitéis cúbitos e, ao centro, uma maquineta com a Imagem do Orago.

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/

Fotos: Dias dos Reis

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F, grupo 1.

Nazaré - sua História


A Nazaré é uma vila portuguesa no distrito de Leiria, região Centro-Oeste. É sede de um pequeno município que é subdividido em 3 freguesias. O município é rodeado a norte, leste e sul pelo município de Alcobaça e a Oeste confina com o litoral do Oceano Atlântico.

A vila possui uma praia espectacular, de uma beleza impar. O casario branco dos pescadores, e os enormes penhascos sobre um mar de um azul intenso, fazem desta vila piscatória, ainda hoje, um destino turístico de eleição, sobretudo devido às suas características tradicionais.

Ainda se podem ver pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, a remendar as redes de pesca e as suas mulheres com sete saiotes, a secar o peixe sobre o areal, perto dos seus barquinhos coloridos.

Na época de Verão lá se encontram as famosas barracas de cores vivas ao longo da praia. Por cima desta beleza podemos encontrar o Sítio e a Pederneira.


Na origem do povoamento do promontório do Sítio estão as condições naturais e o sentimento religioso, que advem do milagre de Nossa Senhora da Nazaré. O Sítio é o pequeno povoado situado em cima do permontório, desde sempre acompanhado pela lenda do alcaide D. Fuas Roupinho, é uma localidade visitada por muitos peregrinos, pois é ali que se encontra o famoso Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e, em seu redor, encontra-se o Terreiro da Romaria e o Hospital.

Por outro lado, no outro extremo e também situada em cima dos contrafortes da Serra da Pederneira, encontra-se a povoação da Pederneira. Inicialmente denominada por Serro Petronero, ou seja, o Golfo da Pederneira. A Pederneira foi durante muitos anos, entre os sécs. XII e XIV, um porto de mar, onde existiu um dos estaleiros mais activos do reino de Portugal.


A Praia da Nazaré é de origem relativamente recente, pois ainda no século XVII o mar vinha bater nos contrafortes da Serra da Pederneira, cobrindo toda a área hoje ocupada pela praia e pelo seu casario. As rápidas transformações geológicas ocorridas ao longo desse século provocaram o recuo do mar e o assoreamento da área, deixando a descoberto a formosa enseada.

As primeiras referências sobre a pesca na Nazaré datam de 1643, no entanto, só no final de setecentos a população se começou a fixar no areal. Os pescadores habitavam, sobretudo, nas partes altas - Sítio e Pederneira - dado que os constantes ataques dos piratas argelinos e holandeses tornavam o areal pouco seguro.

Porém só no séc. XIX a Nazaré conhece o primeiro surto de desenvolvimento, quando os pescadores de Ílhavo, Buarcos, Quiaios, Aveiro e Lavos procuram a Nazaré para pescar e construir as suas embarcações para a faina. A partir dai um surto de desenvolvimento acontece, mas é quebrado pelas Invasões Francesas que saqueiam e incendeiam armazéns, instalações de serviços, casas e até residências dos que vinham a banhos para a praia.

A Nazaré começou a ser conhecida e procurada, como praia de banhos, em meados do século XIX. A sua beleza natural e tipicismo desde sempre atraíram os visitantes. A pesca, a transformação do pescado e a sua venda, foram ao longo de quase todo o século XX, as principais actividades da população.


A dureza e perigosidade da vida do mar levaram muitos pescadores a procurarem uma vida melhor noutras paragens. A construção do "Porto de Pesca e Recreio", no início da década de oitenta, veio alterar e melhorar a vida dos pescadores, iniciando uma boa e nova fase no quotidiano da vila.

Na década de 60, a Nazaré começou a ser conhecida internacionalmente e a ser visitada anualmente por milhares de turistas nacionais e estrangeiros, sendo hoje uma vila moderna e sempre animada.

Fonte: http://www.marbravo.com / Marques, Maria Zulmira Furtado, " Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F, Grupo 1

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Paredes da Vitória - Monumentos

Ermida de Nossa Srª da Vitória


A Ermida ou Capela de Nossa Senhora da Vitória é um templo de uma só nave, de dimensões reduzidas. Encerra a imagem de Nossa Senhora da Vitória, sustendo no braço esquerdo o Menino Jesus e na mão direito a esfera.

Não se sabe qual a data da sua construção, devido às sucessivas obras e melhoramentos realizados, mas as suas referências datam aos séculos XII e XIII.

Local de devoção dos pescadores da Nazaré e dos habitantes de Pataias, que uma vez por ano, em diferentes datas, aqui realizam uma peregrinação, era a única igreja visível do alto mar entre Peniche e Figueira da Foz. Por esse motivo, os pescadores quando envolvidos em tempestades, pediam auxílio a Nossa Senhora da Vitória, que sempre os ouvia.

Dentro da pequena Ermida da Senhora da Vitória encontram-se gravadas nas paredes e no chão muitas frases escritas pelos pescadores, de agradecimento aos favores recebidos.

Trabalho elaborado por: António Santos Ramalho, nº 5, 7º F, grupo 4.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pataias


O culto a Nossa Senhora da Vitória


A diminuta população que se manteve na vila procurou apoio espiritual em Nossa Senhora da Vitória, que gradualmente foi ganhando importância. Pensa- se que este culto se venera desde os fins do século XIII, quando D. Dinis deu carta de foral a Paredes. No entanto, o círio votado àquela divindade terá tido início no momento da migração da população de Paredes para a Pederneira e Famalicão, que teria transportado consigo não só os privilégios e forais, mas também o culto de Nossa Senhora da Vitória, assegurando a sua manutenção.

Esta divindade era igualmente vista como protectora dos navegantes, o que propiciou a deslocação de muitos fiéis antes da sua partida para a Guerra do Ultramar ou para a pesca do bacalhau em terras distantes. Desta forma, nas paredes e no chão da ermida os devotos escreviam as suas preces e agradecimentos à Virgem, levando-lhe por vezes oferendas, fotografias ou pinturas, em sinal de agradecimento às promessas realizadas. No entanto, pode-se afirmar que o culto a Nossa Senhora da Vitória foi perdendo gradualmente o seu carácter católico e familiar, acentuando-se uma dimensão festiva com traços profanos.

A crença de salvadora de Nossa Senhora da Vitória acentuou-se em 11 de Abril de 1925, quando supostamente terá ocorrido um milagre, no qual o barco Gazela de José Maria Tinoco e da sua tripulação foram salvos de naufragar na Praia de Paredes. O milagre atribuído à Virgem imortalizou-se pelos versos populares: «A Senhora da Vitória, Mãe dos Homens do Mar, ela estendeu o seu manto, para o Gazela encalhar». A narrativa do milagre rapidamente se espalhou, intensificando deste modo o afluxo das gentes à Ermida de Nossa Senhora da Vitória que, na década de 20 do séc. XX tinha conhecido um retrocesso.


Na primeira metade do século XX, o círio passou a realizar-se em 11 de Abril ou 1 de Maio, integrando assim o ciclo festivo da Primavera. Posteriormente, passou a ser efectuado na quinta-feira de Ascensão, dia em que não se trabalhava, podendo todos comparecer em peregrinação à vila de Paredes.

O círio era formado junto ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, logo pela manhã, começando com as três tradicionais incursões em volta desse edifício. Na última volta entoavam-se as loas: «Do Sítio da Nazaré/ Vamos todos em romagem/ À Senhora da Vitória/ Prestar a nossa homenagem». Ao mesmo tempo, uma banda musical, vestida a rigor, acompanhava a romaria, seguida por três crianças vestidas com trajes de anjos que cantavam as loas e se deslocavam em burros enfeitados, levando uma bandeira com um largo galão dourado, que era segurada pelo mais alto, enquanto os outros dois sustinham na mão as guias. Logo atrás vinha um casal de juízes, empunhando o juiz a bandeira e a juíza a guia. A todo este ritual assistia a multidão, que se espalhava nas escadas do Santuário e no largo.


A organização do círio ficaria a cargo do juiz, na medida em que possuía o respeito da maioria e escolhia o secretário e o tesoureiro para o auxiliarem na organização. No círio os romeiros iam vestidos com roupa domingueira, fazendo-se representar por elementos de todos os estratos sociais.

Ao chegar a Paredes, efectuava-se uma pequena procissão com a imagem venerada e de seguida o círio executava voltas à Ermida de Nossa Senhora da Vitória, tal como as que tinha dado ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, recitando os anjos mais loas.

Dentro da Ermida realizava-se a missa, sermão e entrega das oferendas a Nossa Senhora da Vitória, sendo alinhadas as velas oferecidas enquanto ardiam no soalho da capela. A festa continuava, assumindo agora um carácter pagão, dando lugar às cantigas, ao baile e almoço no areal.

Antes do regresso, efectuavam-se as três últimas voltas à Ermida enquanto os anjos cantavam mais loas «Adeus Virgem da Vitória/ Adeus Mãe de Portugal/ Pela lenda de Portugal, Pela senda triunfal/ Levai-nos ao reino da glória». Alguns romeiros pernoitavam junto à Ermida, recolhendo-se debaixo dos alpendres de madeira.

Fonte: sapinhogelasio.blogspot.com / http://www.cm-nazare.pt/ /  http://www.paredesdavitoria.com/

Trabalho elaborado por. Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1

Paredes da Vitória - sua História


A povoação de Paredes da Vitória situada a mais ou menos 7 Km de Pataias, é hoje apenas conhecida pela sua praia e pela procissão anual realizada a 15 de Agosto em honra de Nossa Senhora da Vitória, e que entre Pataias e esta localidade, a viagem é realizada em burros, cavalos, tractores agrícolas e bicicletas devidamente decoradas para o evento, em que todas as pessoas podem participar desde que tenham o seu veículo devidamente decorado.

A presença humana no local onde se fundou a vila de Paredes remonta, segundo vestígios arqueológicos, à Pré-História, mas terá sido particularmente evidente na época da ocupação romana.

A antiga vila de Paredes encontrava-se edificada no planalto, isto é, no cimo de uma encosta virada para o mar, sobressaindo o seu porto aberto na escarpa, defendido por um esporão natural da rocha contra incursões oriundas do mar.


Paredes hoje não passa de uma pequena aldeia, sem qualquer porto, situada no fim do pequeno vale, irrigado por um pequeno ribeiro, absorvido pelas areias da praia. O local da antiga vila, está ainda hoje assinalado pela presença da Capela de N. Sra. da Vitória e o que resta da casa do guarda florestal.

O topónimo “Paredes” é relativamente comum e regra geral indica que os povoadores que lhes deram os nomes encontraram "paredes", "muros" ou "muralhas" isto é, ruínas de povoados anteriores, de cujo nome não havia memória.

Assim, Paredes da Vitória, Vale de Paredes ou Praia das Paredes são topónimos que designam a mesma povoação, situada no litoral norte do concelho de Alcobaça, freguesia de Pataias.


As referências à povoação são muito antigas, existindo mesmo vestígios na Serra d’Aire e Candeeiros de uma estrada romana (Estrada Romana da Carreirancha - Alqueidão da Serra) datada entre os séculos I a.C. e I d.C., que faria a ligação entre Tomar e o Porto de Paredes, Collipo (Leiria) e Conimbriga.

A importância do Porto de Paredes assumiria grande importância já nos séculos XII e XIII, e mais tarde sob domínio do Couto Cisterciense do Mosteiro de Alcobaça, a partir do qual seriam exportados os produtos agrícolas da região.

D. Dinis, o Rei Lavrador, concede foral ao Porto de Paredes em 1282 (17 de Dezembro de 1282). Este primeiro foral era uma carta de povoação para 30 moradores, que eram obrigados a ter seis caravelas, pelo menos, preparadas para a pescaria. «Para que acomodassem casa, lhes mandou dar D. Dinis a cada um seu moio (antiga medida equivalente a sessenta alqueires) de trigo».


Com este foral, D. Dinis teve em vista, também, defender este sítio da costa, das invasões dos piratas Africanos e Granadinos. O mesmo D. Dinis concede um segundo foral em 29 de Setembro de 1286 e D. Manuel um terceiro e último foral em 1 de Outubro de 1514.

A 17 de Maio de 1368, a vila foi doada ao Mosteiro de Alcobaça, a mando do rei D. Fernando, com o propósito de as suas rendas recaírem para a salvação da alma de seu pai, D. Pedro I, que jaz nesse mosteiro.

O Porto de Paredes progrediu muito até 1500, chegando a atingir os 600 fogos. Alguns historiadores afirmam mesmo que o Porto de Paredes possuiu um forte e 17 caravelas para defesa do seu porto. Há inclusivamente registos de que a armada de Vasco da Gama, antes da partida para a Índia, teria aportado aqui para abastecimento de víveres.

No entanto, os ventos fortíssimos nesta região, foram arremassando com tanta força as areias sobre a povoação e o porto, que tudo ficou arrasado. Com esta invasão das areias marítimas, a povoação foi abandonada, ficando aí por única memória a Capela de Nossa Senhora da Vitória, a casa do eremitão e um moinho.

A povoação de Paredes deslocou-se então para Pataias e para a Pederneira. Há mesmo quem afirme que a Pederneira foi fundada pelos moradores do Porto de Paredes, quando no século XVI o porto deixou de ser utilizado por esse assoreamento pelas areias marítimas.

No entanto, cronistas cistercienses são de opinião que a Pederneira já existia no ano de 1190. Seja como for, foi com a chegada dos pescadores de Paredes que a pesca tomou um grande incremento na Pederneira.


O fim do Porto de Paredes esteve associado ao seu assoreamento e ao seu desmoronamento devido a uma violenta tempestade na segunda metade do quartel do século XV (1450-1500) e progressiva degradação.

Paredes passa então por um longo período de esquecimento. No início do século XX, em 1911, estavam identificados 9 fogos e 44 moradores. A principal actividade era a agricultura e a moagem de cereais, patente nas dezenas de moinhos (fluviais) ainda hoje existentes, mas completamente degradados. Em 1940 foram contabilizados 82 moradores.

Desde então, a população diminuiu, contando 65 moradores em 1960, 48 em 1970 e 50 em 1991. A procura da praia, quer por motivos de veraneio, quer por motivos de saúde, contribuíram para a manutenção da população. No princípio da década de 1990, a população residente era de 5 dezenas de habitantes, quase que exclusivamente adultos e idosos.

Fonte: Wikipédia

Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.