quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pataias - Monumentos e locais a visitar

Igreja Paroquial de Nossa Srª da Esperança


Templo anteriormente a 1622 consagrado a Nossa Senhora da Conceição e depois a Nossa Senhora da Anunciação. Sofreu modernizações e obras de ampliação em 1948. Nesta Igreja há azulejos do começo do séc. XVIII, dispostos de maneira a criar um novo padrão.



Fornos de Cal


Os fornos artesanais de cal não devem ter conhecido grandes transformações, desde o período romano até aos nossos dias, tanto no que se refere as suas dimensões, como até no que diz respeito ao seu funcionamento.


A altura média dos fornos de cal de Pataias oscila entre os 4,5 m e os 6 m. A largura da base situa-se entre os 3,7 m e os 4,6 m. A largura da abertura superior é um pouco menor do que a da base.


Esta actividade chegou a ter uma importância considerável para a economia local. O seu declínio iniciou-se em meados do século XX. O último forno em actividade, na região, deixou de laborar em 30 de Junho de 1995.



Lagoa de Pataias


Um dos elementos de interesse central em Pataias é sem dúvida a sua espectacular lagoa. Inserida num ambiente de pinhal e rodeada de uma calma permanente torna-se um local propício a uns bons momentos de lazer.

Existe nas suas margens um parque de merendas provido de condições óptimas para a realização de merendas e convívio. A lagoa de Pataias é um lugar lindo e que todos os que passam por esta zona, deviam visitar. Localiza-se na zona Norte do Concelho de Alcobaça, na freguesia de Pataias.


É uma zona húmida que surge no meio da vasta área de pinhal bravo que ocupa esta região do litoral português e, portanto, é ocupada por Fauna e Flora distintas de toda a envolvente.

Face a usos indevidos no passado, a água encontra-se poluída por nutrientes que promovem o crescimento excessivo de matéria vegetal com consequente falta de oxigénio na água (Eutroficação).

A dependência exclusiva da precipitação, juntamente com a situação de seca extrema em 2005, culminaram na evaporação de toda a água, uma situação que não sucedia desde 1944. Para além do desaparecimento da ictiofauna, a falta de água criou pressões enormes em outros grupos como os anfíbios, mamíferos e aves, em termos de alterações do habitat, indisponibilidade de água e/ou de alimento.

Os nutrientes presentes na água acumularam-se nos sedimentos do fundo: estes, juntamente com grandes extensões de macrófitas aquáticas, foram removidos mecanicamente de forma a evitar que, após outra época de chuvas, a qualidade da água voltasse a piorar.

Após um Inverno chuvoso, a cota da lagoa recuperou ao ponto de poderem equacionar-se os repovoamentos com ruivacos: estes peixes, outrora muito comuns na lagoa de Pataias, foram dizimados por espécies indesejáveis introduzidas (carpa, perca e gambúsia).

O plano de gestão da lagoa de Pataias vê assim mais uma etapa cumprida, mas, no contexto de alterações climáticas globais, este ecossistema requererá cuidados continuados no futuro.

Fonte: http://alcobaca.no.sapo.pt/ / http://www.cm-alcobaca.pt/

Trabalho elaborado por: Beatriz Santos, nº 7, 7º F, Grupo 1.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pataias - sua História


Pataias existe há muitos séculos. Quantos, não se sabe, mas sabe-se que já em 1151 o seu nome era referido por D. Afonso Henriques, no documento de doação feito por este rei aos Monges Beneditos da Ordem de Cister.

Este documento diz: “eu, D. Afonso, pela Divina Misericórdia Rei dos Portugueses, juntamente com a Rainha Mafalda, minha mulher e companheira no reino fazemos testamento em Couto a vós D. Bernardo Abade do Mosteiro de Claraval de Hua nossa própria herdade que temos entre aqueles dois lugares chamados Leiria e Óbidos, abaixo do Monte Faixa, comarca de Lisboa, águas vertentes ao mar. Damo-vos também o lugar que chamam Alcobaça e dele vos fazemos testamento e couto… pelos limites abaixo declarados… e passa por Mélvoa até à Mata de Pataias, de onde corta direito por entre Pederneira e Moel, até chegar ao mar.”

Os moradores de Pataias, até ao ano de 1536 estavam ligados à vila de Paredes, onde iam às compras e à missa. Com a extinção da vila de Paredes passou Pataias para o termo de Alcobaça.

Como não podia deixar de ser, devido à antiguidade da região, muitas hipóteses há a considerar para a formação do nome Pataias. Algumas delas que já foram motivo de polémica no extinto jornal “A Voz da Paróquia”, sendo a que nos informa que o nome Pataias, deriva provavelmente dos deuses pataicos, deuses fenícios que enfeitavam os barcos desse povo que frequentemente viajou pelas nossas costas.

Outra teoria é a do Padre José Ferreira Lacerda, defendendo que Pataias deriva da palavra "Patais", que significa "lugar com abundância de patos" existentes nas lagoas da região.


Outra teoria ainda, apontada como a mais credível, é a de nesta terra existirem as tulhas dos Frades da Abadia de Cister, sabendo-se que Pataias é um vocábulo de origem indiana que significa tulhas.

No entanto, a tradição popular, informa-nos de uma lenda sobre a origem do nome de Pataias. Indo a Rainha Santa Isabel a passar por ali em viagem, com o seu séquito e sentindo que os cavalos iam demasiado cansados, por terem que pisar carregados as areias do caminho que na altura eram muitas, terá dito às suas aias para que aliviassem as montadas, dizendo: “à pata aias”. E assim segundo a tradição popular, nasceu a palavra Pataias.

Fonte: Wikipédia

Trabalho elaborado por: Beatriz Santos,  nº7, 7º F, Grupo1.

Martingança - História e Monumentos


A freguesia de Martingança deve o seu nome à conjugação de dois termos, Martina (divindade guerreira romana, filha de Marte) e Gansa (ave mensageira da Deusa Lua). Assim, no início seria "Martingansa", mas ao longo dos tempos o topónimo foi adulterado.

Assim, o Casal Martim Gansa, que originaria a freguesia, terá surgido com a Carta de Couto dada por D. Dinis aos lugares de Paredes e Campos de Ulmar.

Os casais dispersos à sua volta, como o de Martim Gansa, iriam a partir daí, dividir-se em pequenas povoações, que de património tinham apenas a Ermida de S. João, um templo simples, originário da primeira metade do século passado.

Embora pertença ao concelho de Alcobaça, situa-se às portas da vizinha cidade da Marinha Grande com a qual mantém uma forte relação, à semelhança do que acontecia com a freguesia da Moita, entretanto desanexada do concelho de Alcobaça e integrada no da Marinha Grande.


Na época da Segunda Revolução Industrial, quando a fonte de energia principal era o carvão mineral, era iniciada na Martingança, a linha de Caminho-de-Ferro Mineiro do Lena, que passava pela Batalha e Porto de Mós, seguindo depois até ao lugar da Bezerra, na freguesia de Serro Ventoso, de onde transportaria o carvão explorado nas minas que ali existiram, juntamente com as das Barrojeiras (Alcanadas).

Pelos escritos que se consultaram, verificamos que a ideia era prolongar esta linha até ao Entroncamento, ligando assim a linha do Oeste à do Norte, o que nunca foi feito. Esta linha ligava também à linha do Oeste a partir da Martingança.


Nos últimos anos a Martingança tem progredido muito, a nível económico, com o aparecimento de indústria vidreira na região, e com a natural progressão nas vias de comunicação. Devido a tudo isto, e a outras condições de desenvolvimento, a Martingança foi elevada a sede de freguesia em 4 de Outubro de 1985.

Monumentos a visitar:

Igreja Paroquial


À beira da estrada nacional, que liga Pataias à Marinha Grande, encontramos perto da derivação para a Martingança, a sua simples Igreja Matriz ou Paroquial. O seu padroeiro é S. João Baptista, que se festeja no 1.º fim de semana de Julho.


Coreto

Ali bem perto, do outro lado da estrada encontra-se o Coreto, no campo da feira, onde decorrem as festividades em dias de festa.

Fonte: Textos do Suplemento do Jornal da Batalha, ed. 195, 16 de Outubro de 2006 / Suplemento do Jornal da Batalha, ed.195, de 16-10-2006. / Wikipédia.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alpedriz - Monumentos e locais a visitar

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Esperança



E dedicada a Nossa Senhora da Esperança, mas ante disso a igreja terá sido dedicada a Santa Maria Madalena, desconhecendo-se as razões da alteração da padroeira.

A Igreja tem uma nave com capela-mor e antes da última remodelação possuia também dois altares laterais. O altar-mor megestoso é feito em talha dourada de estilo barroco com colunas salomónicasa.


No trono está uma imagem da Virgem (escultura de pedra pintada, referenciada como sendo uma obra quinhentista, esta figura mede 96 cm de altura), e o Menino que tem na mão um fruto. A Virgem tem cabelo solto pelas costas e está coberta de um manto de seda vermelha; outrora tinha na cabeça uma coroa de prata que foi roubada (a coroa era uma peça de prata do séc. XVIII), sendo substituída por uma coroa vulgar. Algumas das primitivas decorações da igreja desapareceram para dar lugar a outras mais modernas. Os dois altares laterais tambem desapareceram na remodelação da Igreja.


Actualmente a igreja encontra-se em restauro.

Em frenta da igreja existe um cruzeiro.


Capela de Santo António


É uma capelinha pobre e singela, com uma pequena torre sineira, cujo sino veio da desaparecida Capela do Santíssimo (que existiu no local onde hoje em dia está implantado o Pelourinho de Alpedriz).

Junto da Ermida está um pinheiro manso que com ela faz conjunto hamonioso.

Mas há uma lenda acerca deste pinheiro, o chamado "pinheiro de Santo António" que a crença popular transmitiu de geração em geração e que terá sido o motivo da construção da capela.

A população tendo por base os supostos milagres associados à lenda do pinheiro decidiu construir perto do referido pinheiro uma capela dedicada ao Santo António.



Lenda

Um dia, Santo António passou por Alpedriz na estrada que ligava Lisboa a Coimbra. Sentindo-se cansado resolveu repousar à sombra de um pinheiro. O que se passou depois não se sabe, contudo a lenda continuou na memória da população e junto do suposto pinheiro onde Santo António terá descansado a população construiu uma capela em honra referido Santo.


Pelourinho


Como um dos restos do passado de prestígio da povoação, existe um velhíssimo Pelourinho, que estava localizado no meio dum largo em frente da desaparecida Capela do Santíssimo, e é no lugar dessa Capela que hoje está instalado o referido Pelourinho.

Da desaparecida Capela existe ainda um Relógio de Sol, e a sineta que se encontra na Capeia de Santo António.

Ao lado Norte do Pelourinho existiu uma cadeia. Nas dependências da referida Capela, e a nível do 1.° andar funcionou a escola primária, de fundação Pombalina onde funcionou um famoso centro cultural, atraindo aqui muitos alunos de todas as freguesias circundantes que iam fazer exame a Leiria. Chegaram a estar hospedados em Alpedriz, alunos da Maiorga e Martingança.

Na mesma capela, e suas dependências esteve aquartelada uma guarnição militar Francesa das tropas de Junot. Mais tarde a sala das aulas passou a ser sede da Junta de Freguesia depois da escola por excesso de frequência ter mudado para uma sala da Casa Vieira da Rosa, sittuada na mesma rua.


Do antigo Pelourinho de Alpedriz já só resta parte da coluna que foi recuperada em virtude de estar bastante desgastada pela erosão.

O Pelourinho sofrer vários derrubes dos quais existe registo pelo menos de um em 1973 e um outro em 1992.

Face á degradação do pelourinho, a Junta de Freguesia no ano de 1994 recuperou a coluna procedendo à sua reconstrução, servindo-se do seu apoio inicial, uma desgastada pedra de moinho. Foi criada uma base de três degraus circulares de pouca altura estando o primeiro ligeiramente enterrado devido à irregularidade do pavimento.


A coluna é cilíndrica sendo constituída por quatro elementos com o diâmetro de trinta e dois centímetros e tem a altura de dois metros e cinquenta centímetros.

O Pelourinho remata num ligeiro listei liso de pouca altura seguido de peça circular mais saliente com bordo boleado.


Relógio de Sol


O Relógio de Sol que se encontra junto do Pelourinho de Alpedriz pertenceu em tempos à denominada Capela do Santissimo que existiu à muitos anos naquele local. O Relógio de Sol desta capela, após a sua destruição, andou de um lado para o outro, até que hoje se encontra num muro construído no sítio onde outrora existiu a capela.

A Capela do Santíssimo, era de pequenas dimensões e tinha um altar bonito, com ornamentos muito dourados e pinturas no tecto. Infelizmente foi destruída no tempo da II Guerra Mundial.

História da sua destruição:

Na época da II Guerra, havia falta de combustíveis e por isso iam buscar lenha aos pinhais das imediações de Alpedriz. Como o largo onde ficava a capela fazia uma curva muito apertada com uma rua estreitíssima, as camionetas carregadas de madeira tinham dificuldade em dar a volta nessa curva.

Então, os proprietários das mesmas, alegando que a capela estava em ruínas, requereram a sua demolição, no que foram atendidos... Assim terminou a vida da Capela do Santíssimo...

Ponte Romana


Na entrada nascente de Alpedriz a estrada atravessa um curso de água onde se encontra uma ponte emoldurada por um melancólico conjunto de árvores.

Desconhece-se as origens desta ponte, mas as pessoas mais idosas de Alpedriz afirmam que já os seus avós afirmavam que as origens da ponte remontam ao período romano.

Não se sabe até que ponto será exacta esta informação mas na verdade é que nos arredores de Alpedriz existem diversos vestígios romanos e próximo da povoação de Casal São Brás existe mesmo um caminho que também se afirma ser do referido período.


Ainda segundo a voz dos mais idosos Alpedriz terá sido ponto de paragem para se deslocava de Lisboa para Coimbra (e em particular aquando das invasões francesas).

Sabe-se ainda que até meados do século XX a estrada que atravessa a ponte era a principal entrada de Alpedriz.

Por tudo isto não sendo necessariamente de origem romana trata-se com certeza de uma ponte bastante antiga e que merece ser visitada pela paisagem envolvente.


Fonte Moura


Da lendária ocupação moura por terras de Alpedriz apenas ficou um nome, ligado aos possiveis povoadores da povoação, a "Fonte da Moura".

Esta fonte fica situada numa propriedade particular e é uma nascente de água, ligada ao rio Loureiro.

Segundo a lenda, uma Moura ia ali buscar água arranjando pretexto para se encontrar com o namorado e terá ali ficado encantada vendo a água a correr e certamente a pensar nas delícias do futuro, quando o povo a que pertencia foi atacado e tudo foi desfeito.


Túmulo Neolítico

Um dos outros vestigios bastante antigos é um túmulo do período neolítico, encontrado em Ribeira do Pereiro, construído provavelmente dois ou três mil anos a.C., situado num local de difícil acesso.


Capela Nossa Senhora da Consolação


Localizada na Ribeira do Pereiro, a Capela de Nossa Senhora da Consolação embora de reduzidas dimensões é extremamente harmoniosa e emoldurada por uma paisagem magnífica.

A capela foi restaurada em 1998.

Fonte: http://www.alpedriz.com/home.htm

Alpedriz - sua História


A caminho da Martingança ainda se pode encontrar a povoação de Alpedriz, que apesar de não ser terra pertencente aos Coutos de Alcobaça, pertence hoje ao concelho de Alcobaça.

Alpedriz é uma antiga vila fundada pelos Árabes em meados do séc. IX. O seu nome vem do árabe Abi-Driz, que significa "povoação do pai do Driz" - pois Abi quer dizer pai.

Apesar de se saber que Alpedriz foi ocupada pelos mouros durante cerca de três séculos, não há qualquer sinal da sua permanência na povoação.

Há uma suspeita que a povoação que eles fundada não ser propriamente Alpedriz, mas outra, nas proximidades, que segundo a tradição, teria sido tragada por uma das muitas tempestades de areia que eclodiram na região. Estas, constituíam um problema de tal monta que foi necessário semear muitos pinhais para segurar as areias.

Da lendária ocupação moura apenas ficou um nome: a "Fonte da Moura". Trata-se dum nascente que existe numa propriedade privada e, diz a lenda, que um dia uma moura foi ali buscar água e ficou encantada...


Conquistada por D. Afonso Henriques aos mouros em 1147, foi-lhe dado foral em 1150.

Pertenceu à Ordem Militar de Avis como sede duma Comenda desta Ordem por doação do rei D. Sancho I (razão pela qual Alpedriz nunca terá pertencido aos Coutos do Mosteiro de Alcobaça).

D. Manuel I, em 20 de Março de 1515 deu-lhe Foral Novo, como consta o respectivo livro, a folhas 160 e seguintes. Uma cópia do mesmo foral foi obtida da Torre do Tombo por intermédio do filho desta terra o Prof. Abílio Moniz Barreto.

D. Carlos em 1891 deu concedeu o título de Visconde de Alpedriz a José Eugénio da Silva, natural do distrito de Leiria, que no Rio de Janeiro, realizou uma grande obra de benemerência e protecção aos colonos portugueses.

A vila de Alpedriz possuiu no passado uma Misericórdia, um Hospital de antigos pobres e uma Cadeia,. Esta vila foi sede de concelho e gozava então de privilégios dos Caseiros da Ordem e ainda outros benefícios concedidos por bulas pontificais, entre as quais o de direito a asilo. O concelho de Alpedriz foi extinto em Novembro de 1836.

Fonte: http://www.alpedriz.com/

domingo, 9 de maio de 2010

Castanheira - História e Monumentos a visitar

Das origens da localidade de Castanheira e Alqueidão, ambas pertencentes a Cós, pouco se sabe. Este desconhecimento fica a dever-se à destruição provocada pelas invasões francesas aquando da sua passagem pelos Coutos de Alcobaça, a que estas localidades pertenciam.

Sabe-se no entanto, que no lugar de Alqueidão existiram as Igrejas de S. Miguel e Nossa Senhora da Conceição, hoje transformadas respectivamente em arrecadação agrícola e habitação particular.

 

Capela de Santa Marta


A uma pequena distância de Cós, fica actualmente a povoação de Castanheira de Cós. É ali que se pode encontrar esta Capela, tipo Igreja-salão maneirista, que ostenta uma pequena torre sineira e é encimada por uma cruz.


É a Capela de Santa Marta situada no centro do lugar da Castanheira, que se encontra a construída em pedraria com uma tribuna de grande elevação, onde estão colocadas as imagens de Nª. Senhora da Luz e de Santa Marta. Presume-se ter sido construída no século. XVIII.


O altar principal é de talha dourada barroca. Encontram-se pináculos nas suas laterais.


Fonte Santa


Nesta zona com terras calcárias, muitas são as nascentes e fontes de água fresca e pura.

Muitas são as lendas associadas às águas santas que curavam doenças e brotavam de fontes milagrosas. É o caso da Fonte Santa situada num vale coberto de densa vegetação, um local muito agradável e encantador na Castanheira, uma povoação próxima de Cós.



Santuário de Nossa Senhora da Luz


A dois quilómetros de Cós existe uma igreja cuja história está ligada à lenda da Fonte Santa, assim designada devido às propriedades milagrosas atribuídas às suas águas e onde, segundo a lenda, apareceu Nossa Senhora da Luz, pela primeira vez, a uma velhinha de nome Catarina Annes, no ano 1601.

Está relacionada a uma das lendas mais curiosas do concelho de Alcobaça, a lenda de Nossa Senhora da Luz. Nela está gravada a seguinte inscrição: "Aqui apareceu Nossa Senhora da Luz no ano de 1601”.


O Santuário foi mandado construir por D. Damião Borges, fidalgo ilustre do concelho e de Sua Majestade, como homenagem e reconhecimento pelos benefícios recebidos, em honra de Nossa Senhora da Luz.

Na capela-mor encontram-se as sepulturas de Catarina Annes e Damião Borges.


Lenda de Nossa Senhora da Luz


Conta esta lenda que, andando por aqueles montes uma velhinha chamada Catarina Annes a apanhar lenha, lhe apareceu no lugar denominado Vale de Deus, entre o Juncal e a Castanheira, uma nobre e formosa senhora, que se ofereceu para ajudar a apanhar a lenha. Mas o aspecto da senhora era tal que impressionou a velhinha que lhe agradeceu, mas não quis aceitar para que não se sujassem aquelas mãos mimosas.

Porém a velhinha não esqueceu a misteriosa senhora que algum tempo depois lhe voltou a aparecer, mas na companhia de uma outra senhora (que diz a lenda ser Santa Marta que até hoje se venera no lugar da Castanheira).

A Senhora disse meigamente à velhinha "Segue-me Catarina". Porém a velhinha não atendeu às palavras ou porque ficasse surpreendida com estas aparições, ou porque estava embebida em místicas cogitações, tão próprias num sítio que desafia a piedade e a devoção.

Porém uma terceira vez lhe apareceu a mesma senhora formosa, numa altura em que a pobre e virtuosa velhinha, devia de andar terrivelmente preocupada pois perdera no mato a chave da sua casa. A senhora disse-lhe: "Catarina vem cá que eu te darei a tua chave que perdeste". A boa velhinha assim que ouviu falar na chave ficou profundamente admirada, pois não tinha contado a ninguém que tinha perdido a chave, e mais admirada ficou pelo facto de a chave ter sido encontrada e terá respondido: "eu perdi a chave no mato, não é possível que a possam ter achado para ma dar". Porém ao recebê-la o seu coração dilatou-se de tal modo que se encheu de uma consolação inexplicável. De tanta luz se iluminou a sua alma que reconheceu que estava na presença de um ser divino "Nossa Senhora - a Rainha do Céu e da Terra".

Era tal a sua alegria que não foi capaz de agradecer e seguiu a senhora até um determinado local do vale. Aí a Senhora pediu-lhe que ali abrisse um buraco e ela com as suas mãos cavou um pequeno buraco, de onde começou a jorrar água pura. A Senhora disse-lhe então: "Vai e diz aos moradores da tua terra, que nesta fonte encontrarão remédio para todos os males". Catarina correu a contar aos vizinhos e depressa a fama daquela fonte se espalhou.

Ao terem conhecimento do milagre e do aparecimento da Senhora a Catarina Annes e da fonte que lhes deixara para curar as enfermidades, começaram a afluir ao local da fonte os descrentes e desanimados da medicina da terra, que assim procuravam vencer a dor com a água abençoada pela "Consoladora dos Aflitos".

Outros cheios de fé e amor contentavam-se de ver e beijar o sítio por onde a virgem teria passado. O lugar começou a ser frequentado com muita devoção e a fonte foi arranjada convenientemente e numa pedra foi gravado a seguinte frase: "Aqui apareceu Nossa Senhora da Luz em Ano de 1601".

Fonte: http://alcobaca.no.sapo.pt/

Trabalho elaborado por: Patrícia Santos Serrazina, nº20, 7º F.

Cós - Monumentos e locais a visitar

Convento de Santa Maria de Cós


O Convento de Santa Maria de Cós foi fundado em 20 de Abril de 1279 pelo Abade de Alcobaça D. Fernando, cumprindo disposição testamentária de D. Sancho II. O lugar escolhido foi aquele onde algumas viúvas lavaram as vestes dos monges cistercienses da grande Abadia de Alcobaça.

Veio a sofrer alterações no século XVI, quando o edifício se transformou em casa conventual das freiras da Ordem de Cister, sendo então abadessa D. Branca de Aguilar, que aí jaz.


O convento foi reconstituído nos fins do século XVII e nada mais resta hoje do que a igreja, sacristia com os seus anexos e alguns vestígios arruinados de uma parte do dormitório e do celeiro. A decoração dos tectos da igreja e da sacristia constitui um caso único entre as abadias cistercienses de Portugal e Espanha. A decoração das cinco filas dos caixões da abóbada, integra-se no movimento da pintura sacra, em voga no século XVIII.

A igreja encontra-se dividida a meio por uma grade de clausura em talha dourada. O altar-mor é de bela talha dourada, dos finais do século XVII.


As paredes têm azulejos azuis e brancos, feitos no Juncal, do último quartel do século XVII. No que diz respeito ao Coro, as suas paredes apresentam-se totalmente forradas de azulejos do séc. XVIII, rodeando um esplêndido cadeiral.

Na parede do fundo do Coro, encontra-se uma porta de estilo manuelino, composta por duas esferas armilares, armas régias e a Cruz de Cristo.


Na sacristia, forrada de azulejos azul e branco, historia-se em dez painéis, cenas da vida de Bernardo de Claraval. Exteriormente, assinalam-se as estátuas de S. Bento e S. Bernardo, encimadas por pilastras, a poente.

Fonte: "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Maria Zulmira Albuquerque Furtado Marques, Alcobaça, 1994.


Trabalho elaborado por: Sara Félix, nº 24, 7º F.



Igreja da Misericórdia ou Igreja de Santa Eufémia

A Igreja da Misericórdia também conhecida de Igreja de Santa Eufémia, em virtude de ter recebido a imagem da demolida igreja matriz, é documentada desde cedo, em 1275.

É um modesto edifício, desprovido de valor artístico. Só tem interesse uma custódia de cobre dourado, o Brasão dos Abades de Alcobaça gravado numa das capelas da nave e o túmulo de um dos Reitores da Universidade de Coimbra, que desempenhou papel preponderante na Inquisição.

Esta Igreja é hoje chamada de Santa Eufémea, em virtude de ser esta a padroeira da freguesia. A mártir, Santa Eufémia, invocação da Santa originária da Calcedónia (Trácia, Ásia Menor), que se apresenta com um lagarto ou réptil colado às vestes.

No entanto, segundo a opinião de um estudioso, a deusa dos gregos, Íris, antropónimo feminino que se traduz “por boa fala”, com o advento do Cristianismo, foi elevada aos altares e personificada em Santa Eufémea.
 
Esta deusa pagã estava conotada com o arco-íris e era considerada mensageira pelos Fenícios e Gregos, cuja missão era transmitir aos mortais os bons augúrios. Pensa-se que quando os fenícios aportaram nestas paragens devem ter trazido essa imagem.

Fonte: http://www.jfcoz.com/

Trabalho elaborado por: Patrícia Santos Serrazina, nº20, 7º F.