quarta-feira, 5 de maio de 2010

Maiorga - Monumentos e locais a visitar

Igreja Paroquial de S. Lourenço



Foi fundada em 1542, possivelmente pelo cardeal Infante D. Afonso, Abade de Alcobaça e irmão do rei D. Manuel. Subsituiu a primitiva Igreja da Maiorga, que foi destruida e que era dedicada a S. Vicente. perto dela existia uma fonte de água milagrosa para doenças dos olhos e nela podia ver-se uma lápide que evocava os milagres desta santa água. Esta lápide que hoje está quase ilegivel, encontra-se num muro da Quinta do Outeiro.

Foi reparada e reconstruída em 1873. O interior deste monumento é sóbrio e podemos destacar a escultura policromada de S. Lourenço.


Na sacristia existem vários quadros pintados sob madeira, do séc. XVI, sendo curiosos os de S. Sebastião, S. Gregório e S. Pedro. Há ainda a destacar uma escultura policromada em pedra da Senhora do Pranto.

O interior é sóbrio. A pia de água benta foi feita por aproveitamento de um capitel quatrocentista. Na sacristia há um painel antigo do final do séc. XVI, num altar composto por duas tábuas que ladeiam um nicho.

Ermida do Espírito Santo


É um monumento Nacional. Foi ali a sede da antiga Misericórdia, que se uniu à de Alcobaça em 1775. Está hoje profanada e pouco resta da primitiva Ermida. 


Resta da antiga Ermida do Espírito Santo um belo pórtico manuelino, de verga recortada e ornamentada, com cogumelos e rosetas. Por cima deste belo portal está o escudo das quinas, coroado, com uma legenda em caracteres góticos.



Pelourinho


Foi provavelmente construído em 1514, ano em que D. Manuel I deu foral à Maiorga.

Encontra-se assente numa base escadeada e circular, com três degraus, sendo a coluna decorada com tecidos e botões com cabeça em jeito de pinha.


Quinta das Cidreiras

A Quinta das Cidreiras pertenceu ao Mosteiro e foi famosa pelas suas frutas (laranjas e cidras).

Até ao séc. XIX nesta Quinta não era permitido efectuar prisões. Esta quinta ainda hoje existe, pertencendo a uma família particular.


Quinta e Solar do Outeiro


A Quinta do Outeiro, hoje transformada numa nova zona urbana, onde em tempos existia o Solar do Outeiro do séc. XVI, que nos dias de hoje se encontra em degradação e condenada à demolição de acordo com os órgãos de comunicação locais.
 
A casa da Quinta do Outeiro, é muito típica e de feição popular. A sua construção do séc. XVI, possuia janelas de colunelos, portal nobre.

Possui escadaria exterior, varanda alpendrada e colunas, com brasão de armas, sobre a porta ao lado da escada e terá tido belos frescos pintados nas salas.

Trabalho elaborado por: Adriana Ferreira, nº 1, Catarina Martinho Nº10 , Fabiana Costa, nº14 ,Patrícia Serrazina, nº20, Sara Serrazina, nº23, 7º F, Grupo  2.

Fonte: "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Maria Zulmira Albuquerque Furtado Marques, Alcobaça, 1994.



Ferrarias

Ferrarias é uma localidade perto da Maiorga onde se faziam armas e arneses para dezasseis cavalos que todos os anos os Abades de Alcobaça tinham por obrigação aprontar para o rei.
Fonte: "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Maria Zulmira Albuquerque Furtado Marques, Alcobaça, 1994.


Trabalho elaborado por: Bruna Duarte Silva, nº8 7º F.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Maiorga - sua História


A história da Maiorga é longa e rica em factos. Desde vestígios do fim do Neolítico, passando pelas "marcas" cistercienses, até aos nossos dias.

Esta povoação encontrava-se outrora nas margens da antiga Lagoa da Pederneira, o que se reflecte ainda na paisagem actual através dos seus férteis campos agrícolas.

Ali passava uma importante via que ligava Alcobaça a Leiria tendo por isso uma pousada que acolhia os viajantes.

Ao que se sabe a sua origem é romana, tendo sido uma das vilas mais importantes dos Coutos de Alcobaça, provavelmente a maior que marginava a antiga Lagoa da Pederneira, daí o nome, primeiro "Maiorca" ( em latim, a maior ) e mais tarde Maiorga


Recebeu a 1ª carta de povoação em 1303 e com ela alguns casais com vista à povoação e com o objectivo de constituir uma vila, tendo obtido o primeiro foral em 1352, que lhe foi dado por D. Frei Pedro Nunes, abade de Alcobaça.

Em 23/8/1514 D. Manuel I deu-lhe novo foral, data em que foi construído o Pelourinho de influência gótica, que ainda hoje se encontra no largo principal ao qual dá o nome.

A Maiorga foi coutada celebre e o maior celeiro dos Frades de Cister, estando subjugada ao poder do Mosteiro, mas as relações nem sempre foram pacíficas, pois frequentemente os habitantes se recusavam a pagar a dízima e os foros.

Teve uma escola agrícola de grande importância para os Coutos de Alcobaça que funcionou na Granja, entre os sec. XIII e XVII, tendo entrado em decadência devido a más relações entre os Abádes, Frades e Colonos.


Os moradores fizeram progredir economicamente a Vila da Maiorga que, no seu período aureo teve a sua administração pública confiada à Casa da Câmara, a dois Juízes Ordinários, dois Vereadores, um Procurador do concelho e dois Escrivães. Ainda hoje existem vestigios destas estruturas administrativas, nomeadamente o Pelourinho e a antiga prisão.

Nos finais do sec. XVIII e uma vez que já se tinha dado o recuo das águas da Lagoa da Pederneira se fez o enxugo dos campos que ficaram muito férteis o que veio trazer grande riqueza à população desenvolvendo em muito a agricultura.

Este enxugo foi feito através da abertura de canais, um sistema ainda hoje digno de ser apreciado e sobretudo estudado.

A vila da Maiorga e as suas freguesias, após as vicissitudes sofridas com a exploração dos Abades Comendatários (1475/1641) voltaram a crescer nos séculos XVII / XIX, até à extinção das Ordens Religiosas e a supressão do Município e do Concelho da Maiorga ( 1837 a 1842) devido à reorganização administrativa do território.


Cerca de 1537, aproveitando a passagem do rio na Fervença desenvolveu-se uma fábrica de papel, onde mais tarde os Frades de Cister vieram a construir um lagar de azeite e no século XVIII até as evasões francesas existiu uma fábrica de tecidos que se celebrizou pelas famosas chitas e lenços de Alcobaça.

Esta fábrica criada na proximidade do rio e aproveitando a sua força motriz foi possivelmente o impulso para em 3 de Fevereiro de 1875 ser criada a Companhia Fiação e Tecidos de Alcobaça, Lda, empresa esta que teve uma importância extrema para o desenvolvimento da Maiorga, Alcobaça e outras freguesias limitrofes.

Esta fábrica, inaugurada a 2 de Fevereiro de 1878, laborou durante 120 anos tendo passado ao longo deste tempo por períodos aureos mas também por alguns períodos de instabilidade, até que em 1998 encerrou definitivamente as suas portas.

Fonte: Maria Zulmira Albuquerque Furtado Marques, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994.

Fotos: Dias dos Reis

Trabalho elaborado por: Adriana Ferreira, nº 01, Catarina Martinho, nº 10, Fabiana Costa, nº 14, Patrícia Serrazina, nº 20, Sara Serrazina, nº 23, 7º F, Grupo 2.

Fervença - sua História


A pequena povoação da Fervença, fica situada entre Alcobaça e a Maiorga, à de um cruzamento de estradas.

A Lagoa da Pederneira tocou outrora a Fervença, onde ainda em 1200 "barcos vindos de Lisboa carregavam madeiras e descarregavam géneros para os Frades de Cister", segundo refere um velho manuscrito de Aralda Pinto, em "O Pinhal de Leiria".

"Desde a Fervença até Cós, a Lagoa da Pederneira formava uma vasta enseada", como é referido no mesmo livro. Aqui existiu uma torre mourisca, que terá sido arrasada no séc. XVIII, que servia de farol na lagoa, que tinha o nome de Torre das Colmeias.

Manuel Vieira Natividade refere em "Alcobaça d'outros Tempos": "No anno de 1537 emprazou o Mosteiro a Manuel Goes as águas dos moinhos da Fervença para fazer um engenho de papel com o foro de duas resmas." E mais adiante, "No anno de 1552 arrematou o Mosteiro os ditos engenhos com a sua terra e no lugar destes engenhos se fez um lagar de azeite que o Mosteiro tem na Fervença".

Fonte: Maria Zulmira Albuquerque Furtado Marques, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1997.

Trabalho elaborado por: Pedro Miguel, nº 21, 7º F.

Bemposta



Próximo da Maiorga encontra-se a povoação da Bemposta. Nesta  pequena aldeia levanta-se a pequena Ermida de Santo António. Esta ermida possui empena triangular com óculo e portal encimado com a data da sua construção (1766).

Todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto, se realiza, a festa em homenagem ao padroeiro da BempostaSanto António.

Fonte: Maria Zulmira Albuquerque Furtado Marques, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994.

Trabalho elaborado por: Sara Félix, nº 24, 7º F.

sábado, 24 de abril de 2010

Alcobaça - Monumentos e locais a visitar (3)


A cidade de Alcobaça é banhada pelos rios Alcoa e Baça, nomes de cuja aglutinação a tradição faz derivar o seu nome – o que está longe de ser consensual.

A cidade cresceu em redor de um Castelo Árabe e, depois, de um Mosteiro Cristão Cistercience: entre os dois, um emaranhado de ruas de aspecto medieval ornamentadas de igrejas como a da Igreja da Misericórdia e a de Nossa Senhora da Conceição recorda-nos a sua história antiga.



Neste 4º Roteiro de Estudo, propõe-se a visita às ruínas do seu antiquissímo Castelo Árabe e os seus belos Arcos de Cister, uma vez que a visita ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, foi proposta no 1º Roteiro de Estudo e a visita às suas antigas Capelas e Igrejas, foi a proposta no 2º Roteiro de Estudo.
 
 
Castelo de Alcobaça
 
No cimo da Rua do Castelo, em Alcobaça encontramos o seu Castelo.

Há controvérsias entre os vários autores acerca da primitiva estrutura defensiva do local, atribuída ora à ocupação visigótica ora à muçulmana da qual uma torre albarrã é testemunha. A reconstrução medieval, data do século XVIII e edificaram uma pequena povoação em redor, que se julga ser a primitiva origem da actual Alcobaça.

Em posição dominante a noroeste sobre a povoação, na margem esquerda do rio Baça, de onde se avista um excelente panorama do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça  e da propria cidade, bem como dos vales verdejantes que a rodeiam. Mais ao longe, observa-se a bonita Serra dos Candeeiros.


Foi tomado por D. Afonso Henriques aos mouros, que por sua vez o reconquistaram e arrasaram, sendo reconstruído por D. Sancho I. Era uma grande e robusta fortaleza que servia não só de abrigo seguro aos moradores dos lugares circunvizinhos, formando com os castelos de Leiria, Pombal e Óbidos uma linha avançado de defesa de Lisboa.

À época da reconquista cristã da Península Ibérica, este castelo foi tomado pelas forças de D. Afonso Henriques (1112-1185), que o teria reparado e reforçado. Reconquistado e destruído pelos mouros entre 1191 e 1195, D. Sancho I (1185-1211) retomou a povoação e suas terras, doando-as aos Monges da Ordem de Cister, para a povoarem e defenderem. Data deste reinado a reconstrução do castelo para a defesa da povoação e seus habitantes.


Com a paz, nestes domínios, os monges dedicaram-se  à vitivinicultura e à enologia, tornando-se uma referência gastronómica internacional nos séculos seguintes.

Por volta de 1369 o abade de Alcobaça, D. Frei João de Ornellas, procedeu ao reforço da defesa do castelo erguendo uma barbacã, tendo-se ainda reedificado uma torre caída e o troço de muralhas voltado para o Mosteiro. Para custeio destas obras, foi lançada uma finta sobre os moradores.


No século XV o castelo foi severamente danificado pelo terramoto de 1422, tendo-lhe sido providenciados os reparos necessários no ano de 1424. Um pouco mais tarde, o abade D. Frei Gonçalo Ferreira faz reconstruir a Torre de Menagem (1450).

No século XVII tiveram lugar novas obras de reparo no castelo (1627). Nesta fase, a torre destacada a leste passa a ser utilizada como cadeia, função que desempenhará até ao terramoto de 1755.


Sendo a nomeação dos alcaides do castelo prerrogativa dos Abades de Alcobaça, conhecemos que Geraldo Pereira Coutinho, lente de prima e cânones da Universidade de Coimbra foi nomeado como alcaide-mor do castelo, em 10 de Novembro de 1701.

Na primeira metade do século XIX, no reinado de D. Maria II (1826-1828; 1834-1853), já sem função estratégica ou defensiva, determinou-se arrasar o antigo castelo (1838), que foi considerado como extinto nas Actas da Câmara Municipal (1854).


Em meados do século XX, abandonado e entulhado, procedeu-se o aproveitamento da sua cisterna para o depósito de água potável a ser distribuída à população (1940).

Poucos anos mais tarde, procedeu-se à reconstrução da muralha voltada para o Mosteiro, a partir de uma descrição deixada pelo Frei Fortunato Boaventura (1952-1953), bem como a obras de limpeza do monumento e da sua área envolvente, incluindo-lhe os acessos, por ocasião da visita da rainha Elizabeth II de Inglaterra a Portugal, quando visitou Alcobaça (1956). Na década de 1960 novos reparos de pequena monta foram efetuados (1965).
 
Arcos de Cister
 


Conjunto de dois arcos integrados em construções setecentistas que ligam entre si a Praça da Republica e a Praça de D. Afonso Henriques, a mais arborizada. Ambas se tornam muito agradáveis pelas suas esplanadas. No tempo dos Frades de Cister estes arcos ligavam o antigo celeiro a outras dependências do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.


Fonte: Wikipédia / http://alcobaca.no.sapo.pt/

sexta-feira, 23 de abril de 2010

4º Percurso de Estudo

Benedita; Alcobaça; Bemposta; Fervença; Maiorga; Póvoa; Cóz; Castanheira; Alpedriz; Martingança; Pataias; Paredes da Vitória; Nazaré; Benedita.

                                                                                                                                                                      

Cela Velha - Monumentos e locais a visitar

Quinta da Cela Velha


Neste local existiram várias quintas, antigas granjas dos Monges de Cister, das quais resta a Quinta da Cela Velha, uma das granjas mais antigas da região, com a primeira carta de emprazamento de 1431, e propriedade da família Andrade e Gamboa desde 1571.

A Quinta da Cela Velha é actualmente também é designada como Quinta de Humberto Delgado e que tem resistido ao longo dos anos à sua traça primitiva.


Esta Quinta é hoje a herdade da família de Humberto Delgado, situando-se a casa, recente, no cimo duma encosta, daí se avistando o fértil vale, outrora braço de mar, e as elevações em redor. Para lá dos portões, uma capela, despojada, a Ermida de S. Bento, donde foram retiradas as peças de valor.


Ermida ou Capela de S. Bento

É ainda na cerca desta Quinta que se situa a Capela de S. Bento, a única das dez ermidas, cuja construção data dos primórdios da nacionalidade, embora existam referências mais ou menos lendárias que atribuem a sua construção ao ano 714 da nossa era.

Certo é que esta ermida se trata do mais antigo templo existente na freguesia da Cela e um dos mais antigos no concelho. O interesse e valor desta capela particular está na sua antiguidade e na sua história, quanto ao resto trata-se de um pequeno templo de linhas simples e sem grandes ornamentos.

A Capela não se encontra aberta ao público, e do seu recheio restaram uma pequena imagem de S. Bento, uma imagem de Nossa Senhora, um crucifixo de marfim e um missal em rito antigo, que hoje estão guardadas e substituídas por estatuetas modernistas de autoria de um dos filhos do general.

Monumento ao General Humberto Delgado


Na Cela Velha ergue-se um monumento ao General Humberto Delgado, o "General sem medo", uma obra moderna da autoria do escultor alcobacense José Aurélio, recheado de simbolismo para homenagear a grande figura da oposição portuguesa, que ousou desafiar o regime ditatorial, quando se candidatou às pseudo eleições livres para a Presidência da República de 1958.

Esta proeza valeu-lhe a designação de “General sem medo” mas pagou com a vida a batalha que travou em prol dos ideais da liberdade, sendo assassinado em Espanha a mando da PIDE, a polícia politica de então.


O monumento em cimento ergue-se num morro sob a forma de pequenos gomos, que representam as forças opressoras fragmentadas por um bloco ao centro, simbolizando o estilhaço da força da liberdade e dois pequenos gomos, estão no centro da povoação.

Este monumento foi inaugurado em 22 de Julho de 1976, com a presença do então Primeiro-Ministro, Mário Soares e muitos milhares de pessoas.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F.

Cela Velha - sua História


A Cela Velha é uma aldeia que pertence à freguesia da Cela Nova, cuja população se dedica fundamentalmente à agricultura.

A história desta localidade perde-se no tempo, e possivelmente remonta a épocas muito anteriores à formação da nacionalidade, sendo um posto avançado de valor estratégico na defesa da costa. Situada nas margens da antiga lagoa da Pederneira, nas suas imediações existiu a Torre de D. Framondo, torre medieval, que vigiava a entrada nas águas da lagoa.


Existiram na Cela Velha ou proximidades várias quintas, resistindo actualmente na sua traça, a Quinta da Cela Velha, antiga Granja do Mosteiro de Alcobaça, que é pertença da família do General Humberto Delgado. Passa ali também o caminho de ferro da linha do Oeste.

Fonte: Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça, Alcobaça, 1994.

Trabalho elaborado por: Alexandre Marques, nº 3, 7º F.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Famalicão - Monumentos e locais a visitar

Igreja de Nossa Senhora da Vitória de Famalicão


As origens da paróquia de Famalicão perdem-se no tempo. Não se sabe quando foi criada a Paróquia, construída e Sagrada a Igreja, nem a idade da primitiva imagem de Nossa Senhora da Victória, padroeira da Paroquia.

Um dos registos mais antigos, e que chegaram aos nossos dias, foi uma pedra com a inscrição de 1633, proveniente do portigo, a qual, era a Pedra Angula da originária igreja primitiva, que existia no local da actual.


Quando foi feita a reconstrução para a nova igreja, foi encontrado no subsolo, uma Imagem da Santíssima Trindade de pedra Ançã, datada do século XV ou XVI, proveniente da visigótica Igreja de São Gião. Esta Imagem foi retirada no século XVIII, dessa igreja visigótica, pelo último pároco, que ali se deslocara para celebrar o culto, tendo sido trazida para casa do mesmo, no cimo da Serra.

Quando o padre morreu, a referida imagem, foi trazida para presidir á tumba funerária, no interior da Igreja Paroquial. Esta Imagem foi encontrada, como anteriormente foi dito, no ano de 1968, a quando da reestruturação da Igreja, embora danificada pela retro-escavadora podemos, ainda, observar a pintura original da Imagem em diversas partes.


Da igreja primitiva, resta só a torre, com o seu campanário de 3 sinos, os quais começaram a tocar as horas em 1917, segundo inscrição, na mesma. A igreja actualmente, tem arquitectura moderna, tendo sido feitos trabalhos de conservação ao longo dos tempos.

De salientar, que á entrada se encontra em lugar de honra, a referida imagem da Santisssima Trindade, proveniente da visigótica Igreja de São Gião, a qual recebe grande devoção do povo.



Quinta de S. Gião


Situada a meio caminho entre Famalicão e a Nazaré, a Quinta de S. Gião é uma antiga quinta que produzia outrora em abundância trigo, milho, cevada, e outros legumes e que hoje praticamente já nada produz. Junto ás casas da quinta encontra-se uma Ermida consagrada em louvor de S. Gião, e que está em ruínas por sua imemoravel antiguidade.



Igreja de São Gião


A Igreja de São Gião é um templo, classificado como visigótico por alguns autores e como de características asturianas por outros, situado na Quinta de São Gião, na freguesia de Famalicão, a sul da Nazaré e a 500 m do mar, junto às dunas da zona costeira.


Foi um templo descoberto por Eduíno Borges Garcia, em 1961 e classificado como Monumento Nacional pelo Decreto-Lei n.º1/86, de 3 de Janeiro. É considerado um dos templos cristãos mais antigos do território português e mesmo da Península Ibérica.



Trata-se de um pequeno templo monástico, de planta rectangular, com uma só nave de 6,6 m por 3,9 m, sem janelas. Sobre a porta de entrada teria existido uma tribuna de madeira. O tecto é em madeira com vigamento à vista. O cruzeiro é separado da nave por uma iconóstase, constituída por uma parede com uma porta central de arco ultrapassado e duas janelas laterais semelhantes. Este elemento isola o altar e o coro, ou seja, a parte do santuário, semelhante a um pequeno transepto, reservada ao clero, da nave central, reservada aos fiéis.


A ermida tem uma estrutura particularmente frágil, o que torna a sua descoberta tardia um acontecimento deveras espantoso. A sua preservação deve-se à sua permanente utilização. O seu aspecto exterior é bastante rústico, principalmente devido ao facto de ter um anexo simples (talvez do século XV).


A nave transversal tem, de cada lado, uma arcada dupla em ferradura assente numa coluna com capitel coríntio. As arcadas fariam a comunicação entre a nave transversal e uma zona reservada que faria ligação ao presbitério. Este, actualmente destruído, possuía uma planta rectangular e uma cobertura em abóbada ou de canhão, ou de meia-cúpula. A nave era ladeada por duas ou mais divisões que a acompanhariam longitudinalmente e a que se teria acesso por portas simples.


Fonte: Wikipédia

Fotos: Dias dos Reis / Wikipédia

Famalicão da Nazaré - sua História


aldeia de Famalicão dista apenas 8km da sede de concelho. No sopé da Serra da Pescaria e rodeada de férteis campos.
Para esta povoação migraram os habitantes de Paredes, quando o porto foi assoreado, antes de se dirigirem para a Pederneira, que acabou por ter o mesmo destino. De cariz essencialmente rural e agrícola, Famalicão tem assim o seu povoamento, ligado aos habitantes de Paredes da Vitória, que no início do século XVI, aqui se vieram fixar, trazendo com eles o culto de Nª Sra. da Vitória, o que provocou atritos entre os novos e os antigos moradores.

Até ao século XVIII, Famalicão estava dividido em Famalicão de Baixo e Famalicão de Cima. O primeiro pertencia a Alfeizerão e o segundo à Pederneira, e para o qual vieram os habitantes de Paredes..

Foram os habitantes das Paredes da Vitória que se instalaram inicialmente em Famalicão, mais propriamente na parte superior da estrada da divisória da aldeia (mais longe das doenças que na altura surgiram na Cela). Estes habitantes vindos das Paredes trouxeram consigo o culto de Nossa Senhora da Vitória.

Isto veio formar rivalidades entre os novos povos e os antigos, ligados a Alfeizeirão. O resultado desta luta de rivalidades foi a "vitória" de Famalicão de Cima. A partir desta altura a povoação de Famalicão reuniu-se no culto comum a Nossa Senhora da Vitória, celebrada todos os anos no mês de Agosto.

Tal como a Pederneira, Famalicão também fazia parte dos domínios dos Monges de Cister, tendo sido vigararia de apresentação do Mosteiro de Alcobaça, passando posteriormente a priorado.

Actualmente, Famalicão é uma povoação em contínuo desenvolvimento, que tem como base económica a agricultura e a fruticultura, sendo a indústria de fibras de madeira e da cerâmica um pólo de crescimento da freguesia.

Fonte: www.cm-nazare.pt / Wikipédia

Macarca - sua História


A Macarca é uma aldeia situada à beira da estrada do campo, que liga Alfeizerão a Famalicão da Nazaré. Foi ali que à muito tempo existiu a Quinta da Macarca, uma Granja dos Coutos de Alcobaça, "que tinha um peso sócioeconómico superior ao do lugar de Famalicão".(Álvaro Martins, 1519)

A Quinta da Macarca, estava ligada a Alfeizerão, que na altura era muito importante, com um movimento superior ao do porto da Pederneira e que no reinado de D. Manuel I, podia abrigar 80 navios de alto bordo.

Em 1315 o mar entrava por terra a dentro e fazia um grande lago, a antiga lagoa da Pederneira. Nas suas margens existiu a Torre de D. Framondo, torre medieval, que vigiava a entrada nas águas da lagoa. "A água estendia-se desde a Torre de D. Framondo, hoje o lugar de Macarca até ao Valado, fazendo-se embarcações a nordeste do lago, no Porto do Monte de S. Bartolomeu", conforme indica a notável obra de Vieira Natividade.

Estava também ligada a esta Quinta da Macarca, a famosa Torre de D. Framondo, que parece ter pertencido às terras desta quinta.

Já nada existe do que foi esta Torre e os últimos vestígios encontram-se cobertos  por mato. Situava-se na elevação chamada de "Cabeço da Guarita" e noutros tempos foi um castelo erguido numa ilha do mar interior e posteriormente a sua torre serviu de farol para os navegantes.

Segundo M. Vieira Natividade a Torre de D. Framondo pertenceu a um "mouro rico e potentado". No entanto o nome "Framondo não é um antropónimo árabe, mas muito provavelmente visigodo e mesmo que tenha sido pertença de um mouro, tem muitas probabilidades de ter sido edificado por um cristão, D. Framondo". (Garcia, E. Borges)

Fonte: Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994 / Garcia, E. Borges, "Acerca dos Pelourinhos dos Coutos de Alcobaça".

terça-feira, 20 de abril de 2010

Salir do Porto - Monumentos e locais a visitar

Ruínas da antiga Alfândega


As ruínas da antiga Alfândega que estão situadas nos limites da praia de Salir são um valioso testemunho do importante passado histórico que Salir viveu. Aqui funcionou uma Alfândega que servia todo o concelho e na qual eram reparados e construídos barcos, com madeiras provenientes do Pinhal de Leiria.


Rezam as lendas que aqui terão sido construídos alguns dos barcos que participaram na Campanha das Índias de Vasco da Gama e onde foi construída e abençoada a Nau São Gabriel. Hoje só estão de pé as velhas paredes, cada vez mais ameaçadas pela erosão causada pela água.


Pocinha

Saindo da povoação e desçendo até à praia, seguindo depois pela areia em direcção à baía e subindo a pequena escada no final da praia, continua-se pelo carreiro até às ruínas e subindo novamente as novas escadas, encontra-se a nascente, a Pocinha.
Sob a protecção da antiga Alfândega esconde-se o ex-libris de Salir do Porto: a chamada “Pocinha”. A Pocinha é uma fonte de água doce que nasce misteriosamente perto da água salgada (há quem diga que nasce nas grutas!) e com grande fluxo.

A sua fama consiste nas suas propriedades medicinais, tal como são descritas na Enciclopédia Portuguesa e Brasileira: “nascem águas cloretadas, bicarbonatadas, e sódicas, cálcicas e magnesianas, silicatadas e lítinadas, a que se atribui notável acção terapêutica no tratamento das dispepsias e de várias afecções cutâneas”.


Monte Castelo


Continuando nas ruínas, encontramos no topo do Monte Castelo, com alguns vestígios do que antes foi uma pequena fortaleza de vigia da região e, segundo alguns historiadores, uma antiga forca.

Muitas são as histórias acerca destas ruínas, desde a crença que pertenciam a um castelo, que existem tesouros nos túneis que ligam estas ruínas a vários pontos da população... Se são folclore ou não, dificilmente iremos saber.


Ruínas da Capela da Senhora de Sant’Ana


A Capela da Senhora de Sant’Ana, é usualmente chamada de “capelinha” e foi erigida na ponta mais afastada de Salir, no cimo da barra que serve de entrada à baía. O seu objectivo era o de abençoar os barcos que partiam de viagem.


Hoje está em ruínas, sendo um dos monumentos históricos mais importantes de Salir e, embora não exista nenhum tipo de exploração o seu acesso é relativamente fácil, podendo fazer-se a maior parte do percurso de automóvel. De lá podemos contemplar a vista magnifica sobre o oceano e acompanhar o pôr-do-sol.


Igreja Matriz de Salir do Porto


Mas nem só de ruínas é feita a aldeia de Salir! A Igreja Matriz da freguesia está situada em Salir e, apesar de não constituir património arquitectónico fora do comum, é bastante interessante de visitar. Nelas são celebradas as missas todos os Domingos e ocasionalmente durante a semana. Pensa-se que esta igreja tenha cerca de três séculos, mas a riqueza arquitectónica histórica do seu interior perdeu-se durante as obras de restauração há alguns anos.


Moinhos

Nas encostas que separam Salir do mar, existem quatro moinhos, testemunhas do passado em que os ventos eram aproveitados para a produção de farinhas. Hoje em dia três deles estão restaurados e são utilizados como casas de férias. O outro está em ruínas. Existem mais moinhos, mas estão igualmente em ruínas e estão situados em locais mais escondidos. 

Estão agrupados dois a dois. Os principais são facilmente visíveis da população. Estão construídos quase lado a lado. Os outros dois encontram-se no caminho para as quebradas, virando à esquerda antes da descida para a Maria da Serra.