segunda-feira, 19 de abril de 2010

São Martinho do Porto - Monumentos e locais a visitar

Igreja Matriz ou Igreja Paroquial de S. Martinho


Templo datado do século XVIII. Em seu interior destaca-se, por detrás do altar, uma tela de grandes dimensões, pintada a óleo, com a imagem do milagre de São Martinho.

Templo modesto, sem primor arquitectónico, salvo uma banqueta de altar de metal lavrado que figurou em 1950 na Exposição de Arte Sacra de Leria e a imagem de um Cristo crucificado.


Esta igreja é de invocação de S. Martinho, santo que segundo a lenda, num dia de tempestade, para agasalhar um pobre que morria de frio, tirou a capa e com ela embrulhou o infeliz. Deus, comovido com a bondade de Martinho, fez um milagre. Assim,  em pleno mês de Novembro, fez descobrir um sol ardente como se em pleno Verão estivéssemos…

É por isso que, nos princípios de Novembro, surge o “Verão de S. Martinho”, que geralmente ocorre entre os dias chuvosos que pronunciam o Inverno.



Capela de Santo António


A Capela de Santo António situa-se num cabeço próximo à praia de Santo António e é um pequeno templo no alto de um morro, que tem por nome o do Santo.

Segundo consta, a sua origem remonta à época muçulmana ou árabe, altura em que teria sido erigida uma mesquita. Com a reconquista cristã, esta mesquita teria sido destruída e em seu lugar teria sido construída a actual capela.

Santo António, do alto da sua capelinha, foi o refúgio e amparo dos pescadores nas horas difíceis. Escondidas no imaginário ficaram as lendas e superstições relacionadas com esta capela. O seu interior é simples, decorado com apenas duas imagens, a do padroeiro e a da Virgem.

No exterior existem painéis de azulejos azuis e brancos, representando a lenda do milagre da formação do "lago", ou seja, a baía de São Martinho do Porto.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9 e Sara Félix, nº24, 7º F.
 
Fonte: Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça, Alcobaça, 1994./ www.smartinhoporto.com/monumentos

São Martinho do Porto - sua História


São Martinho do Porto é uma praia que se estende ao longo de uma baía deslumbrante, banhada pelo azul do mar.

Com os seus 3 quilómetros de areal, esta bacia marítima de forma elíptica e águas calmas possui também uma barra com 250 metros de abertura, entre os Morros de Santana a sul e do Farol a norte.

A sua origem remonta a muitos séculos antes da era de Cristo, quando aquela terra e aquele mar não eram chamados de S. Martinho. Na baía ficava o antigo porto romano de “Eburobritium” e a parte da baía junto à barra chamava-se “Porto de Salir”.


Abstraindo da passagem dos romanos pela região, pode fixar-se a origem da povoação numas cabanas de pescadores construídas na encosta SE do morro chamado Outeiro.

No século XIII a região já era arroteada pelos Monges Agrónomos de Alcobaça, como Granja do Mosteiro.
 
Foi no reinado de D. Afonso III, no mês de Junho do ano de 1257, que Frei Estêvão Martins, 12º Abade do Convento de Alcobaça, concedeu o primeiro foral a São Martinho do Porto.
 

O segundo foral foi dado em 1495 pelo D. Abade, Cardeal Donatário de Alcobaça, o Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I.

O terceiro foral foi concedido pelo rei D. Manuel I, a 1 de Outubro de 1518. É neste altura que S. Martinho do Porto passa a ser sede de concelho. O quarto Foral foi outorgado em 1527, pelo rei D. João III.

A região é constituída pela serra da Pescaria e pela serra do Bouro que constituiu, em tempos geológicos, uma única ilha, que mais tarde deu origem à baía de São Martinho do Porto.


A baía, situada a 19 quilómetros de Alcobaça e a cerca de 100Km de Lisboa, é o último vestígio do antigo golfo que se estendia até Alfeizerão, até ao século XVI.

A baía foi porto de mar dos Coutos de Alcobaça, onde se desenvolviam atividades ligadas à pesca e à construção naval.

Foi outrora o porto de escoamento da larga produção dos Coutos de Alcobaça e isto só por si justifica o foral concedido, uma vez que era ali que se fazia o escoamento da larga produção dos Coutos de Alcobaça.


No século XVI a construção naval desenvolveu-se mais e era tal a sua importância que algumas das naus que partiram para a desastrosa expedição a Alcácer Quibir foram aí construídas.

No fim do século XVIII o açoreamento acentuou-se e as areias carregadas pela Ribeira de Alfeizerão iam enchendo a apertada concha o que levou ao cancelamento das costruções navais.

Foi vila e sede de concelho até 1855. O concelho era constituído inicialmente apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801. Em 1839 foram-lhe anexadas as freguesias de Alfeizerão, Salir do Porto e Serra do Bouro.


Em 1854 a vila era pobre e pequena e o movimento do porto limitava-se a alguns saveiros que traziam sal para a Nazaré e dois iates do Estado que transportavam madeira para Lisboa. Como consequência da sua decadência é suprimido o concelho no reinado de D. Pedro V e S. Martinho que tinha sido sede de concelho durante trezentos e trinta e seis anos passou para o concelho de Alcobaça.

Dado o desenvolvimento local e a construção do cais, já por volta de 1885 o bairro da praia passou a lembrar uma segunda vila. Hoje a vila é constituída por dois núcleos distintos, a parte baixa, vizinha à praia, mais vocacionada para a atividade turística; e a parte alta, onde se encontram as moradias tradicionais e a Igreja Matriz.

A vila de S. Martinho do Porto desenvolve-se em anfiteatro desde a Capela de Sto. António até ao Cais e à praia, seguindo pela Avenida Marginal até às dunas de Salir.


Pelas suas características, a baía de São Martinho do Porto foi um dos principais portos do País até finais do século passado, vindo a perder gradualmente a sua importância com o aparecimento dos navios a vapor. Nos dias de hoje trata-se de um importante porto de recreio e centro de recolha de algas submarinas.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F.
 
Fonte: www.guiadacidade.pt/portugal / Wikipédia / http://www.alcobaca.com/smporto/

domingo, 18 de abril de 2010

Alfeizerão - Monumentos e locais a visitar

Ruínas da muralha do Castelo


O Castelo de Alfeizerão encontra-se numa colina, para poente, à entrada da vila, de quem vem de S. Martinho do Porto. Mas para o viajante, que vê a colina, ali observe apenas uma pequena mata. Nessa mata se esconde o castelo, que ainda apresenta restos dos torreões cónicos.

Aquela colina muito tem para revelar, e todos os alfeizerenses sabem que a colina, nas traseiras da igreja, é muito rica em história. 

O Castelo de Alfeizerão é o ex-libris da vila e não é por acaso, que no seu brasão, se apresenta uma meia lua árabe.

Este castelo árabe foi conquistado por D. Afonso I em 1147, e reedificado. No séc. XVIII ainda existia parte deste soberbo Castelo. Actualmente só existem vestígios da antiga construção. O acesso faz-se pelo caminho das traseiras do cemitério, por trás da igreja paroquial de Alfeizerão.


O que resta do Castelo de Alfeizerão não foi ainda objecto de um estudo monográfico rigoroso, devidamente acompanhado pelo contributo arqueológico. A relevância estratégica da localidade no então nascente reino de Portugal, em expansão para Sul perto de meados do século XII, certamente determinou um fenómeno de militarização da zona, que constituía um dos escassos portos de abrigo da revolta costa atlântica a Norte de Lisboa.

Com efeito, a cerca de 3 Km situa-se a localidade de São Martinho do Porto e o castelo era o principal ponto defensivo entre Peniche e a Nazaré, dispondo, aparentemente, de um pequeno porto de abrigo.


O castelo foi implantado numa colina dominante sobre a costa e uma extensão de terra interior, a cerca de 45 metros de altitude. Apesar da destruição maciça da sua estrutura, resta parte de um pano de muralha, composto por aparelho isódomo, que ligava dois torreões semicirculares, de volumetria original desconhecida.

Aparentemente, o recinto seria de planta quadrangular, defendido por oito torreões e integrava torre de menagem isolada no pátio, ligeiramente descentrada para o lado nascente (voltado a terra).


Escasseiam as referências à vida do Castelo durante a Baixa Idade Média, mas o seu declínio está relativamente documentado, acompanhando o progressivo assoreamento do porto. No século XVI, este entreposto marítimo tinha ainda a capacidade para albergar 80 navios de grande porte, mas os séculos seguintes foram marcados por uma progressiva decadência.

Em 1755, o terramoto destruiu parte da fortaleza, que não voltou a ser reconstruída, sintoma evidente da perda de importância do local em termos militares. Em meados do século XX, o que dele restava estava na posse de privados e, em 1973, procedeu-se a uma primeira abordagem arqueológica ao conjunto, que não teve, contudo, continuidade.


Igreja Matriz de São João Baptista de Alfeizerão


A Igreja Matriz é de estilo renascentista e é dedicada a S. João Baptista. Possui uma só nave e três altares: o altar-mor, o altar do Arcanjo e o altar de Nossa Senhora do Rosário.

Acredita-se que o templo remonte a finais do século XV ou início do século XVI. No início do século XVII, sofreu uma primeira intervenção (1633).

Sériamente danificada pelo terramoto de 1755, sofreu trabalhos de reparação em 1762. Em 1851 encontrava-se em estado de ruína, período em que a secretaria do Governo Civil de Leiria autorizou a Junta da Paróquia a alienar o que restava da Capela do Espírito Santo em Alfeizerão para patrocinar as obras de reparo devidas.


A arquitectura da Igreja é de planta longitudinal, de nave única. O seu exterior denuncia influência estilística do rococó, mais concretamente na empena curvilínea, na traça da moldura dos vãos e na torre sineira da fachada principal. O seu interior, muito alterado ao longo dos tempos, é dominado por linhas direitas e actualmente encontra-se despojada da talha dourada que já possuiu.

O seu interior sofreu profundas alterações ao longo dos séculos. É dominado por linhas retas e, em nossos dias encontra-se despojado da talha dourada que possuiu no passado. Nele destaca-se uma imagem quinhentista do padroeiro.



Pelourinho

O Pelourinho de Alfeizerão e um monumento de estilo manuelino, que data do século XVI.

Depois de, na época das lutas liberais, ter sido destruído, pois era considerado símbolo de opressão e tirania, foi, há poucos anos, reconstruído e colocado junto à Igreja Matriz. Assemelha-se ao pelourinho de Turquel nas dimensões, forma e elementos decorativos.

Sobre uma base circular de três degraus, ergue-se o fuste dividido em duas peças com estrias espiraladas fiadas de quadrifólios entre as caneluras. O remate que é constituido por um tronco-piramidal de base quadrada, ornamentada com flores-de-lis e duas torres numa das faces, e uma figura humana com manto noutra face, assenta sobre um capitel envolvido por folhas de acanto.


Na base do remate, ornamentada com flores-de-lis, estas representam o elemento constitutivo do brasão da Ordem de Cister. Nas faces do remate,  as duas torres ou castelos, representam a Torre do Castelo de Alfeizerão e a Torre  de D. Framondo, do Castelo de Famalicão, pois a planta de ambos é semelhante.


Capela de Santo Amaro



Foi erguida no séc. XV ou XVI, no término da estrada medieval que ligava a vila da Pederneira a Alfeizerão.

É um templo rural, com galilé exterior aberta à frente, apoiando-se o alpendre sobre quatro colunas simples. No seu interior, além da imagem do Santo, há a referir duas pequenas pias de água benta, engastadas na parede lateral direita e uma grande pia baptismal de pedra. A imagem do Santo, que se encontra no interior da capela, é de pequenas proporções e de pedra policromada. Ostenta uma barba comprida.



Capela de Santa Quitéria

Datada do séc. XVIII. As obras de restauro, foram feitas há alguns anos e descaracterizaram-na totalmente.


Casa "O Relego"

Na Rua do Relego existem umas ruínas de uma casa do séc. XVI conhecida como "O Relego".  Nela encontra-se uma janela famosa pela sua antiguidade. Supõe-se que pertenceu a uma casa onde guardavam o trigo, vinho e outros géneros cobrados pelo Mosteiro de Alcobaça.

Trabalho elaborado por: Beatriz Duarte Silva, nº 6, 7º F, Grupo 3.


Fotos: Dias dos Reis

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Alfeizerão - sua História


Alfeizerão situa-se numa encruzilhada de caminhos. Está praticamente à mesma distância (14 kms) de Alcobaça, Nazaré e Caldas da Rainha. Percorrem-se apenas três quilómetros e alcançamos a bela praia de S. Martinho do Porto.

Acredita-se que a fundação de Alfeizerão possa remontar à época da invasão muçulmana da Península Ibérica ou até mesmo aos galo-celtas.

Foi uma antiga vila dos Coutos de Alcobaça, fundada pelos árabes, que lhe deram o nome de "Al-cheizaram", que significava caniço ou canavial miúdo.


A Vila de Alfeizerão segundo alguns historiadores, foi fundada pelos árabes entre 714 e 717, os quais se mantiveram nesta região cerca de 400 anos, até 1147, altura em que é conquistado e seu castelo tomado, por D. Afonso Henriques, no seu caminho para a tomada de Lisboa e Santarém.

Após a sua conquista, Alfeizerão  foi doada à Ordem de Cister, passando a fazer porte dos Coutos do Convento de Alcobaça.


Dos monges donatários da Ordem de Cister, recebeu este lugar dois forais. O primeiro no ano de 1342, passado pelo Abade do Mosteiro de Alcobaça, D. João Martins e o segundo pelo então Abade D. Fernando Quental, em 1422.

Em 1514, D. Manuel l outorgou-lhe Foral Novo e concede a esta localidade a categoria de sede de concelho e estatuto de vila, mandando erigir um Pelourinho.


Durante 332 anos Alfeizerão  foi sede de concelho com alcaide, foro e juízes. A sua paróquia era vigararia. Por decreto de 6 de Novembro de 1836 foi extinto o concelho, tendo esta vila sido integrada no concelho de S. Martinho do Porto. Com a extinção do concelho de S. Martinho, foram estas duas vilas integradas no concelho de Alcobaça, passando posteriormente para Caldas do Rainha, e mais tarde, novamente para Alcobaça.

Alfeizerão foi um importante porto de mar, o qual se manteve activo até finais do séc. XIV. Aqui, existiram importantes estaleiros de construção naval e as mais ricas salinas dos Coutos do Convento de Alcobaça. Após um período menos feliz, em parte devido ao terramoto de 1755 e que se prolongou por mais de um século, começou novamente Alfeizerão a desenvolver o seu potencial económico e social.


Presentemente, cerca de 70% dos habitantes desta freguesia dedica-se às actividades de pecuária, agricultura, fruticultura, vinicultura, lacticínios, confeitaria, pastelaria, abate e conserva de carne, serração de madeiras, mobiliário, porcelanas e olaria, oficinas e reparações de automóveis e serviços.

Trabalho elaborado por: Pedro Miguel, nº 21, 7º F, Grupo 1.

Fonte: www.alfeizerão-alcobaça.com/historia

Fotos: Dias dos Reis

Vale de Maceira - sua História


A povoação de Vale de Maceira é uma aldeia portuguesa que pertence à freguesia de Alfeizerão, situada junto à estrada nacional que liga as Caldas da Rainha a Alcobaça, bem perto da derivação para S. Martinho do Porto.
O seu nome provém da sua localização num vale onde os Monjes de Cister produziam maçãs. As numerosas Macieiras (do antigo,maceiras), ai existentes pertenciam aos Monges de Cister. Segundo um natural do lugar, o antigo nome desse vale era Vale de Maceiras dos Coutos de Alcobaça.

Nesta pequena aldeia situa-se também uma paragem da antiga "malaposta", e é ainda possível ver o Arco de acesso à Malaposta.

A Partir de 1855 e até cerca de 1864 a “Quinta de Vale de Maceira” foi um dos locais escolhidos pelo estado para servir a malaposta.

Os proprietários, Auréliano Pedro de Souza e Sá e Francisca Perpétua de Souza e Sá, na altura casados, arrendam parte da Quinta ao estado.

A povoação de Vale de Maceira cresceu à volta da estação da malaposta. Neste local paravam os nossos antepassados, os nossos avós, quando iam de Lisboa ao Porto por aí passavam, em venturosa viagem, que se prolongava por três longos dias.


Existem registos de delegações provenientes de Alfeizerão que aqui se deslocavam para receber a realeza que, em trânsito para norte, parava na estação.

Da antiga estrada Real que aqui passava, resta o troço que, vindo da Quinta da Mota, atravessava a povoação até à estação da malaposta.

Nesta povoação ainda hoje se encontra o mais concreto testemunho das grandes jornadas de outros tempos, quando a tracção animal era rainha e senhora da estrada.

Aí existia uma “estação” de muda de carruagens da malaposta, que circulavam entre as duas principais cidades do País. Segundo Godofredo Ferreira, em "A malaposta em Portugal", "...a 6ª estação de muda era Vale de Maceira onde se efectuava uma nova muda de animais e entrega do correio que se destinava à próxima povoação de São Martinho do Porto”.

Naquela época. a existência de casas que reunissem as condições indispensáveis ou fossem facilmente adaptáveis, eram usadas como malaposta, pois era forçoso mudar de cavalos, nestas viagens longas e morosas.

Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

Fonte: psyspace.wordpress.com / Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Salir de Matos - Monumentos e locais a visitar

Igreja de S. António ou Igreja Paroquial


A construção da Igreja de S. António, data de 1757 e sofreu obras de remodelação em 1994.Tem como padroeiro S. António, daí o seu nome.

O prospecto exterior do templo, apesar do alpendre, é banal. Interiormente tem a cobrir a nave, um tecto de madeira de três planos, com quinze painéis de pinturas todas diferentes, denunciando um artista popular.


Possui uma escultura em pedra de S. António, do séc. XVIII, que se encontra num nicho da nave. Tem um altar-mor e dois colaterais sem grande interesse e uma viga divisória das naves e o coro-alto em betão. Os muros exteriores acompanham o declive do terreno.


Quinta do Formigal


A Quinta do Formigal fica situada nas proximidades de Salir de Matos e também toma a designação de
No caminho de Caldas da Rainha para Salir de Matos também encontramos com um portão ensimado por um nicho com um busto de aspecto bastante antigo, que é o portal da quinta. 

A poucos quilómetros de Caldas da Rainha e na mesma estrada, surge-nos a povoação do Couto, que segundo alguns seria o limite dos Coutos de Alcobaça. Porém a povoação, estava integrada naquela época nas "Terras da Rainha". 



Capela da Quinta de Nossa Senhora da Piedade


A Quinta da Piedade conserva uma capela de extraordinária beleza, a Capela de Nossa Senhora da Piedade.

Esta Ermida de Nossa Senhora da Piedade, surge com uma nesga da pirâmide parcialmente despida de belíssimos azulejos, a única parte visível da capela na moldura densa e verde que lhe confere um ar de recolhimento e de irremediável abandono.

Portas escancaradas, silvas, musgo e mato, vestígios silenciosos da destruição de um dos mais belos templos da região, que lamentaremos um dia, quando for demasiado tarde e não restar pedra sobre pedra.


Por enquanto, ainda se vai a tempo de se observar a elegância da pirâmide, com as formas geométricas e as cores quentes do tecto, com o magnífico frontal do altar do início do século XVII, com o brasão das armas da família Garcez, ramagens floridas e aves de gosto exótico inspirado nos motivos hindus. O Frontal de Altar, forrado a ajulejos apresenta um medalhão heráldico.

Merecem ainda visita algumas capelas da região em redor de Salir de Matos, como as Capelas de Barrantes, erigida em honra de Santa Maria Madalena; Casal da Areia, erigida em honra de Nossa Senhora da Conceição; Infantes, erigida em honra de Todos os Santos; São Domingos, erigida em honra de São Domingos; Trabalhia, erigida em honra de São Sebastião; Guisado, erigida em honra de Nossa Senhora do Rosário.

Trabalho elaborado por: Celina Machado, nº 12, 7º F, Grupo 3 e Margarida Machado, nº18, 7º F, Grupo 5.

Fonte: Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça, Alcobaça, 1994 / http://www.cm-caldas-rainha.pt/

Salir de Matos - sua História


A cinco quilómetros da sede do Concelho, Santo António de Salir de Matos está situada a meia distância entre as ribeiras de Tornada e Alfeizerão, entre as Caldas da Rainha e Turquel, do concelho de Alcobaça.

Salir de Matos, ou Salir dos Matos, como também por vezes aparece, é uma povoação muito antiga, cujos vestígios arqueológicos nela encontrados, comprovam um povoamento romano na região.

Segundo crónicas antigas, a povoação deve o seu nome à imensa mata de sobreiros que se estendia pela margem norte do rio de Salir, até ao porto de Alfeizerão, cerrada e densa como a noite, salvo numa clareira em que se cruzavam três caminhos, onde o viajante suspirava de alívio por sair do mato.

Por essa razão se chamou Salir do Mato, que foi uma das treze vilas dos Coutos de Alcobaça, terra inóspita, quase despovoada quando recebeu a primeira carta de povoação, outorgada por Frei Martinho III, Abade de Alcobaça, no início do longínquo século XIII, confirmado em foral do Rei Venturoso, D. Manuel I em 1 de Outubro de 1514, que lhe chamou "Sellir do Mato", e onde se rezava assim: «… no dito lugar por ser despovoado não se levam ora outros mais direitos (…) mas ficará em liberdade do mosteiro poder levar nele outros tantos e tais direitos (…) quando se povoar…».

No foral de D. Manuel, de 1514, a Freguesia é denominada de "Salir do matto". Um topónimo que terá a ver com a realidade geográfica do território na época da Reconquista Cristã, provavelmente inculta e não trabalhada.

Os lugares da freguesia com o nome de Casal demonstram a forma como foi povoado aquele local pelos primeiros monarcas portugueses. A constituição de Casais foi frequente em todo o país, nestes séculos após a fundação da Nacionalidade. Outros topónimos apontam a sua origem na Idade Média.

No Cumprimento do poder administrativo, tinha um juiz ordinário, dois vereadores, procurador do Concelho, escrivão da câmara, almotacil e meirinho. Na divisão eclesiástica, era vigararia da Apresentação do Convento de Alcobaça, tendo passado a Curato.

No imenso vale, por entre várzeas férteis, vinhas e pomares, corre o rio de Tornada ou de Salir, que durante séculos separou as terras dos coutos da Abadia de Alcobaça, das do termo de Óbidos.

Quem o veja hoje, confinado às suas estreitas margens, não suspeitará que no século XV, ali junto ao Formigal, havia um porto fluvial, com partida e chegada de barcos que o navegavam, carregados de produtos agrícolas, até ao Mar de Salir.

Mas o passado deixou vestígios, nas encostas que foram as antigas margens, e por isso, caminhar ao longo deste rio é viajar até ao tempo dos barcos que o percorriam.

Trabalho realizado por: Filipa, nº15, Grupo 4 e Celina Machado, nº 12,  Grupo 3, 7º F.


Fonte: http://www.cm-caldas-rainha.pt / caminheirosdascaldasbau.blogspot.com