quarta-feira, 14 de abril de 2010

Caldas da Rainha - Monumentos e locais a visitar

Ermida de S. Sebastião


A Ermida de São Sebastião foi construída no século XVI e encontra-se ao Norte da Praça da Republica e adjacente a esta mesma Praça da República (Praça da Fruta), na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo. 

Foi construída no século XVI, destacando-se pelos magníficos painéis de azulejos setecentistas que a revestem internamente.


Foi quase totalmente destruída pelo famoso terramoto de 1755, sendo por isso amplamente restaurada. Destaca-se no seu interior o conjunto de azulejos que representam a vida do padroeiro da igreja.

Actualmente é a sede da Associação Património Histórico e nela se realizam numerosos eventos culturais. O edifício está classificado como Imóvel de Interesse Público.


Encontra-se classificada como Imóvel de Interesse Público pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), em 1984.

Chafariz das Cinco Bicas


O Chafariz das Cinco Bicas é o mais importante e grandioso dos três que mandou construir D. João V no século XVIII.

Em estilo barroco, encontra-se na Rua do Diário de Noticias e é composto por três corpos, sendo o central constituido por um nicho formado por arco de volta perfeita rematado por pináculos. Está classificado como Imóvel de Interesse Público.


Igreja de Nossa Senhora do Pópulo


A Igreja de Nossa Senhora do Pópulo foi fundada pela Rainha D. Leonor, no final do século XV. A construção da igreja foi autorizada pelo papa em Agosto de 1485. No ano seguinte eram concedidas indulgências aos fiéis que a visitassem. As obras do templo foram concluídas em 1500 e sua torre sineira é considerada como uma das mais belas do País, em 1505. 

Nas suas origens foi utilizada como capela privada do Hospital Termal. A Capela foi o último elemento do conjunto do Hospital das Caldas da Rainha ser construído, pois deu-se prioridade à construção dos banhos e enfermarias.

Em 1507, perante o forte crescimento da povoação das Caldas da Rainha, estimulado pelos privilégios concedidos pela rainha D. Leonor aos que ali habitassem, a soberana solicitou ao Papa Júlio II autorização para que a sua Capela pudesse assistir espiritualmente os moradores, assim como aos frequentadores dos banhos no hospital. Atendido o pedido, no ano seguinte o templo foi elevado à condição de Igreja Matriz (15 de Agosto de 1508). Com a elevação a Matriz, recebeu a pia baptismal.

A sua traça é da autoria do Mestre de Pedraria, Mateus Fernandes, um dos responsáveis pelas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha. Foi classificada como Monumento Nacional desde 1910, no contexto das comemorações dos 500 anos da elevação a Igreja Matriz, foram concluídos em 2008 os trabalhos de restauração do relógio da torre. Ao mesmo tempo, encontra-se em progresso uma campanha de angariação de fundos para a recuperação do seu órgão de tubos, datado de 1825, instalado no Coro Alto.


O edifício compreende elementos do tardo-gótico com outros de características locais (mudéjares e manuelinos). Apresenta revestimento interior em azulejos seiscentistas, conservando, da primitiva construção painéis de azulejos hispano-árabes nos altares laterais. Sobre o arco triunfal, destaca-se um magnífico tríptico da Paixão de Cristo.

Destacam-se ainda os altares em talha dourada, o próprio arco triunfal, a cobertura abobadada, os bocejes decorados, as pinturas sobre madeira do século XVI, a pia baptismal esculpida em pedra calcária e os azulejos do século XVII. A máquina do relógio, na torre, é do tipo "gaiola", encavilhado, com carrilhão, e foi doado pelo rei D. João V, já no fim da sua vida. O tamanho do seu pêndulo é considerado raro.


Está situada na Rua Rodrigo Berquó, Largo da Copa e a sua arquitectura combina o estilo manuelino, renascentistas e maneiristas. É de uma só nave com capela-mor de planta quadrada, coroada por uma formosa torre sineira na que se destaca em cada um dos seus lados um monumental relógio.

O seu interior encontra-se revestido por azulejos azuis e amarelos do século XVII, e no seu altar-mor destaca-se um retábulo em pedra de finais do século XVI. Actualmente constitui-se num dos elementos patrimoniais mais significativos do Município.



Hospital Termal


Caldas da Rainha é uma a cidade termal por excelência, tendo como centro principal o Hospital Termal. A água provém de uma grande profundidade sendo cinco os lugares onde nasce, a piscina das mulheres, piscina dos homens, piscina escura, fonte do arco e pocinho da copa, com um caudal num total de 85.000 litros por hora.


O Hospital Termal de Caldas da Rainha, classificado como o mais antigo Hospital Termal do mundo, foi mandado construir pela Rainha D. Leonor no ano se 1485, ao se surpreender dos poderes curativos das águas que manavam no lugar.



Encontra-se situado no Largo Rainha D. Leonor e nas suas origens foi administrado pela própria rainha. Dispõe de serviços de hidrologia, medicina física e reabilitação, e um serviço de internato. Estas águas atraem anualmente a centenas de turistas por estar indicadas especialmente para o tratamento das doenças reumáticas e das vias respiratórias.



Ermida do Espirito Santo
 
A Ermida do Espírito Santo é a mais antiga de Caldas da Rainha. Foi erguida no século XV e reconstruída no século XVIII. Encontra-se situada no Largo de Deus, perto da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo e do Hospital Termal.
 
A sua arquitectura combina os estilos maneirista e barroco. É uma capela de grandes dimensões com planta longitudinal de nave única coberta por madeira e capela-mor abobadada. Destaca na sua fachada o escudo da Ordem Terceira de São Francisco. No seu interior ressalta o conjunto de retábulos do século XVI, obras de Diogo Teixeira.
 
 
Ermida de São Jacinto
 

Templo de modestas dimensões cuja construção está atribuída ao século XVI. Exteriormente o edifício tem uma expressão arquitectónica muito singela de que apenas sobresai a fachada.

No interor tem uma nave rectângular com tecto de madeira de três planos (tradicional caixotão apainelado),onde somos surpreendidos pelo magnífico e soberbo revestimento azulejar da primeira metade do século XVIII, que cobre por completo as paredes.


No interior da capela as paredes são totalmente forradas a azulejo, que relatam passos da vida da vida de Sâo Jacinto (santo de origem polaca).

A conservação e restauro deste património azulejar teve o apoio e fiscalização do DGEMN, (Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais).

Trabalho elaborado por: Grupo nº 2: Adriana Ferreira, nº 1, Catarina Martinho, nº11, Fabiana Costa, nº14, Patrícia Serrazina, nº 20 e Sara Serrazina, nº 23.


Fonte: http://www.aportugal.com/caldasdarainha/index.htm

Fotos: Dias dos Reis

Caldas da Rainha - sua História




A cidade de Caldas da Rainha, cujo nome provêm da Rainha Dona Leonor, é também conhecida como 'Termas da Rainha', e a sua história está intimamente ligada a seus importantes recursos termais, com a existência de fontes de águas termais sulfurosas, cujos efeitos terapêuticos foram comprovados em várias civilizações durante séculos. As propriedades curativas destas águas já eram conhecidas pela população quando a Rainha D. Leonor, esposa de D. João II, as descobriu.

Reza a história, que em 1484, durante uma viagem de Óbidos à Batalha, a Rainha Leonor e a sua corte, tenham passado por um local onde várias pessoas se banhavam em águas de cheiro intenso.

A rainha perguntou-lhes porque o faziam, pois naquele tempo não era normal as pessoas tomarem banho, muito menos em águas com cheiro pouco agradável, ao que responderam que eram doentes e que aquelas águas possuíam poderes curativos.


A rainha quis comprovar se assim era e banhou-se naquelas águas, pois também ela era doente, embora não haja concordância em relação a este facto, pois alguns autores dizem que a rainha padecia de uma úlcera no peito, outros que tinha problemas de pele e outros ainda que tinha simplesmente uma ferida no braço. Conta a lenda que a rainha se curou e que no ano seguinte mandou construir naquele lugar um Hospital Termal para todos aqueles que nele se quisessem tratar.

No ano de 1485 a rainha ordenou a construção de um lugar com fins terapêuticos que se converteria no primeiro Hospital Termal do mundo.

O desenvolvimento das Caldas da Rainha iniciou-se com D. Afonso V, que reconstruiu e ampliou o Hospital Termal. Durante treze anos, até ao fim da sua vida, ele e a família real, bem como o resto da corte usufruíram das águas termais anualmente, o que permitiu à vila desenvolver-se.


A cidade começou a prosperar graças a suas curas termais, muito demandadas pelos reis e aristocratas portugueses, mas também graças a fruticultura e ao seu famoso artesanato.

Apesar do seu desenvolvimento e importância durante a Idade Média, Caldas da Rainha não se criará como Concelho até o ano de 1821. No decurso deste século vive a sua época de maior esplendor porque os balneários entram na moda. Caldas da Rainha atingiu o estatuto de vila em 1511 e de cidade em 1927.

A abundância de argila na zona fez com que se criassem numerosas fábricas de cerâmica, a cidade converte-se num dos principais centros de cerâmica do país, onde destacaram as criações do famoso artista do século XIX, Rafael Bordalo Pinheiro que encheu as suas peças de cerâmica de originalidade, crítica e humor.


Durante o século XIX e XX a população continua seu desenvolvimento, sendo um dos lugares mais frequentados pelas classes mais poderosas. No ano 1927 é elevada à categoria de cidade.

Actualmente pertence ao Distrito de Leiria e as suas famosas águas sulfurosas continuam a atrair numerosos turistas, mas os atractivos que a cidade oferece vão mais além do turismo balnear, destacando-se o seu rico património histórico e cultural.

Trabalho elaborado por: Adriana Ferreira, nº 1, Catarina Martinho Nº11, Fabiana Costa, nº 14, Patrícia Serrazina, nº 20, Sara Serrazina, nº 23, Grupo 2.Fonte: http://www.aportugal.com/caldasdarainha/index.htm / wikipédia


terça-feira, 13 de abril de 2010

Almoster - Monumentos a visitar

Convento de Santa Maria de Almoster


O Convento de Santa Maria de Almoster situado em Almoster, freguesia do concelho de Santarém. Este convento gótico, fundado no século XIII e extinto em 1834, acolheu monjas da Ordem de Cister. A parte do conjunto que chegou aos dias de hoje, que inclui a igreja e as ruínas do claustro, tornou-se Monumento Nacional em 1920.

O convento foi fundado em 1289 por D. Berengária Aires,  aia da Rainha Santa Isabel e mulher de D. Rodrigo Garcia, em cumprimento do desejo testamental da sua mãe, D. Sancha Pires. As obras resultaram da iniciativa conjunta da fundadora e da Rainha Santa, tendo esta última mandado edificar o claustro e a enfermaria.

Após a conclusão das obras, a Rainha Santa Isabel continuou a manifestar interesse pelo convento, deixando-lhe em testamento cerca de mil libras. A data de conclusão das obras é desconhecida, sabendo-se apenas que aquando da morte da fundadora, em 1210, aquelas ainda não tinham terminado.


Logo desde a sua fundação, o convento cisterciense assumiu uma grande importância em toda a região, como se comprova pela cobrança de dízimos e pelo recebimento de um foro de uma galinha por habitação erguida no Couto de Almoster, em vigor até à extinção. De entre as várias religiosas que aqui professaram, há a destacar D. Violante Gomes, mãe de D. António, Prior do Crato.

Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi progressivamente votado ao abandono, entrando numa fase de delapidação e de destruição do seu rico património que iria durar até quase aos meados do século XX.


Ainda em 1910, a igreja foi vandalizada e roubada, tendo desaparecido azulejos, quadros e um pórtico que existiu na Casa do Capítulo. Nos anos 50 do século XX, o estado de degradação a que o conjunto chegara, levou à substituição da cobertura abobadada da nave central, pelo actual tecto de madeira. O órgão e a pedra de armas sobre o pórtico principal já haviam sido apeados, enquanto que o edifício anexo à igreja se encontrava transformado em vacaria. Desde então, o conjunto tem sido objecto de uma vasta intervenção de recuperação, que lhe procura conferir algumas das suas características originais.

A fachada nascente contém o óculo da capela-mor e apresenta frestas nas absides, sendo estas rasgadas por janelas quadrangulares. Na fachada norte, encontram-se adoçados o claustro e a Sala do Capítulo. Finalmente, a fachada sul é rasgada por três estreitas frestas e pelo grande pórtico da igreja, inserido em gablete. Esta parede é corrida, a meia altura, por uma cachorrada de pedra, que encima uma arcada de nove vãos em arcos de volta perfeita sobre pilares de cantaria.


O pórtico apresenta três arquivoltas góticas bem delineadas, arrancando de quatro colunas capitelizadas e de dois pilares de pedraria. Do lado direito da porta, ergue-se uma capela de invocação de Nossa Senhora da Piedade, hoje transformada em casa de arrecadações do convento, que possui um abobadado de artesões firmados com rosetas nos fechos. À entrada do recinto conventual existe uma fonte antiga que possui, a preencher o nicho da espalda, uma imagem de pedra de S. Pedro, datada do século XV.

A igreja segue a tipologia simplificada do gótico mendicante escalabitano, apresentando os volumes escalonados da cabeceira, de três capelas rectangulares, e das naves. A fachada poente é dividida em três panos divididos por contrafortes, reflectindo as três naves de diferentes alturas. O registo superior do pano central é rasgado pela rosácea.


O interior da igreja é de três naves, com cinco tramos de arcos de ponta de lança arrancando de robustas colunas capitelizadas. O espaço interno do templo encontra-se dividido pela construção de um coro baixo maneirista, que separava a zona das religiosas da parte destinada aos leigos. São de referir, no interior da Igreja, vários altares de talha dourada e panos de azulejos seiscentistas:

A Capela-Mor, apresenta tecto em abóbada nervurada, pintada com frescos. As paredes são revestidas de azulejos seiscentistas, tipo “padrão” e "tapete". O Altar-Mor é de talha dourada, com um camarim em arco. No retábulo, duas mísulas albergam as esculturas de madeira de São Bento e São Bernardo. A parede do lado esquerdo ostenta o brasão e lápide de Gil Eanes da Costa e sua mulher, Dona Joana da Costa.


A Capela de S. João Evangelista (Evangelho), possui uma guarnição em silhar de três painéis de azulejo figurativo do século XVIII, com cenas da vida de S. João Evangelista: martírio (caldeira fervente); envenenamento (cálice com uma serpente) e revelação (escritura do Apocalipse em Patmos).

O altar, de talha dourada, tem quatro colunas em espiral (salomónicas), suportadas por uma Fénix (ou um pelicano) e decoradas com motivos de uvas e parras. Ao centro, um nicho com remate em concha, alberga a imagem do patrono. A iluminação é feita através de uma clarabóia de vidro em formato octogonal, aberta na cúpula.


A Capela de Nossa Senhora do Rosário (Epístola), com tecto em abóbada quebrada e decoração de brutescos, apresenta as paredes forradas de azulejos setecentistas. No altar neoclássico, com duas colunas em espiral onde se misturam a talha dourada e a pintura, alberga-se a imagem de Nossa Senhora do Rosário. O frontal é decorado com aplicações de azulejos fragmentados e bordadura dos lados. À esquerda encontra-se a lápide de D. Duarte da Costa e Dona Paula da Silva, netos de D. Gil Eanes da Costa.

O Altar Maneirista (Transepto), posto a descoberto em 2005, quando do restauro levado a efeito pelo IPPAR, alberga o túmulo da fundadora, D. Berengária Aires (século XIII). Neste local situava-se originalmente o altar de S. João Baptista, actualmente montado no corpo da igreja.


O Altar de Santa Ana e S. Joaquim, em madeira de talha dourada, possui colunas em espiral (salomónicas), sendo rematado por baldaquino com sanefa. Da gramática decorativa constam anjos suspensos (nos capitéis) e fénix ou pelicanos (nas pilastras). Num nicho, ao centro, encontram-se as imagens estofadas de Santa Ana e S. Joaquim, patronos do altar. No centro da mesa vê-se uma inscrição da época, onde se faz referência ao doador ou encomendador. O frontal, de tecido damasco bordeaux, tem aplicações artísticas de galão de veludo castanho e de entremeio prateado.

O Altar de Nossa Senhora das Dores, mandado construir em setecentos, em memória das figuras, entretanto desaparecidas, de S. Bento e S. Bernardo, às quais se destinavam os nichos adjacentes. Possui actualmente a imagem de Nossa Senhora das Dores. Em talha dourada e anjos decorando as quatro colunas, detém caprichosos relevos e uma interessante pintura perspéctica sobre madeira, rematada por um baldaquino com sanefa. O frontal é de tecido adamascado com franja.


O Altar de S. João Evangelista, também do século XVIII, é muito rico em talha dourada, com relevos em forma de parras, uma Fénix e anjos pendentes dos lados. Duas colunas laterais, com base de volutas e rematadas por pináculos, enquadram imagens de religiosos beneditinos. O nicho central, onde se alberga a imagem do apóstolo, tem à sua frente um medalhão ladeado por dois anjos e termina em concha. Uma pintura sobre madeira, de inspiração rococó, decora o frontal.

O Altar de Nossa Senhora do Carmo, datado da segunda metade do século XVIII, é em madeira de talha dourada. Duas colunas salomónicas parcialmente pintadas enquadram uma tela figurando Nossa Senhora do Carmo, Santo Ângelo (martirizado), S. Simão Stock (recebendo da Virgem o escapulário), além de outros religiosos carmelitas não identificados. O altar é rematado pelo brasão dos Carmelitas.


O Altar da Virgem, rematado por baldaquino e sanefa, é feito em madeira de talha dourada, com colunas salomónicas decoradas com parras, fénix, pelicanos e anjos em suspensão. No retábulo, quatro pinturas do século XVIII (das cinco iniciais) retratam cenas da vida da Virgem Maria: ‘Nascimento’; ‘Apresentação no templo’; ‘Circuncisão do Menino Jesus’ e ‘Assunção’. No nicho central encontra-se a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Portugal. O frontal, de seda natural, bordado a matriz, é de grande beleza e riqueza.

O Altar da Sagrada Família, construído ao estilo barroco, é um dos mais ricos da igreja. Feito em madeira de talha dourada, possui caprichosos relevos. Uma larga moldura reservada a um presépio possui pinturas fingindo charão - "chinoiserie" (pintura oriental chinesa, do século XVIII) –, também presente na pintura de uma cidade amuralhada. Ao centro, enquadrados num grande nicho, encontram-se as imagens de Maria, José e o Menino Jesus, de grande perfeição e valor artístico, datáveis do século XVIII.


O Altar de Nossa Senhora da Graça, invocando a padroeira em legenda inscrita numa cartela setecentista, é em talha dourada, com dois anjos em suspensão. Possui um interessante retábulo, no qual se inscrevem quatro pinturas sobre madeira, representativas da vida de S. José e da Virgem: ‘Aviso do Anjo a S. José’; ‘Fuga para o Egipto’; ‘Menino Jesus entre os Doutores’ e a ‘Morte de S. José’. Um nicho central, encimado pela pomba do Espírito Santo, alberga a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que substituiu a da Senhora da Graça, entretanto desaparecida. O frontal é em seda natural, bordada a matriz.

O Altar de S. João Baptista, datado do século XVIII e feito em talha dourada, detém enorme valor artístico. Um grande nicho, ladeado por pilastras, enquadra a imagem de S. João Baptista. A composição é encimada por uma coroa-brasão barroca, que contribui para a riqueza decorativa do altar. No centro, vê-se um medalhão ladeado por dois anjos, de onde sobressai a cabeça de S. João Baptista. Vários anjos de grande perfeição completam o adorno. O frontal, de elevado valor estético, é de azulejo polícromo, recebendo claras influências das tapeçarias orientais. Motivos florais e zoomórficos enquadram um "Agnus Dei", recortado em cartela, envolvendo um resplendor, símbolo do precursor.


O Altar do Sagrado Coração de Jesus, de filiação barroca, é construído em talha dourada, possuindo pequenos nichos laterais com anjos suspensos. Uma mísula central alberga a imagem do patrono, enquadrada num reposteiro com cordões de borla, pintado de azul e dourado e rematado em concha. Um cesto encanastrado com flores (girassóis), ladeado por dois anjos de grande perfeição, encima a composição. O frontal é de madeira, forrado de tecido adamascado.

O Altar do Senhor dos Passos, de grandes dimensões, decorado em talha dourada, tem baldaquino com sanefa, onde estão pintados vários motivos: o sol, a lua e um resplendor, sobre um fundo de paisagem decorativa. Ao centro, a figura do Senhor dos Passos, e em baixo, um outro pequeno nicho, ladeado por dois anjos, em cujo interior se podem observar pinturas de flores e pássaros. O altar está enquadrado numa moldura pintada com motivos orientalizantes. Um friso com um livro e a cruz dos Hospitalários, duas cruzes laterais e um "Agnus Dei", fazem-nos a crer que terá sido dedicado a S. João Baptista, de quem as monjas eram muito devotas. O frontal, de madeira envelhecida, revela vestígios de pintura.


O Altar do Senhor dos Aflitos, projectado para enquadrar um ‘Cristo Crucificado’ em tamanho natural, do princípio do século XIV, apresenta uma interessante pintura sobre madeira do século XVI, figurando S. João Evangelista e a Virgem, destacando-se, ainda, o pormenor do soldado e a escada para a descida da cruz. Em fundo, uma representação da cidade de Jerusalém.

Os dotes culinários destas monjas de Cister, podem ser ainda hoje apreciados, através dos “Arrepiados” e “Celestes”, cujas receitas tradicionais foram mantidas vivas pelas habitantes de Almoster.

 Fonte: http://www.geocaching.com/

Fotos: Dias dos Reis

Almoster - sua História


Situada a poente de Santarém, no início de uma elevação que se prolonga pelo Concelho de Rio Maior, a freguesia de Almoster (antiga paróquia de Santa Maria de Almoster) dista 13 quilómetros da sede do Concelho.

O topónimo Almoster, “al monasterium”, de origem híbrida latina/árabe, parece denunciar a presença de um mosteiro ou simples ermitério protocristão. Desse primeiro mosteiro apenas nos resta o topónimo. Contudo, existem vestígios de ocupação humana na região desde o III milénio a.c. – Calcolítico e Idade do Bronze Inicial. Disso dão prova os achados que hoje fazem parte da colecção do Museu Nacional de Arqueologia.


O lugar de Almoster foi o escolhido por D. Sancha Pires, em testamento datado de 1287, para a fundação de um mosteiro, que sua filha, D. Berengária Aires, inicia, em 1289/90, a construção de um mosteiro feminino, submetido à Ordem de Cister, o Mosteiro de Santa Maria de Almoster, do qual hoje nos resta apenas a Igreja, recentemente recuperada pelo IPPAR, os Claustros e a Casa do Capítulo (séc. XIV) e as ruínas do Dormitório e Refeitório (séc. XVI).

Foi igualmente na freguesia de Almoster, no lugar de Santa Maria (Casal da Charneca), que se travou, em 18 de Fevereiro de 1834, a Batalha de Almoster entre as tropas absolutistas de D. Miguel e as tropas liberais de D. Pedro, tendo estes últimos alcançado a vitória, iniciando-se aí um novo período da nossa história, a Monarquia Liberal.


Ainda hoje está patente no brasão de Almoster, uma banda de cor vermelha e prata que é o símbolo da Ordem de Cister. Os dois distintivos em chefe e em ponta significam as duas facções rivais das lutas liberais: o distintivo de azul e vermelho representa a facção absolutista, tradicionalista; o distintivo de prata e azul representa a facção liberal, constitucional.

Muitos são ainda os testemunhos da actividade da freguesia nos finais do séc. XIX e XX, como os fornos de cal, a fábrica de tijolos, pedreiras, moinhos de água e de vento, bem como todo um espólio reunido no Museu Etnográfico da Freguesia de Almoster.


Trabalho elaborado por: Fabiana Crisóstomo Costa, nº14, 7º F, Grupo nº 2.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rio Maior - Monumentos e locais a visitar

Marinhas de Sal ou Salinas de Rio Maior


No caminho entre a Benedita e Rio Maior, encontramos o Alto da Serra e dele podemos descer para as Salinas Naturais de Rio Maior.

Estas ficam situadas num vale a 3 km da cidade de Rio Maior, na encosta da Serra do Candeeiros, dentro da àrea do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, sendo as únicas salinas naturais existentes em Portugal.



As Salinas de Rio Maior são uma mina de sal-gema, muito extensa e profunda, atravessada por uma corrente subterrânea, que alimenta um poço de onde se extrai a água, sete vezes mais salgada que a do Oceano Atlântico.

O poço comum, com as sete regueiras, as picotas ou cegonhas, os talhos e as eiras, assim como as rústicas e típicas casas de madeira com as suas chaves e fechaduras também em madeira, completam esta curiosidade da Natureza.


O Processo de exploração é tipico e artesanal, constituindo estas salinas naturais o verdadeiro ex-libris da Cidade de Rio Maior. As sua piramides de sal constam até do brazão da cidade.

São oito séculos de história, desde que em 1177, Pero D`Aragão e a sua mulher Sancha Soares venderam à Ordem dos Templarios a quinta parte que tinham no poço e Salina, conforme diz Pinheiro Leal no "Portugal Antigo e Moderno" (8 volume [1876]), citando o documento comprovativo dessa venda. É aliás o mais antigo documento conhecido que se refere a Rio Maior.


Certamente que através de séculos, a exploração das salinas fez-se por processos iguais aos de há poucos anos, quando a água salgada era tirada por meio de picotas introduzidas na Península Ibérica pelos Árabes.

Mas consta que, antes da reconquista cristã, os Romanos e depois os Árabes, já as exploravam em larga escala.


Nestas épocas recuadas o sal era uma substância muito importante no comércio entre povos, alguns o utilizavam até para pagamento de jornas, daí a palavra salário.


Capela de Nª. Sª. da Victória


Situada no ponto mais alto da cidade, foi reconhecida por Capela das Almas por ter pertencido à Irmandade das Almas.

Actualmente cedida à paróquia, encontrava-se incorporada na misericórdia desde 1914. Não se encontrando aberta ao culto.

A Capela poderá constituir evolução de outra, pertencente ao paço, sobre o qual se encontra parcialmente constituída.


Igreja da Misericórdia, antiga Igreja do Espírito Santo

                             

A Igreja da Misericórdia tem, ao longo dos anos, sofrido várias alterações que a descaracterizaram um pouco. No entanto, a sua arquitectura simples e a talha dourada no interior, foram preservadas.

A Igreja perdeu a função de matriz com a construção de uma nova Igreja, mas continua a exercer funções. A Misericórdia é, actualmente, a entidade responsável pela sua conservação e, em colaboração com a Paróquia, procura manter vivo este espaço, através da realização de celebrações religiosas e de espectáculos musicais. É o exemplar mais significativo da presença do barroco no concelho.

A obra enquadra-se numa época muito própria. D João V, 1698 - 1750, monarca da dinastia de Bragança, filho de D Pedro II e de D Maria Sofia Isabel de Neubourg, protagonizou a ultima manifestação do absolutismo monárquico em Portugal, que atinge o seu apogeu na arte barroca no País.


                                            
Os moradores de Rio Maior pediram a D. José I, em Janeiro de 1759, a criação de uma irmandade da Misericórdia que tomasse conta do hospital. O rei concedeu-a por alvará de 18 de Abril de 1759, com a obrigação de prestarem contas ao provedor de Santarém. A Misericórdia foi assim fundada em 19 de Abril de 1759 e possuía uma capela privativa, actualmente a Igreja.

Em virtude da ruína da Igreja Matriz, em 1810, passa a Igreja da Misericórdia a ter essas funções, mas em 1875, sendo o espaço exíguo para conter a população da então Vila de Rio Maior, o povo irá requerer a construção de uma nova e mais espaçosa. Por alguma razão, optou-se antes pelo alargamento da Igreja da Misericórdia em detrimento da construção de uma nova Matriz. Possuía por Orago, Nossa Senhora da Assunção. Com a construção da actual Matriz, em 1968, dá-se a sua transferência, passando esta Igreja a ter por Orago, a Rainha Santa Isabel, padroeira das Misericórdias.

O templo data da 2ª metade do século XVII.   As remodelações sofridas ao longo dos anos e em 1901, foram-lhe tirando o seu carácter original. A construção desta igreja é sólida, modesta e simples.

                                       

Na fachada apresentam-se cinco janelas de frontão clássico. O interior tem uma só nave, altar-mor, dois altares colaterais e três laterais, um coro singular que se dobra em dois corpos laterais, poisados em arcarias. Os dois altares colaterais em pedra, têm as imagens de Nossa Senhora de Fátima e do Sagrado Coração de Jesus. Num dos dois altares colaterais está colocado um retábulo de pedra, obra vulgar de quinhentos de uma rudez curiosa. No tímpano em relevo uma tabela com a legenda: "Avé Maria".


Casa Senhorial D`El Rei D. Miguel
                          

Ao lado da Igreja da Misericórdia, encontra-se a Casa Senhorial D`El Rei D. Miguel, que se situa na antiquíssima Praça Velha, no coração do centro histórico de Rio Maior ocupando uma área limitada a Norte pela Travessa do Espírito Santo, a Sul pela antiga Igreja Matriz, hoje Igreja da Misericórdia, a Nascente pela Rua Serpa Pinto e, a Poente, pela Rua Mouzinho de Albuquerque.

Este edifício tem janela de sacada com resguardos em ferro janelas de guilhotina à antiga portuguesa, porta de serviço com alpendre de colunas. Segundo a tradição D. Miguel ali se albergava e ali residiu mesmo nas vésperas da Batalha de Almoster, que ocorreu em 18 de Fevereiro de 1834.


Villa Romana

                             

A Villa Romana de Rio Maior foi descoberta em 1983. Em 1992, os Serviços de Arqueologia da Câmara Municipal de Rio Maior, com o apoio do Instituto Português do Património Cultural -IPPC, procederam à abertura de uma vala de sondagem que seria continuada no ano seguinte.

As villas romanas que até agora foram encontradas no nosso País, eram unidades de produção agrícola e agro-pecuária sendo o excedente dos seus produtos para fornecer as cidades e o exército.

                          

Em 1995 iniciaram-se as escavações sistemáticas em área, e no ano seguinte, com a colaboração do IPPAR instala-se uma cobertura numa parte já escavada da Villa Romana, destinada a salvaguardar e proteger das intempéries este património histórico-arquitectónico, sendo as restantes áreas do mosaico protegidas com a colocação de tela de ráfia e areia lavada.

As escavações efectuadas em 1992-93 permitiram pôr a descoberto um significativo espólio, para além de um conjunto de diversos painéis de mosaico que, pela sua gama cromática e desenho, são atribuíveis ao século II / III .

                            

Desse espólio destacamos uma estátua de Ninfa, esculpida em mármore branco, cujas dimensões aproximadas são: 91cm x 42cm x 31cm

A escultura era uma presença constante no Mundo Antigo: nos templos, monumentos públicos, ruas e praças urbanas e jardins privados das vivendas mais ricas. Sendo as Ninfas Deusas secundárias que personificavam a fecundidade e a graça, pensa-se que esta poderia representar o génio tutelar de Rio Maior, o Deus que os romanos pensariam que vivesse no rio Maior.

                             

A Ninfa pode ser apreciada no átrio da Câmara Municipal de Rio Maior, de 2ª a 6ª-feira, das 9.00h às 17.30h.

As visitas à Villa Romana devem ser marcadas com antecedência junto dos serviços de Arqueologia ou Turismo da Câmara Municipal de Rio Maior.
                                     
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Fonte: /riomaior-cidadeviva.com