sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rio Maior - Monumentos e locais a visitar

Marinhas de Sal ou Salinas de Rio Maior


No caminho entre a Benedita e Rio Maior, encontramos o Alto da Serra e dele podemos descer para as Salinas Naturais de Rio Maior.

Estas ficam situadas num vale a 3 km da cidade de Rio Maior, na encosta da Serra do Candeeiros, dentro da àrea do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, sendo as únicas salinas naturais existentes em Portugal.



As Salinas de Rio Maior são uma mina de sal-gema, muito extensa e profunda, atravessada por uma corrente subterrânea, que alimenta um poço de onde se extrai a água, sete vezes mais salgada que a do Oceano Atlântico.

O poço comum, com as sete regueiras, as picotas ou cegonhas, os talhos e as eiras, assim como as rústicas e típicas casas de madeira com as suas chaves e fechaduras também em madeira, completam esta curiosidade da Natureza.


O Processo de exploração é tipico e artesanal, constituindo estas salinas naturais o verdadeiro ex-libris da Cidade de Rio Maior. As sua piramides de sal constam até do brazão da cidade.

São oito séculos de história, desde que em 1177, Pero D`Aragão e a sua mulher Sancha Soares venderam à Ordem dos Templarios a quinta parte que tinham no poço e Salina, conforme diz Pinheiro Leal no "Portugal Antigo e Moderno" (8 volume [1876]), citando o documento comprovativo dessa venda. É aliás o mais antigo documento conhecido que se refere a Rio Maior.


Certamente que através de séculos, a exploração das salinas fez-se por processos iguais aos de há poucos anos, quando a água salgada era tirada por meio de picotas introduzidas na Península Ibérica pelos Árabes.

Mas consta que, antes da reconquista cristã, os Romanos e depois os Árabes, já as exploravam em larga escala.


Nestas épocas recuadas o sal era uma substância muito importante no comércio entre povos, alguns o utilizavam até para pagamento de jornas, daí a palavra salário.


Capela de Nª. Sª. da Victória


Situada no ponto mais alto da cidade, foi reconhecida por Capela das Almas por ter pertencido à Irmandade das Almas.

Actualmente cedida à paróquia, encontrava-se incorporada na misericórdia desde 1914. Não se encontrando aberta ao culto.

A Capela poderá constituir evolução de outra, pertencente ao paço, sobre o qual se encontra parcialmente constituída.


Igreja da Misericórdia, antiga Igreja do Espírito Santo

                             

A Igreja da Misericórdia tem, ao longo dos anos, sofrido várias alterações que a descaracterizaram um pouco. No entanto, a sua arquitectura simples e a talha dourada no interior, foram preservadas.

A Igreja perdeu a função de matriz com a construção de uma nova Igreja, mas continua a exercer funções. A Misericórdia é, actualmente, a entidade responsável pela sua conservação e, em colaboração com a Paróquia, procura manter vivo este espaço, através da realização de celebrações religiosas e de espectáculos musicais. É o exemplar mais significativo da presença do barroco no concelho.

A obra enquadra-se numa época muito própria. D João V, 1698 - 1750, monarca da dinastia de Bragança, filho de D Pedro II e de D Maria Sofia Isabel de Neubourg, protagonizou a ultima manifestação do absolutismo monárquico em Portugal, que atinge o seu apogeu na arte barroca no País.


                                            
Os moradores de Rio Maior pediram a D. José I, em Janeiro de 1759, a criação de uma irmandade da Misericórdia que tomasse conta do hospital. O rei concedeu-a por alvará de 18 de Abril de 1759, com a obrigação de prestarem contas ao provedor de Santarém. A Misericórdia foi assim fundada em 19 de Abril de 1759 e possuía uma capela privativa, actualmente a Igreja.

Em virtude da ruína da Igreja Matriz, em 1810, passa a Igreja da Misericórdia a ter essas funções, mas em 1875, sendo o espaço exíguo para conter a população da então Vila de Rio Maior, o povo irá requerer a construção de uma nova e mais espaçosa. Por alguma razão, optou-se antes pelo alargamento da Igreja da Misericórdia em detrimento da construção de uma nova Matriz. Possuía por Orago, Nossa Senhora da Assunção. Com a construção da actual Matriz, em 1968, dá-se a sua transferência, passando esta Igreja a ter por Orago, a Rainha Santa Isabel, padroeira das Misericórdias.

O templo data da 2ª metade do século XVII.   As remodelações sofridas ao longo dos anos e em 1901, foram-lhe tirando o seu carácter original. A construção desta igreja é sólida, modesta e simples.

                                       

Na fachada apresentam-se cinco janelas de frontão clássico. O interior tem uma só nave, altar-mor, dois altares colaterais e três laterais, um coro singular que se dobra em dois corpos laterais, poisados em arcarias. Os dois altares colaterais em pedra, têm as imagens de Nossa Senhora de Fátima e do Sagrado Coração de Jesus. Num dos dois altares colaterais está colocado um retábulo de pedra, obra vulgar de quinhentos de uma rudez curiosa. No tímpano em relevo uma tabela com a legenda: "Avé Maria".


Casa Senhorial D`El Rei D. Miguel
                          

Ao lado da Igreja da Misericórdia, encontra-se a Casa Senhorial D`El Rei D. Miguel, que se situa na antiquíssima Praça Velha, no coração do centro histórico de Rio Maior ocupando uma área limitada a Norte pela Travessa do Espírito Santo, a Sul pela antiga Igreja Matriz, hoje Igreja da Misericórdia, a Nascente pela Rua Serpa Pinto e, a Poente, pela Rua Mouzinho de Albuquerque.

Este edifício tem janela de sacada com resguardos em ferro janelas de guilhotina à antiga portuguesa, porta de serviço com alpendre de colunas. Segundo a tradição D. Miguel ali se albergava e ali residiu mesmo nas vésperas da Batalha de Almoster, que ocorreu em 18 de Fevereiro de 1834.


Villa Romana

                             

A Villa Romana de Rio Maior foi descoberta em 1983. Em 1992, os Serviços de Arqueologia da Câmara Municipal de Rio Maior, com o apoio do Instituto Português do Património Cultural -IPPC, procederam à abertura de uma vala de sondagem que seria continuada no ano seguinte.

As villas romanas que até agora foram encontradas no nosso País, eram unidades de produção agrícola e agro-pecuária sendo o excedente dos seus produtos para fornecer as cidades e o exército.

                          

Em 1995 iniciaram-se as escavações sistemáticas em área, e no ano seguinte, com a colaboração do IPPAR instala-se uma cobertura numa parte já escavada da Villa Romana, destinada a salvaguardar e proteger das intempéries este património histórico-arquitectónico, sendo as restantes áreas do mosaico protegidas com a colocação de tela de ráfia e areia lavada.

As escavações efectuadas em 1992-93 permitiram pôr a descoberto um significativo espólio, para além de um conjunto de diversos painéis de mosaico que, pela sua gama cromática e desenho, são atribuíveis ao século II / III .

                            

Desse espólio destacamos uma estátua de Ninfa, esculpida em mármore branco, cujas dimensões aproximadas são: 91cm x 42cm x 31cm

A escultura era uma presença constante no Mundo Antigo: nos templos, monumentos públicos, ruas e praças urbanas e jardins privados das vivendas mais ricas. Sendo as Ninfas Deusas secundárias que personificavam a fecundidade e a graça, pensa-se que esta poderia representar o génio tutelar de Rio Maior, o Deus que os romanos pensariam que vivesse no rio Maior.

                             

A Ninfa pode ser apreciada no átrio da Câmara Municipal de Rio Maior, de 2ª a 6ª-feira, das 9.00h às 17.30h.

As visitas à Villa Romana devem ser marcadas com antecedência junto dos serviços de Arqueologia ou Turismo da Câmara Municipal de Rio Maior.
                                     
Trabalho elaborado por:
Fonte: /riomaior-cidadeviva.com

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Rio Maior - sua História


Terra de fronteira entre regiões, Rio Maior foi também, desde sempre, terra de passagem, de norte para sul, do interior para o litoral. Mas foi também terra de fixação de vários povos e múltiplas culturas.

A arqueologia tem-nos revelado parcelas importantes dessa fixação destacando-se artefactos de diferentes períodos da pré-história, com destaque para o paleolítico superior (25.000 b.p. – Vale de Óbidos) e neolítico (5.000 b.p. – Anta de Alcobertas), mas também as presenças romana e árabe, aquelas que no fundo nos deixaram melhores e mais marcantes testemunhos.

A opção pela fixação está ligada às condições naturais que a região oferecia: a exploração mineira e a produção de cereais, vertentes principais do fluxos de homens e capitais que constituem a matriz riomaiorense.


A Villa Romana, casa típica de rico mercador, implantada à beira do rio no início do séc. III, constitui o núcleo a partir do qual se estrutura, a aldeia, a vila e hoje cidade de Rio Maior.

Depois, a presença moçárabe, mais nítida nos Silos e Forno Cerâmico, na freguesia de Alcobertas, espelha a profundidade das ligações que ambas as civilizações, tão diferentes e distantes no tempo, foram capazes de imprimir no território.

Aquando da fundação da nacionalidade, a região aparece disputada por vários poderes, desde a Ordem Militar dos Templários (1146) à Ordem Monástica de Alcobaça (1153), passando pela autoridade Régia e, sobretudo, a Municipal. É esta última que marca sobremaneira o viver quotidiano das gentes riomaiorenses, primeiro por ser Termo da Vila de Santarém, depois por passar a pertencer ao concelho de Azambujeira instituído em 1633; finalmente quando a vila se constitui, ela mesma, em concelho.


É ainda da Alta Idade Média a primeira referência à terra e à região, num documento de venda de um talho das salinas, actual ex-libris do concelho. Trata-se de uma carta de «Doacom de falinas ? Rio mayor», assim se intitula o documento, que regista a transação - de um particular para a Ordem do Templo - realizada em 1177. Desde então, e até hoje, muitos foram os seus titulares e muito trabalho de agricultores, tornados marinheiros, têm sustentado safras sazonais que, de Abril a Setembro, cobrem de branco a terra parda com a antiquíssima e artesanal arte.
Temos notícia da passagem e estada de D. Fernando, rei de Portugal, e de D. Pedro, duque de Coimbra, regente do reino, a caminho da Batalha de Alfarrobeira (1449) às portas de Lisboa, onde viria a falecer. Os impulsos destas estadas régias numa aldeia de tão pequenas dimensões repercutem-se de imediato e trazem ao burgo mais gente e mais movimento naquela encruzilhada de caminhos.

As guerras da Restauração (1640-1667) que se seguem à expulsão dos representantes de Filipe III distinguem o capitão de ordenanças João de Saldanha e Sousa, antepassado dos Condes de Rio Maior, e permitem a institucionalização de nova sede de Concelho em Azambujeira, elevada que fora à categoria de Vila pouco tempo antes. Nos duzentos anos seguintes a aldeia e freguesia de Rio Maior, deixando de fazer parte do Termo de Santarém, passa a pertencer à nova circunscrição municipal.


No entretanto, assiste-se ao aumento demográfico e valorização do seu potencial económico traduzido na criação de uma Feira Anual. Por outro lado, vê multiplicarem-se as suas instituições com destaque para a criação da Irmandade da Misericórdia e para o Hospício dos frades franciscanos que em 1763 inicia o fabrico de buréis.

Dois anos depois, em 1836, é institucionalizado o Concelho de Rio Maior. A nova entidade administrativa, que toma o lugar do extinto concelho de Azambujeira, nasce apenas com cinco freguesias (Rio Maior, Outeiro da Cortiçada, Arruda dos Pizões, S. João da Ribeira e Azambujeira), mas reserva para si a dinamização de um, Mercado Mensal ligado, sobretudo, à comercialização de produtos agrícolas e manufacturados. Pouco depois, em 1855, vê juntarem-se lhe duas novas freguesias, Alcobertas e Fráguas, por ter sido extinto o concelho de Alcanede, ao qual pertenciam. O puzzle ficará composto, por mais de um século, com a criação da freguesia da Marmeleira em 1878.

No último quartel do século XIX, são de registar significativos melhoramentos ao nível do património e com implicações na vida quotidiana: em 1864, a canalização de águas para dois chafarizes, um na Praça do Comércio, outro no Largo (e na mesma zona tanque para animais); destaque ainda para o Hospital da Misericórdia, construído em 1870, junto à Igreja, e algumas pontes em alvenaria (Rio da Ponte - 1870), em ferro (Barbancho – 1876) e inúmeras outras em estrutura de madeira, como no rio Alcobertas e na Ribeira do Juncal.

Na viragem do século o concelho de Rio Maior continua a ter a sua gente maioritariamente ligada às actividades agrícolas, com particular realce para os cereais e o olival, bem como a vinha que, entretanto, começa a despontar. No entanto, importa referir a constituição da primeira sociedade para exploração do carvão de pedra, em 1890, embora seja bastante mais tarde que a indústria mineira ganha importância e dimensão. As restantes indústrias são ainda essencialmente manufactureiras e desenvolvem-se na base de oficinas de madeiras, do ferro e latão, dos couros e cerâmica.

A II Guerra Mundial traz à mina de lenhite do Espadanal, em Rio Maior, um acréscimo de exploração que dá trabalho a centenas de mineiros vindos de todos os pontos do país. Este surto de desenvolvimento que leva o Estado a investir na linha de caminho de ferro, proposta havia quarenta anos, vai contudo servir apenas o transporte do carvão ficando por realizar a aspiração maior, o tráfego de passageiros e mercadorias gerais. A exploração de areeiros, iniciada em 1946, completa a implantação da indústria extractiva alargando, simultaneamente, o universo de referências do microcosmo riomaiorense e a valorização das suas elites.

Ao comemorar os 150 anos da institucionalização do concelho a vila vê reconhecida a sua importância e o trabalho abnegado das suas gentes que foram capazes de transpor obstáculos, superar dúvidas, e acreditar. A elevação à categoria de Cidade traduziu essa vontade de não deixar morrer a esperança que se constrói dia a dia e que alimenta o futuro.


Fonte: www.cm-riomaior.pt (trabalho de: Dr. Augusto M. Tomaz Lopes).

terça-feira, 6 de abril de 2010

3º Percurso de Estudo

3º Percurso de Estudo: Benedita; Salinas de Rio Maior; Rio Maior; Almoster; Caldas da Rainha; Salir de Matos; Vale de Maceira; Alfeizerão; São Martinho do Porto; Salir do Porto; Macarca; Famalicão da Nazaré; Cela Velha; Benedita.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

sábado, 27 de março de 2010

Sitio da Nazaré - Monumentos e locais a visitar

Santuário de Nossa Senhora da Nazaré


Esta antiga Igreja tem traços típicos barrocos. No seu interior encontramos uma riqueza antiga e uma beleza inconfundível. O seu tecto de madeira e o altar-mor trabalhado são prova viva dos séculos passados. No altar encontra-se a imagem da Virgem e do Menino oferecidos por D.João V. Nas traseiras deste Santuário situa-se o Hospital que desde sempre acudiu aos problemas de saúde dos peregrinos.

Em 1377, o Rei D. Fernando mandou construir a primitiva igreja para albergar a sagrada imagem e dar acolhimento ao grande número de peregrinos em visita à Senhora da Nazaré. Esta foi ampliada nos reinados de D. João I, D. João II e D. Manuel, sofrendo sucessivas beneficiações.


É um grande edifício, dominado por duas altas torres sineiras de coruchéus, em estilo barroco, antecedidopor uma ampla galeria alpendrada, em lioz, mandada erguer por D. Manuel, para alojar os romeiros. Todo o edifício atesta a grande reforma do final do século XVII (1680 a 1691).

O interior é de uma só nave, em forma de cruz latina, coberta por um tecto de madeira pintado à maneira da época. Na boca da Tribuna encontrava-se uma grande pintura sobre tela, alusiva ao milagre do aparecimento de Nossa Senhora da Nazaré a D. Fuas Roupinho, que pode ser admirada à entrada da nave do lado esquerdo.

O altar-mor ostenta um retábulo em talha dourada de estilo nacional, com colunas salomónicas e aplicações de mármore, do final do século XVII. No Trono, numa maquineta, admira-se a venerada imagem, de madeira policromada e tez morena, da Virgem do Leite, com o Menino ao colo. As figuras são coroadas por diademas dourados, obra setecentista, oferecida à igreja por D. João VI. A sagrada imagem está envolta num manto verde bordado a ouro oferta de D. João V à Virgem.
     
A separação da capela-mor do corpo da igreja é feita por uma colunata em pau-santo e alguns belos pilares de embutidos em mármore italiano, trabalho oitocentista. No transepto, em dois altares colaterais, veneram-se, do lado do Evangelho, S. José e do lado da Epístola, Nossa Senhora do Rosário de Fátima.


O cruzeiro é coberto por uma grande cúpula, rematada por um zimbório, obra executada em 1837. O arco mestre é totalmente preenchido com decorações de talha dourada e embutidos, relativos aos principais círios que anualmente aqui se deslocavam, terminando pelo escudo real entre volutas.

No corpo da igreja existem quatro altares em talha dourada de 1756, sendo os da direita dedicados a S. Francisco Bórgia e a S. Joaquim e os da esquerda a Santo António e a Santa Ana.


Nas paredes dos topos do transepto distribuem-se vários painéis de azulejos azuis e brancos, do início do século XVIII, de decoração holandesa, assinados pelo mestre Willem Van der Kloet, retratando episódios do Antigo Testamento (cenas da vida de David e de José do Egipto).

Da mesma época, nas paredes da Sacristia existe um silhar de azulejos azuis e brancos, figurando profetas, atribuídos a António de Oliveira Bernardes, que executou igualmente parte dos revestimentos azulejares dos corredores e da escada da Tribuna.


A restante decoração de azulejos, nos corredores de acesso à Sacristia, deve-se ao mestre Manuel Borges. Ainda na Sacristia podem ver-se duas tábuas e várias telas de finais de seiscentos, descrevendo a Lenda de N.ª Sra. da Nazaré, do pintor leiriense Luís de Almeida, seguidor da escola de Josefa de Óbidos.

No coro, assente sobre robustas colunas estriadas e de tecto apainelado com ornatos, subsiste um cadeiral procedente do Convento de Cós.


A Igreja e os azulejos que a revestem estão classificados, desde 1978, como IIP (Imóvel de Interesse Público).


A lenda de Nossa Senhora da NazaréA denominação Nossa Senhora da Nazaré atribui-se a uma imagem, talhada em madeira, com cerca de 20 cms de altura, representando a Virgem Maria a amamentar o Menino Jesus sentado no seu colo, sendo venerada no seu Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, no Sítio da Nazaré, na Nazaré em Portugal.



A imagem é uma Virgem Negra com a cara e as mãos pintadas de cor morena. Não tem costas nem lados da cintura para baixo, o que indicia ter sido esculpida com a intenção de a encaixar numa estrutura em forma de trono.

A história da imagem foi publicada pela primeira vez, em 1609, por Frei Bernardo de Brito, no tomo II, da "Monarquia Lusitana". Este Monge de Alcobaça afirma ter encontrado no cartório do seu mosteiro, uma doação territorial datada de 1182, na qual se relatava a história da imagem da Senhora da Nazaré, sendo esta, uma transcrição de um pergaminho escrito cerca do ano de 714. A imagem, segundo este documento e de acordo com a tradição oral, terá sido venerada nos primeiros tempos do Cristianismo, em Nazaré na Galileia. Daí a sua invocação da Nazaré. Da Galileia terá sido trazida, no século VI, para um convento perto de Mérida, em Espanha, e dali, em 711 para o Sítio da Nazaré onde continua a ser venerada.

A história desta imagem encontra-se indissociavelmente ligada ao milagre a D. Fuas Roupinho, em 1182, episódio a que se convencionou chamar, a Lenda da Nazaré.

Durante a Idade Média apareceram centenas de imagens de Virgens Negras por toda a Europa a maioria das quais, tal como esta, esculpidas em madeira e de pequenas dimensões.

Conta esta Lenda da Nazaré que na manhã de 14 de Setembro de 1182, D. Fuas Roupinho, alcaide do castelo de Porto de Mós, caçava, nas suas terras junto ao litoral, quando avistou um veado, que de imediato começou a perseguir.

De súbito, surgiu um denso nevoeiro que se levantava do mar. O veado (na versão popular, uma materialização do demónio) dirigiu-se para o topo de uma falésia. D. Fuas, no meio do nevoeiro, isolou-se dos seus companheiros.

Quando se deu conta de estar no topo da falésia, à beira do precipício, em perigo de morte, reconheceu o local. Estava mesmo ao lado de uma gruta na qual se venerava uma imagem de nossa Senhora a amamentar o Menino. Rogou então, num grito desesperado, à Virgem Maria: Senhora, Valei-me!. Imediata e milagrosamente o cavalo estacou fincando as patas no bico rochoso suspenso sobre o vazio, o "Bico do Milagre", salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada da morte certa que adviria de uma queda de mais de cem metros.


D. Fuas desceu à gruta para agradecer o milagre e de seguida mandou os seus companheiros chamar pedreiros para construirem sobre a gruta, em memória do milagre, uma pequena capela, a Capela da Memória, para ali ser exposta à veneração dos fiéis a milagrosa imagem. D. Fuas permaneceu no sítio do milagre até a obra da capela estar concluída.

Antes de entaiparem a gruta, os pedreiros, desfizeram o altar ali existente e encontraram um cofre em marfim, contendo algumas relíquias e um pergaminho no qual se relatava a história da pequena imagem esculpida em madeira, representando uma Virgem Negra sentada a amamentar o Menino.

Ermida da Memória


Junto ao Miradouro do Suberco, no local onde segundo a lenda N.ª Sra. da Nazaré salvou a vida a D. Fuas Roupinho, em 1182, ergue-se a pequena Ermida mandada construir, em acção de graças, pelo nobre cavaleiro.

De arquitectura singela, era inicialmente aberta em quatro arcos que foram fechados no século XIV. Encimando a porta de entrada, um painel de azulejos com o escudo português. Por cima, ao nível do telhado, coberto de azulejaria, um baixo-relevo em pedra calcária, do século XIV, representa D. Fuas Roupinho na gruta com os seus companheiros, em oração à Senhora. No interior, uma pequena escada dá acesso a uma lapa onde primitivamente estava a imagem da Virgem.


Todo o interior é revestido de painéis de azulejos azuis e brancos dos séculos XVII e XVIII, tendo a abóbada, ao centro, o pelicano, divisa de D. João II. À entrada, de ambos os lados, lápides em mármore contam a lenda do milagre, segundo a versão do cronista cisterciense Frei Bernardo de Brito.

No exterior, na fachada virada ao mar, um registo de azulejos figura o milagre de Nossa Senhora a D. Fuas Roupinho.



Padrão de Vasco da Gama


Em 1939, foi colocado no Sítio, perto do Bico da Memória e da Ermida, um Padrão comemorativo da vinda do Almirante Vasco da Gama à Nazaré.

De acordo com a tradição o bravo navegador, antes de embarcar à descoberta do caminho marítimo para a Índia, veio como peregrino à Senhora da Nazaré. Aqui, invocou a sua protecção e trocou a grossa corrente de ouro que trazia, pelo colar de contas da Virgem. Dizem que à passagem do Cabo das Tormentas se levantou um grande temporal pondo em perigo barcos e homens, então o Almirante atirou o colar da Senhora às águas, que logo se acalmaram.


Após o regresso a Portugal, veio novamente D. Vasco da Gama ao Sítio da Nazaré, como romeiro, agradecer à Virgem as graças recebidas, oferecendo-lhe um precioso manto.


Paço Real


No Sítio, junto ao Santuário de Nª Sra. da Nazaré, foi construído no reinado de D. João V, em 1718, a mando de D. Nuno Álvares Pereira de Mello, 1.º Duque do Cadaval, para alojar a família real e acompanhantes nas suas romarias à Virgem da Nazaré.

Obliterado por reformas sucessivas, conserva na fachada principal uma notável galilé alpendrada assente em colunas clássicas.

Albergou durante muitos anos o Jardim Infantil da Confraria de Nª Sra. da Nazaré.


Miradouro


O lugar mais famoso do Sítio da Nazaré é, sem dúvida, o chamado Miradouro do Suberco,o qual mostra a mais bela vista das vilas portuguesas.

 
Ascensor da Nazaré


A ligação da praia e do Sítio faz-se através do Ascensor da Nazaré, mais conhecido pelas gentes da Nazaré como "Elevador". Este meio de transporte que permite a ligação de duas localidades é visitado anualmente por milhares de pessoas, as quais aproveitam para ver na subida ao Sitio, a magnífica vista panorâmica da praia da Nazaré.


Forte de S. Miguel (Farol da Nazaré)


No extremo do Promontório do Sítio, que cai a pique sobre o mar, mandou D. Sebastião construir, em 1577, a Fortaleza de S. Miguel, destinada a defender a enseada dos ataques dos piratas argelinos, marroquinos e normandos.

Filipe II, cerca de 1600, mandou reconstruir a primeira fortaleza de acordo com a planta do arquitecto florentino João Vicente Casale.


Após a restauração da monarquia, D. João IV ordenou a sua remodelação e ampliação, dando-lhe o traçado que ainda hoje conserva.

É um notável monumento militar maneirista, característico da defesa da costa, com planta longitudinal irregular adaptada ao promontório sobre o qual assenta. Possui um baluarte em cada ângulo, grossas muralhas diversas vezes restauradas, com contrafortes, ameias e frestas, dispondo de uma original Praça de Armas no 2º piso. Por cima da porta de entrada, sob um lintel, uma imagem em baixo-relevo de S. Miguel Arcanjo e a legenda “El-Rey Dom Joam o Quarto – 1644”.


Durante a 1ª Invasão Francesa (Junot – 1807/1808), esteve ocupado por soldados de Napoleão I, que a população do Sítio e da Pederneira ajudou a expulsar, tornando-se assim num símbolo da resistência popular.

Quase todas as manhãs, a neblina dá os bons dias ao Forte São Miguel Arcanjo. O seu carácter defensivo já esmoreceu, mas, o farol aqui instalado desde 1903, continua vigilante, iluminando o caminho dos barcos que teimam em se aproximar demasiadamente da costa. Actualmente, tem um alcance luminoso de 15 milhas, sendo completado por um sinal sonoro de aviso em dias de nevoeiro intenso.

Segue-se-lhe, já isolada, mas bem vizinha deste promontório, a chamada Pedra do Guilhim, designação a lembrar o limite da área, além de Atouguia, concedida por D. Afonso Henriques a Guilherme de Corni.  

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/

Fotos: Dias dos Reis

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sitio da Nazaré - sua História


Na origem do povoamento situado no promontório do Sítio, estão as condições naturais e o sentimento religioso, advindo do milagre de Nossa Senhora da Nazaré.

Segundo Frei Bernardo de Brito, data de 1182 a primeira construção no alto do escarpado promontório onde se localiza o Sítio. Trata-se da Ermida da Memória, mandada erguer por D. Fuas Roupinho sobre uma gruta, onde esteve durante a época muçulmana a imagem de Nossa Senhora da Nazaré. Ao episódio que originou a construção da capela dá-se vulgarmente o nome de Lenda da Nazaré.


O rei D. Fernando fundou um santuário, em 1377, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, para o qual foi transferida a imagem de Nossa Senhora da Nazaré.

Em 1808, as tropas de Napoleão saquearam a igreja e a povoação, que incendiaram parcialmente, na sequência de uma revolta popular. Alguns dos habitantes do Sítio foram capturados e fuzilados pelos soldados franceses no Largo da Fonte Velha.


Devido ao difícil acesso, o Sítio apenas se começou a desenvolver em meados do século XVII, crescendo bastante ao longo do século seguinte. A instalação de um elevador mecânico, para ligação do Sítio à Praia, em 1889, veio dar um novo incremento populacional ao lugar, já então muito visitado por romeiros e peregrinos.

Até meados do século XX, foi elevado o número de forasteiros que ali se deslocavam para venerar a Senhora da Nazaré. No entanto, com o milagre da Fátima e a construção do Santuário de Fátima foi desviada a devoção e a rota dos peregrinos, que alí começaram a afluir após as aparições de 1917.


O interesse histórico e religioso, bem como uma beleza natural incomparável, constituem hoje os grandes atractivos do Sítio da Nazaré. O Miradouro do “Suberco”, a 110 metros de altitude, abre-se a um dos mais belos panoramas marítimos de Portugal.

O longo promontório que guarda e protege a Praia, tem no seu extremo o Forte de S. Miguel Arcanjo. A 80 metros de altitude é um miradouro privilegiado sobre o mar e a Pedra do Guilhim, um rochedo batido pelas vagas mesmo em frente. Este é um excelente local para a pesca desportiva, onde os mais aventureiros desafiam o mar que salpica de espuma as falésias, convidando à meditação.


Da barbacã do Forte, para Sul, a vista alcança horizontes longínquos e a vila ganha uma nova dimensão; para norte, descobre-se o vasto areal da Praia do Norte. Bela e desconhecida, rodeada de dunas e pinhais, protegida a sul pelo promontório, que na sua base esconde uma pequena gruta natural – o Forno d´Orca.

A Praia do Norte é um espaço preservado e ecológico, dedicado pela natureza ao Turismo de Evasão, à pesca desportiva, ao surf e aos passeios a pé ou de bicicleta. Poupada da intervenção humana, a Praia do Norte permite o reencontro da natureza com o mar e a aventura solitária do descanso merecido.



A Lenda de Nossa Senhora da Nazaré
Conta a Lenda da Nazaré que numa manhã de Setembro de 1182, o alcaide do Castelo de Porto de Mós, D. Fuas Roupinho andava à caça. Quando estava a perseguir um cervo (considerado a materialização do próprio demónio), este dirigiu-se ao precipício no Sítio da Nazaré, que se encontrava encoberto por um denso nevoeiro.

O cavaleiro apercebeu-se do perigo de morte, demasiado tarde. Ao sentir-se perdido implorou, desesperadamente, à Virgem Maria, dizendo: "Senhora, valai-me!"

Milagrosamente, apareceram-lhe a Senhora e o Menino, fincando-se as patas traseiras do cavalo na rocha, salvando o cavaleiro e sua montada da morte certa, enquanto que o cervo e os cães caíram no mar daD. fuas Roupinho Nazaré.

Em honra e reconhecimento à Virgem, o nobre D. Fuas Roupinho mandou construir no local uma capela em sua homenagem, por o ter resgatado da morte. Esta tornou-se conhecida como Capela da Memória.

Ainda hoje, os populares indicam aos visitantes as marcas das ferraduras onde as patas do cavalo se teriam cravado na rocha, no sítio da Nazaré.

Trabalho elaborado por: Laura Santos, nº 17, 7º F, Grupo 2 e António Santos Ramalho, nº 5, 7º F, Grupo 4.

Fonte: Wikipédia / http://tonsdeazul.blogspot.com/ 

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pederneira - Monumentos e locais a visitar

Antigos Paços do Concelho da Pederneira


Na Pederneira, no Largo Bastião Fernandes, junto à Igreja Matriz, encontram-se os antigos Paços do Concelho. É um bom exemplo de edifício de arquitectura civil, de grande fachada rectilínea, decorada com elementos seiscentistas. Encimando a porta principal, um frontão, com as armas nacionais, dá vida à longa fachada.

Ao centro, uma alta torre sineira, rematada por um coruchéu octogonal, construída já no século XVIII. Funcionou como edifício dos Paços de Concelho da Pederneira até 1855, data em que o que é hoje a vila da Nazaré voltou a estar anexada ao concelho de Alcobaça. Desde então, teve diversas utilizações: foi açougue, cadeia, tribunal e escola da instrução primária. Está classificado como Imóvel de Valor Concelhio desde 12 de Setembro de 1978.

Em 2005, o edifício recebeu obras de requalificação, tendo a intervenção sido concebida de modo a criar um espaço polivalente com capacidade para acolher actividades culturais e recreativas. No piso inferior, existe uma sala destinada a exposições temporárias, um bar e um Espaço Internet; o piso superior é ocupado por uma ampla sala polivalente.


Pelourinho (Tronco fóssil)

Fronteiro aos antigos Paços do Concelho, ergue-se um interessante monolítico de sílex, correspondente a um fragmento de tronco fossilizado, assente numa base octogonal, vulgarmente conhecido por Pederneira. Foi aqui colocado em 1886 em substituição do desaparecido pelourinho manuelino.
 
É um exemplar respeitável da flora tropical fini-jurássica, com uma idade de quase 150 milhões de anos, sendo por isso um dos monumentos naturais classificados mais antigos de Portugal. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, pelo seu valor cultural e histórico.


 Igreja Paroquial de N. Sra. das Areias (Igreja Matriz)
 

A Igreja Matriz da antiga vila da Pederneira, dedicada a Nª Sra das Areias, está situada junto ao Largo Bastião Fernandes, e é um vasto templo construído no final do século XVI, de uma só nave coberta por uma abóbada caleada.

Na capela-mor, com altar de talha dourada do século XVII, admiram-se duas telas seiscentistas, de carácter regional, alusivas à iconografia antoniana.


Na nave, do lado da Epístola, a grande bancada da Irmandade, ornada de talha dourada setecentista, é digna de nota. As paredes da nave e da capela-mor são revestidas por um silhar de azulejos tipo “padrão”, verdes, azuis e amarelos, do século XVII, rematados por azulejos tipo “tapete”.

Na capela-mor, sobre duas portas, quadros cerâmicos embutidos com a cruz dos Bulhões, ostentam a seguinte inscrição: “Os devotos de Santo António mandaram edificar esta capela. Anno de 1637.”



 Igreja da Misericórdia
 

No Largo da Misericórdia, na Pederneira, situa-se este templo de finais do século XVII, de feição maneirista, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Da primitiva Capela da Misericórdia, criada cerca de 1560, para albergar a Irmandade da Misericórdia da Pederneira cuja principal função era administrar o Hospital da Pederneira, quase nada resta.


O actual templo é caracterizado pela ampla fachada do barroco clássico tardio. O interior é de uma só nave, sem capela-mor, coberta por uma falsa abóbada de madeira, em arco abatido. Preserva do lado da Epístola a tribuna da Irmandade, constituída por cinco colunas jónicas, de fuste canelado que, em grupos de três, sustentam o entablamento clássico de mármore. Do mesmo lado, à entrada, vê-se uma lápide, datada de 1716, com as obrigações dos mesários da Instituição.

As paredes ostentam algumas pinturas em tela, dos séculos XVII e XVIII, destacando-se o “Milagre das Rosas”, que documenta pela indumentária e estilo, a pintura regional de meados do século XVII. Sobre a porta de entrada existe um painel de azulejos policromos figurando N.ª Sra. da Misericórdia, enquadrada em barra tipo padrão, azul e amarela, de composição seiscentista, firmada pelas iniciais F.M.C., relativas, de certo, a Frei Miguel Contreiras. O púlpito merece destaque pelo belo dossel em talha dourada.


O altar-mor está demarcado do corpo da igreja por dois degraus e por uma balaustrada de madeira. Os altares laterais, em talha dourada, ladeados de colunas estriadas, contêm as imagens do Senhor da Cana Verde, do lado direito, e de Nossa Senhora das Dores, do lado esquerdo.

Nesta igreja guarda-se, no altar-mor de talha dourada barroca, uma bela imagem do Senhor dos Passos, de grande devoção popular, o qual é celebrado, em procissão, três semanas após o Carnaval. Por baixo deste, um altar de caixa envidraçado, conserva uma imagem de Cristo morto.


Miradouro da Pederneira


Localizado junto à Igreja da Misericórdia, possibilita um panorama sem igual, já que domina, quer a mancha verde do Pinhal de Leiria, quer o casario da Nazaré, o Sítio e a linha de costa.

O pôr-do-sol neste miradouro é absolutamente deslumbrante.



Ermida de N. Sra. dos Anjos


Na E.N. 8-5, quase já à saida da Pederneira, encontra-se a Ermida de N. Sra. dos Anjos, um singelo templo de feição quinhentista, obliterado por obras em séculos posteriores que lhe deixaram marcas visíveis. Do seu antigo carácter arquitectónico resta-lhe apenas a entrada em alpendre. É ladeada por um pequeno oratório.Trabalho elaborado por: Adriana Ferreira nº 1, 7º F, Grupo 4.



O interior é de uma só nave, parcialmente coberta de azulejos do século XVII. Lateralmente, duas edículas de alvenaria caiadas com colunas caneladas e estriadas, jónicas, do século XVI. Nesses altares colaterais admiram-se duas tábuas de pintura quinhentista, bastante retocadas, representando o “Anjo S. Gabriel” e a “Virgem da Anunciação”, pertencentes, com certeza, a um antigo retábulo.


Fonte da Vila


Situado na estrada que liga a Nazaré à Pederneira, um pouco mais abaixo da Ermida de N. Sra. dos Anjos e do lado direito, encontra-se este fontanário público, que data de meados do século XVIII.

É uma fonte de espaldar com três bicas e tanques ao nível do solo, de panos rectilíneos, animados por volutas no topo superior.

A mãe de água encontra-se na parte posterior coberta por terra e vegetação.

Trabalho elaborado por: Adriana Ferreira, nº 1, 7º F, grupo 4.

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/


Fotos: Dias dos Reis

Pederneira - sua História


No cume da Serra da Pederneira existia a vila medieval da Pederneira, que vivia a partir de um importante porto e de estaleiros. A Pederneira, que na idade média tinha por trás um extenso golfo, foi um grande porto de mar, entre os séculos XII e XVI. Ali existia um dos mais importantes estaleiros navais do reino.

Até aos princípios do século XVII a zona que hoje correspondente à Nazaré, só estava formada por dois núcleos, O Sítio e a Pederneira. O mar penetrava até a Serra da Pederneira, ocupando a actual Praia da Nazaré. Com o recuar das águas, forma-se a Praia da Nazaré, com a população que desce e começa a estabelecer-se na costa.


O nome desta antiga vila medieval da Pederneira terá tido origem num tronco de conífera fossilizado e encontrado na região onde hoje é o cemitério da Pederneira. Este fóssil silidificado, poderá ter sido utilizado pelo Homem do Neolítico como menhir, integrando um conjunto de alinhamentos regionais com significado mágico/religioso, englobado, desde muito cedo, nas crenças arcaicas dos grupos humanos que colonizavam esta região.

Este antigo marco terá sido encontrado pelos primeiros povoadores. O espaço sacralizado pelo símbolo pagão, onde foi encontrado pela primeira vez, é mantido como cemitério até à actualidade preservando, assim, o seu significado religioso.


Por volta de 1514, quando D. Manuel concedeu novo foral à vila da Pederneira, foi erguido na praça principal um pelourinho em estilo manuelino. A Pederneira preservou o estatuto concelhio até 1855, altura em que, por declínio demográfico face à evolução recente da cosmopolita Praia da Nazareth, foi anexado ao concelho de Alcobaça até à criação do município da Nazaré em 1912.

Em 1886, o tronco fossilizado foi transportado para a Praça Bastião Fernandes a partir do antigo cemitério, em substituição do antigo pelourinho manuelino então destruído, como que apelando a um sentimento autonómico. Deste modo, a partir de 1912, torna-se no único exemplo do mundo em que um fóssil foi aproveitado directamente como símbolo popular da soberania local.


Depois da actividade portuária, surge a monumentalidade do sítio. Corria o século XIX quando no Largo Bastião Fernandes se levantou um pelourinho. Dois séculos antes tinha sido construído o edifício dos Paços do Concelho. A Igreja Matriz é ainda mais antiga (século XVI).

Trabalho elaborado por: Bruna Duarte Silva, nº 8, 7º F, Grupo 3.

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/

Fotos: Dias dos Reis