sábado, 27 de março de 2010

Sitio da Nazaré - Monumentos e locais a visitar

Santuário de Nossa Senhora da Nazaré


Esta antiga Igreja tem traços típicos barrocos. No seu interior encontramos uma riqueza antiga e uma beleza inconfundível. O seu tecto de madeira e o altar-mor trabalhado são prova viva dos séculos passados. No altar encontra-se a imagem da Virgem e do Menino oferecidos por D.João V. Nas traseiras deste Santuário situa-se o Hospital que desde sempre acudiu aos problemas de saúde dos peregrinos.

Em 1377, o Rei D. Fernando mandou construir a primitiva igreja para albergar a sagrada imagem e dar acolhimento ao grande número de peregrinos em visita à Senhora da Nazaré. Esta foi ampliada nos reinados de D. João I, D. João II e D. Manuel, sofrendo sucessivas beneficiações.


É um grande edifício, dominado por duas altas torres sineiras de coruchéus, em estilo barroco, antecedidopor uma ampla galeria alpendrada, em lioz, mandada erguer por D. Manuel, para alojar os romeiros. Todo o edifício atesta a grande reforma do final do século XVII (1680 a 1691).

O interior é de uma só nave, em forma de cruz latina, coberta por um tecto de madeira pintado à maneira da época. Na boca da Tribuna encontrava-se uma grande pintura sobre tela, alusiva ao milagre do aparecimento de Nossa Senhora da Nazaré a D. Fuas Roupinho, que pode ser admirada à entrada da nave do lado esquerdo.

O altar-mor ostenta um retábulo em talha dourada de estilo nacional, com colunas salomónicas e aplicações de mármore, do final do século XVII. No Trono, numa maquineta, admira-se a venerada imagem, de madeira policromada e tez morena, da Virgem do Leite, com o Menino ao colo. As figuras são coroadas por diademas dourados, obra setecentista, oferecida à igreja por D. João VI. A sagrada imagem está envolta num manto verde bordado a ouro oferta de D. João V à Virgem.
     
A separação da capela-mor do corpo da igreja é feita por uma colunata em pau-santo e alguns belos pilares de embutidos em mármore italiano, trabalho oitocentista. No transepto, em dois altares colaterais, veneram-se, do lado do Evangelho, S. José e do lado da Epístola, Nossa Senhora do Rosário de Fátima.


O cruzeiro é coberto por uma grande cúpula, rematada por um zimbório, obra executada em 1837. O arco mestre é totalmente preenchido com decorações de talha dourada e embutidos, relativos aos principais círios que anualmente aqui se deslocavam, terminando pelo escudo real entre volutas.

No corpo da igreja existem quatro altares em talha dourada de 1756, sendo os da direita dedicados a S. Francisco Bórgia e a S. Joaquim e os da esquerda a Santo António e a Santa Ana.


Nas paredes dos topos do transepto distribuem-se vários painéis de azulejos azuis e brancos, do início do século XVIII, de decoração holandesa, assinados pelo mestre Willem Van der Kloet, retratando episódios do Antigo Testamento (cenas da vida de David e de José do Egipto).

Da mesma época, nas paredes da Sacristia existe um silhar de azulejos azuis e brancos, figurando profetas, atribuídos a António de Oliveira Bernardes, que executou igualmente parte dos revestimentos azulejares dos corredores e da escada da Tribuna.


A restante decoração de azulejos, nos corredores de acesso à Sacristia, deve-se ao mestre Manuel Borges. Ainda na Sacristia podem ver-se duas tábuas e várias telas de finais de seiscentos, descrevendo a Lenda de N.ª Sra. da Nazaré, do pintor leiriense Luís de Almeida, seguidor da escola de Josefa de Óbidos.

No coro, assente sobre robustas colunas estriadas e de tecto apainelado com ornatos, subsiste um cadeiral procedente do Convento de Cós.


A Igreja e os azulejos que a revestem estão classificados, desde 1978, como IIP (Imóvel de Interesse Público).


A lenda de Nossa Senhora da NazaréA denominação Nossa Senhora da Nazaré atribui-se a uma imagem, talhada em madeira, com cerca de 20 cms de altura, representando a Virgem Maria a amamentar o Menino Jesus sentado no seu colo, sendo venerada no seu Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, no Sítio da Nazaré, na Nazaré em Portugal.



A imagem é uma Virgem Negra com a cara e as mãos pintadas de cor morena. Não tem costas nem lados da cintura para baixo, o que indicia ter sido esculpida com a intenção de a encaixar numa estrutura em forma de trono.

A história da imagem foi publicada pela primeira vez, em 1609, por Frei Bernardo de Brito, no tomo II, da "Monarquia Lusitana". Este Monge de Alcobaça afirma ter encontrado no cartório do seu mosteiro, uma doação territorial datada de 1182, na qual se relatava a história da imagem da Senhora da Nazaré, sendo esta, uma transcrição de um pergaminho escrito cerca do ano de 714. A imagem, segundo este documento e de acordo com a tradição oral, terá sido venerada nos primeiros tempos do Cristianismo, em Nazaré na Galileia. Daí a sua invocação da Nazaré. Da Galileia terá sido trazida, no século VI, para um convento perto de Mérida, em Espanha, e dali, em 711 para o Sítio da Nazaré onde continua a ser venerada.

A história desta imagem encontra-se indissociavelmente ligada ao milagre a D. Fuas Roupinho, em 1182, episódio a que se convencionou chamar, a Lenda da Nazaré.

Durante a Idade Média apareceram centenas de imagens de Virgens Negras por toda a Europa a maioria das quais, tal como esta, esculpidas em madeira e de pequenas dimensões.

Conta esta Lenda da Nazaré que na manhã de 14 de Setembro de 1182, D. Fuas Roupinho, alcaide do castelo de Porto de Mós, caçava, nas suas terras junto ao litoral, quando avistou um veado, que de imediato começou a perseguir.

De súbito, surgiu um denso nevoeiro que se levantava do mar. O veado (na versão popular, uma materialização do demónio) dirigiu-se para o topo de uma falésia. D. Fuas, no meio do nevoeiro, isolou-se dos seus companheiros.

Quando se deu conta de estar no topo da falésia, à beira do precipício, em perigo de morte, reconheceu o local. Estava mesmo ao lado de uma gruta na qual se venerava uma imagem de nossa Senhora a amamentar o Menino. Rogou então, num grito desesperado, à Virgem Maria: Senhora, Valei-me!. Imediata e milagrosamente o cavalo estacou fincando as patas no bico rochoso suspenso sobre o vazio, o "Bico do Milagre", salvando-se assim o cavaleiro e a sua montada da morte certa que adviria de uma queda de mais de cem metros.


D. Fuas desceu à gruta para agradecer o milagre e de seguida mandou os seus companheiros chamar pedreiros para construirem sobre a gruta, em memória do milagre, uma pequena capela, a Capela da Memória, para ali ser exposta à veneração dos fiéis a milagrosa imagem. D. Fuas permaneceu no sítio do milagre até a obra da capela estar concluída.

Antes de entaiparem a gruta, os pedreiros, desfizeram o altar ali existente e encontraram um cofre em marfim, contendo algumas relíquias e um pergaminho no qual se relatava a história da pequena imagem esculpida em madeira, representando uma Virgem Negra sentada a amamentar o Menino.

Ermida da Memória


Junto ao Miradouro do Suberco, no local onde segundo a lenda N.ª Sra. da Nazaré salvou a vida a D. Fuas Roupinho, em 1182, ergue-se a pequena Ermida mandada construir, em acção de graças, pelo nobre cavaleiro.

De arquitectura singela, era inicialmente aberta em quatro arcos que foram fechados no século XIV. Encimando a porta de entrada, um painel de azulejos com o escudo português. Por cima, ao nível do telhado, coberto de azulejaria, um baixo-relevo em pedra calcária, do século XIV, representa D. Fuas Roupinho na gruta com os seus companheiros, em oração à Senhora. No interior, uma pequena escada dá acesso a uma lapa onde primitivamente estava a imagem da Virgem.


Todo o interior é revestido de painéis de azulejos azuis e brancos dos séculos XVII e XVIII, tendo a abóbada, ao centro, o pelicano, divisa de D. João II. À entrada, de ambos os lados, lápides em mármore contam a lenda do milagre, segundo a versão do cronista cisterciense Frei Bernardo de Brito.

No exterior, na fachada virada ao mar, um registo de azulejos figura o milagre de Nossa Senhora a D. Fuas Roupinho.



Padrão de Vasco da Gama


Em 1939, foi colocado no Sítio, perto do Bico da Memória e da Ermida, um Padrão comemorativo da vinda do Almirante Vasco da Gama à Nazaré.

De acordo com a tradição o bravo navegador, antes de embarcar à descoberta do caminho marítimo para a Índia, veio como peregrino à Senhora da Nazaré. Aqui, invocou a sua protecção e trocou a grossa corrente de ouro que trazia, pelo colar de contas da Virgem. Dizem que à passagem do Cabo das Tormentas se levantou um grande temporal pondo em perigo barcos e homens, então o Almirante atirou o colar da Senhora às águas, que logo se acalmaram.


Após o regresso a Portugal, veio novamente D. Vasco da Gama ao Sítio da Nazaré, como romeiro, agradecer à Virgem as graças recebidas, oferecendo-lhe um precioso manto.


Paço Real


No Sítio, junto ao Santuário de Nª Sra. da Nazaré, foi construído no reinado de D. João V, em 1718, a mando de D. Nuno Álvares Pereira de Mello, 1.º Duque do Cadaval, para alojar a família real e acompanhantes nas suas romarias à Virgem da Nazaré.

Obliterado por reformas sucessivas, conserva na fachada principal uma notável galilé alpendrada assente em colunas clássicas.

Albergou durante muitos anos o Jardim Infantil da Confraria de Nª Sra. da Nazaré.


Miradouro


O lugar mais famoso do Sítio da Nazaré é, sem dúvida, o chamado Miradouro do Suberco,o qual mostra a mais bela vista das vilas portuguesas.

 
Ascensor da Nazaré


A ligação da praia e do Sítio faz-se através do Ascensor da Nazaré, mais conhecido pelas gentes da Nazaré como "Elevador". Este meio de transporte que permite a ligação de duas localidades é visitado anualmente por milhares de pessoas, as quais aproveitam para ver na subida ao Sitio, a magnífica vista panorâmica da praia da Nazaré.


Forte de S. Miguel (Farol da Nazaré)


No extremo do Promontório do Sítio, que cai a pique sobre o mar, mandou D. Sebastião construir, em 1577, a Fortaleza de S. Miguel, destinada a defender a enseada dos ataques dos piratas argelinos, marroquinos e normandos.

Filipe II, cerca de 1600, mandou reconstruir a primeira fortaleza de acordo com a planta do arquitecto florentino João Vicente Casale.


Após a restauração da monarquia, D. João IV ordenou a sua remodelação e ampliação, dando-lhe o traçado que ainda hoje conserva.

É um notável monumento militar maneirista, característico da defesa da costa, com planta longitudinal irregular adaptada ao promontório sobre o qual assenta. Possui um baluarte em cada ângulo, grossas muralhas diversas vezes restauradas, com contrafortes, ameias e frestas, dispondo de uma original Praça de Armas no 2º piso. Por cima da porta de entrada, sob um lintel, uma imagem em baixo-relevo de S. Miguel Arcanjo e a legenda “El-Rey Dom Joam o Quarto – 1644”.


Durante a 1ª Invasão Francesa (Junot – 1807/1808), esteve ocupado por soldados de Napoleão I, que a população do Sítio e da Pederneira ajudou a expulsar, tornando-se assim num símbolo da resistência popular.

Quase todas as manhãs, a neblina dá os bons dias ao Forte São Miguel Arcanjo. O seu carácter defensivo já esmoreceu, mas, o farol aqui instalado desde 1903, continua vigilante, iluminando o caminho dos barcos que teimam em se aproximar demasiadamente da costa. Actualmente, tem um alcance luminoso de 15 milhas, sendo completado por um sinal sonoro de aviso em dias de nevoeiro intenso.

Segue-se-lhe, já isolada, mas bem vizinha deste promontório, a chamada Pedra do Guilhim, designação a lembrar o limite da área, além de Atouguia, concedida por D. Afonso Henriques a Guilherme de Corni.  

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/

Fotos: Dias dos Reis

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sitio da Nazaré - sua História


Na origem do povoamento situado no promontório do Sítio, estão as condições naturais e o sentimento religioso, advindo do milagre de Nossa Senhora da Nazaré.

Segundo Frei Bernardo de Brito, data de 1182 a primeira construção no alto do escarpado promontório onde se localiza o Sítio. Trata-se da Ermida da Memória, mandada erguer por D. Fuas Roupinho sobre uma gruta, onde esteve durante a época muçulmana a imagem de Nossa Senhora da Nazaré. Ao episódio que originou a construção da capela dá-se vulgarmente o nome de Lenda da Nazaré.


O rei D. Fernando fundou um santuário, em 1377, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, para o qual foi transferida a imagem de Nossa Senhora da Nazaré.

Em 1808, as tropas de Napoleão saquearam a igreja e a povoação, que incendiaram parcialmente, na sequência de uma revolta popular. Alguns dos habitantes do Sítio foram capturados e fuzilados pelos soldados franceses no Largo da Fonte Velha.


Devido ao difícil acesso, o Sítio apenas se começou a desenvolver em meados do século XVII, crescendo bastante ao longo do século seguinte. A instalação de um elevador mecânico, para ligação do Sítio à Praia, em 1889, veio dar um novo incremento populacional ao lugar, já então muito visitado por romeiros e peregrinos.

Até meados do século XX, foi elevado o número de forasteiros que ali se deslocavam para venerar a Senhora da Nazaré. No entanto, com o milagre da Fátima e a construção do Santuário de Fátima foi desviada a devoção e a rota dos peregrinos, que alí começaram a afluir após as aparições de 1917.


O interesse histórico e religioso, bem como uma beleza natural incomparável, constituem hoje os grandes atractivos do Sítio da Nazaré. O Miradouro do “Suberco”, a 110 metros de altitude, abre-se a um dos mais belos panoramas marítimos de Portugal.

O longo promontório que guarda e protege a Praia, tem no seu extremo o Forte de S. Miguel Arcanjo. A 80 metros de altitude é um miradouro privilegiado sobre o mar e a Pedra do Guilhim, um rochedo batido pelas vagas mesmo em frente. Este é um excelente local para a pesca desportiva, onde os mais aventureiros desafiam o mar que salpica de espuma as falésias, convidando à meditação.


Da barbacã do Forte, para Sul, a vista alcança horizontes longínquos e a vila ganha uma nova dimensão; para norte, descobre-se o vasto areal da Praia do Norte. Bela e desconhecida, rodeada de dunas e pinhais, protegida a sul pelo promontório, que na sua base esconde uma pequena gruta natural – o Forno d´Orca.

A Praia do Norte é um espaço preservado e ecológico, dedicado pela natureza ao Turismo de Evasão, à pesca desportiva, ao surf e aos passeios a pé ou de bicicleta. Poupada da intervenção humana, a Praia do Norte permite o reencontro da natureza com o mar e a aventura solitária do descanso merecido.



A Lenda de Nossa Senhora da Nazaré
Conta a Lenda da Nazaré que numa manhã de Setembro de 1182, o alcaide do Castelo de Porto de Mós, D. Fuas Roupinho andava à caça. Quando estava a perseguir um cervo (considerado a materialização do próprio demónio), este dirigiu-se ao precipício no Sítio da Nazaré, que se encontrava encoberto por um denso nevoeiro.

O cavaleiro apercebeu-se do perigo de morte, demasiado tarde. Ao sentir-se perdido implorou, desesperadamente, à Virgem Maria, dizendo: "Senhora, valai-me!"

Milagrosamente, apareceram-lhe a Senhora e o Menino, fincando-se as patas traseiras do cavalo na rocha, salvando o cavaleiro e sua montada da morte certa, enquanto que o cervo e os cães caíram no mar daD. fuas Roupinho Nazaré.

Em honra e reconhecimento à Virgem, o nobre D. Fuas Roupinho mandou construir no local uma capela em sua homenagem, por o ter resgatado da morte. Esta tornou-se conhecida como Capela da Memória.

Ainda hoje, os populares indicam aos visitantes as marcas das ferraduras onde as patas do cavalo se teriam cravado na rocha, no sítio da Nazaré.

Trabalho elaborado por: Laura Santos, nº 17, 7º F, Grupo 2 e António Santos Ramalho, nº 5, 7º F, Grupo 4.

Fonte: Wikipédia / http://tonsdeazul.blogspot.com/ 

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pederneira - Monumentos e locais a visitar

Antigos Paços do Concelho da Pederneira


Na Pederneira, no Largo Bastião Fernandes, junto à Igreja Matriz, encontram-se os antigos Paços do Concelho. É um bom exemplo de edifício de arquitectura civil, de grande fachada rectilínea, decorada com elementos seiscentistas. Encimando a porta principal, um frontão, com as armas nacionais, dá vida à longa fachada.

Ao centro, uma alta torre sineira, rematada por um coruchéu octogonal, construída já no século XVIII. Funcionou como edifício dos Paços de Concelho da Pederneira até 1855, data em que o que é hoje a vila da Nazaré voltou a estar anexada ao concelho de Alcobaça. Desde então, teve diversas utilizações: foi açougue, cadeia, tribunal e escola da instrução primária. Está classificado como Imóvel de Valor Concelhio desde 12 de Setembro de 1978.

Em 2005, o edifício recebeu obras de requalificação, tendo a intervenção sido concebida de modo a criar um espaço polivalente com capacidade para acolher actividades culturais e recreativas. No piso inferior, existe uma sala destinada a exposições temporárias, um bar e um Espaço Internet; o piso superior é ocupado por uma ampla sala polivalente.


Pelourinho (Tronco fóssil)

Fronteiro aos antigos Paços do Concelho, ergue-se um interessante monolítico de sílex, correspondente a um fragmento de tronco fossilizado, assente numa base octogonal, vulgarmente conhecido por Pederneira. Foi aqui colocado em 1886 em substituição do desaparecido pelourinho manuelino.
 
É um exemplar respeitável da flora tropical fini-jurássica, com uma idade de quase 150 milhões de anos, sendo por isso um dos monumentos naturais classificados mais antigos de Portugal. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, pelo seu valor cultural e histórico.


 Igreja Paroquial de N. Sra. das Areias (Igreja Matriz)
 

A Igreja Matriz da antiga vila da Pederneira, dedicada a Nª Sra das Areias, está situada junto ao Largo Bastião Fernandes, e é um vasto templo construído no final do século XVI, de uma só nave coberta por uma abóbada caleada.

Na capela-mor, com altar de talha dourada do século XVII, admiram-se duas telas seiscentistas, de carácter regional, alusivas à iconografia antoniana.


Na nave, do lado da Epístola, a grande bancada da Irmandade, ornada de talha dourada setecentista, é digna de nota. As paredes da nave e da capela-mor são revestidas por um silhar de azulejos tipo “padrão”, verdes, azuis e amarelos, do século XVII, rematados por azulejos tipo “tapete”.

Na capela-mor, sobre duas portas, quadros cerâmicos embutidos com a cruz dos Bulhões, ostentam a seguinte inscrição: “Os devotos de Santo António mandaram edificar esta capela. Anno de 1637.”



 Igreja da Misericórdia
 

No Largo da Misericórdia, na Pederneira, situa-se este templo de finais do século XVII, de feição maneirista, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Da primitiva Capela da Misericórdia, criada cerca de 1560, para albergar a Irmandade da Misericórdia da Pederneira cuja principal função era administrar o Hospital da Pederneira, quase nada resta.


O actual templo é caracterizado pela ampla fachada do barroco clássico tardio. O interior é de uma só nave, sem capela-mor, coberta por uma falsa abóbada de madeira, em arco abatido. Preserva do lado da Epístola a tribuna da Irmandade, constituída por cinco colunas jónicas, de fuste canelado que, em grupos de três, sustentam o entablamento clássico de mármore. Do mesmo lado, à entrada, vê-se uma lápide, datada de 1716, com as obrigações dos mesários da Instituição.

As paredes ostentam algumas pinturas em tela, dos séculos XVII e XVIII, destacando-se o “Milagre das Rosas”, que documenta pela indumentária e estilo, a pintura regional de meados do século XVII. Sobre a porta de entrada existe um painel de azulejos policromos figurando N.ª Sra. da Misericórdia, enquadrada em barra tipo padrão, azul e amarela, de composição seiscentista, firmada pelas iniciais F.M.C., relativas, de certo, a Frei Miguel Contreiras. O púlpito merece destaque pelo belo dossel em talha dourada.


O altar-mor está demarcado do corpo da igreja por dois degraus e por uma balaustrada de madeira. Os altares laterais, em talha dourada, ladeados de colunas estriadas, contêm as imagens do Senhor da Cana Verde, do lado direito, e de Nossa Senhora das Dores, do lado esquerdo.

Nesta igreja guarda-se, no altar-mor de talha dourada barroca, uma bela imagem do Senhor dos Passos, de grande devoção popular, o qual é celebrado, em procissão, três semanas após o Carnaval. Por baixo deste, um altar de caixa envidraçado, conserva uma imagem de Cristo morto.


Miradouro da Pederneira


Localizado junto à Igreja da Misericórdia, possibilita um panorama sem igual, já que domina, quer a mancha verde do Pinhal de Leiria, quer o casario da Nazaré, o Sítio e a linha de costa.

O pôr-do-sol neste miradouro é absolutamente deslumbrante.



Ermida de N. Sra. dos Anjos


Na E.N. 8-5, quase já à saida da Pederneira, encontra-se a Ermida de N. Sra. dos Anjos, um singelo templo de feição quinhentista, obliterado por obras em séculos posteriores que lhe deixaram marcas visíveis. Do seu antigo carácter arquitectónico resta-lhe apenas a entrada em alpendre. É ladeada por um pequeno oratório.Trabalho elaborado por: Adriana Ferreira nº 1, 7º F, Grupo 4.



O interior é de uma só nave, parcialmente coberta de azulejos do século XVII. Lateralmente, duas edículas de alvenaria caiadas com colunas caneladas e estriadas, jónicas, do século XVI. Nesses altares colaterais admiram-se duas tábuas de pintura quinhentista, bastante retocadas, representando o “Anjo S. Gabriel” e a “Virgem da Anunciação”, pertencentes, com certeza, a um antigo retábulo.


Fonte da Vila


Situado na estrada que liga a Nazaré à Pederneira, um pouco mais abaixo da Ermida de N. Sra. dos Anjos e do lado direito, encontra-se este fontanário público, que data de meados do século XVIII.

É uma fonte de espaldar com três bicas e tanques ao nível do solo, de panos rectilíneos, animados por volutas no topo superior.

A mãe de água encontra-se na parte posterior coberta por terra e vegetação.

Trabalho elaborado por: Adriana Ferreira, nº 1, 7º F, grupo 4.

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/


Fotos: Dias dos Reis

Pederneira - sua História


No cume da Serra da Pederneira existia a vila medieval da Pederneira, que vivia a partir de um importante porto e de estaleiros. A Pederneira, que na idade média tinha por trás um extenso golfo, foi um grande porto de mar, entre os séculos XII e XVI. Ali existia um dos mais importantes estaleiros navais do reino.

Até aos princípios do século XVII a zona que hoje correspondente à Nazaré, só estava formada por dois núcleos, O Sítio e a Pederneira. O mar penetrava até a Serra da Pederneira, ocupando a actual Praia da Nazaré. Com o recuar das águas, forma-se a Praia da Nazaré, com a população que desce e começa a estabelecer-se na costa.


O nome desta antiga vila medieval da Pederneira terá tido origem num tronco de conífera fossilizado e encontrado na região onde hoje é o cemitério da Pederneira. Este fóssil silidificado, poderá ter sido utilizado pelo Homem do Neolítico como menhir, integrando um conjunto de alinhamentos regionais com significado mágico/religioso, englobado, desde muito cedo, nas crenças arcaicas dos grupos humanos que colonizavam esta região.

Este antigo marco terá sido encontrado pelos primeiros povoadores. O espaço sacralizado pelo símbolo pagão, onde foi encontrado pela primeira vez, é mantido como cemitério até à actualidade preservando, assim, o seu significado religioso.


Por volta de 1514, quando D. Manuel concedeu novo foral à vila da Pederneira, foi erguido na praça principal um pelourinho em estilo manuelino. A Pederneira preservou o estatuto concelhio até 1855, altura em que, por declínio demográfico face à evolução recente da cosmopolita Praia da Nazareth, foi anexado ao concelho de Alcobaça até à criação do município da Nazaré em 1912.

Em 1886, o tronco fossilizado foi transportado para a Praça Bastião Fernandes a partir do antigo cemitério, em substituição do antigo pelourinho manuelino então destruído, como que apelando a um sentimento autonómico. Deste modo, a partir de 1912, torna-se no único exemplo do mundo em que um fóssil foi aproveitado directamente como símbolo popular da soberania local.


Depois da actividade portuária, surge a monumentalidade do sítio. Corria o século XIX quando no Largo Bastião Fernandes se levantou um pelourinho. Dois séculos antes tinha sido construído o edifício dos Paços do Concelho. A Igreja Matriz é ainda mais antiga (século XVI).

Trabalho elaborado por: Bruna Duarte Silva, nº 8, 7º F, Grupo 3.

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/

Fotos: Dias dos Reis 

terça-feira, 23 de março de 2010

Valado dos Frades - Monumentos e locais a visitar

Igreja de São Sebastião


A Igreja de S. Sebastião foi reconstruída em 1866 e mais tarde em 1965. A Sacristia pertencera outrora à Junta de Paróquia e mais tarde a Junta de Freguesia.

A Igreja possui uma imagem do padroeiro da freguesia, o mártir S. Sebastião, que está também associado à defesa das plantações e do gado, sendo, por isso, patrono de muitas localidades rurais, como o Valado dos Frades.

São Sebastião é um dos mártires mais conhecidos do Catolicismo e a iconografia retrata-o atado a uma árvore, desnudado e cravado de setas. Desde os séculos iniciais da era cristã, os fiéis invocam-no como advogado contra as pestes e as doenças do gado, sendo por isso muito popular entre as comunidades rurais. É celebrado a 20 de Janeiro com festas onde não faltam o pão e a carne.


Símbolo da religiosidade rural e da cultura popular ancestral de Valado dos Frades, a festa deste santo, a “Festa das Chouriças” é todos os anos celebrada na vila.

Fonte dos Namorados


A Fonte dos Namorados, construída em 1932 que se situa na Praça do centro da vila e perto da estrada da Quinta do Campo.


Quinta do Campo
Nas proximidades do mar e do maior pinhal de Portugal, entre campos de regadio e zonas de floresta, encontra-se ainda esta Quinta, muito bem conservada, com seis séculos de história.

A Quinta do Campo foi uma das primeiras granjas agrícolas do Mosteiro de Alcobaça, construídas durante os cem anos que os Monges de Cister levaram a erguer nos séc. XII e XIII a sua Abadia de Sta. Maria.

Diferiu das restantes por se situar no extremo mais a Poente da região e entre os dois braços de mar que as águas afluentes adoçavam.

Enquanto as terras afectas às outras granjas iam sendo cedidas a colonos ou aos habitantes das povoações, as da Granja do Valado mantinham-se na posse do Mosteiro, e este acrescentava-lhe importância em edificações e em ocupação humana, de tal modo que desempenhou a partir do séc. XIV funções de Escola Agrícola.

A experiência em hidráulica agrícola facilitou a secagem dos paúis da Cela e do Valado, com a conquista de terras à lagoa.


Mercê deste sucesso aumentou a sua área e daí a necessidade da demarcação das suas novas fronteiras, a mudança do seu nome de "Granja do Valado", que integrava já outras quintas como a da Torre e da Almoínha, para Quinta do Campo, em razão do excelente "campo" que passava a explorar..

É já com este nome que o Real Mosteiro requer o Tombo da Quinta do Campo, a fim de evitar futuras querelas com a Casa da Nazaré e com a Confraria da Pederneira - mereceu Alvará Régio a 16 de Dezembro de 1779.

Foi iniciada a medição e demarcação em Março de 1782, tendo sido dadas como finalizadas e aprovadas por sentença de 18 de Junho de 1782.

Intervieram os confinantes próximos como a Colegiada de Nossa Senhora da Pederneira, do Real Convento de Cós, o Capitão-Mor das vilas de Óbidos, Caldas da Rainha, Salir do Porto e Peniche - o que dá uma ideia da extensão e importância da Quinta do Campo.

Dos autos constam a descrição dos edifícios hoje existentes, com excepção da casa de habitação que foi construída sobre um pequeno convento e uma capela dedicada a N. S. da Conceição.

Pràticamente intacta a Quinta do Campo foi confiscada à Ordem de Cister quando da extinção das Ordens Religiosas em 1832 e veio a ser adquirida em hasta pública pelo Conde de Vila Real, que a vendeu a um cidadão de Pontevedra, D. Manuel Yglesias, o qual mandou construir os edíficios actuais que são de traça francesa.


A obrigação de desobstruir a foz da Pederneira era obrigação dos Frades Bernardos, obrigação que D. Manuel Yglesias manteve até Outubro 1862, mas por sentença judicial de 1866, foi dispensado dessa obrigatoriedade.

Por morte de D. Manuel Yglesias, a Quinta do Campo foi dividida entre os seus nove filhos, mas só duas das suas filhas, Guilhermina e Dolores, conservaram a parte que lhes coube e que constitui a actual Quinta do Campo. Estas duas senhoras foram casadas com Carlos O´Neil, cuja família nada tem a ver com o Valado dos Frades.

A D. Dolores Yglesias O´Neil sucedeu uma sobrinha sua, Margarida Yglesias de Oliveira, casada com o advogado Dr. Manuel Collares Pereira, que foi deputado pelo círculo de Leiria, durante muitos anos, e a quem o Valado deve algumas benesses de que usufrui.

É um dos filhos deste casal, Dr. João Pedro Collares Pereira, recentemente falecido, que era o actual proprietário da Quinta do Campo.


Edifício da Estação de Caminho de Ferro


Estação de Caminhos de Ferro de Valado dos Frades que, em tempos, chegou a vencer alguns troféus pelo jardim mais bonito e mais bem tratado de todas as Estações da linha do Oeste, também possui lindos painéis de azulejos alusivos à praia da Nazaré, Alcobaça e Valado dos Frades.




Mata Nacional


A Mata Nacional do Valado dos Frades é uma parte do Pinhal de Leiria e ocupa um grande número de ha de terreno, ocupado sobretudo de pinhal. Também ali ficam situadas três lagoas.

Das três lagoas, uma ainda se conserva com água todo o ano, embora o seu nível de água tenha baixado. Outra está pantanosa e a que fica mais perto do Valado dos Frades, encontra-se seca, embora em épocas de muita chuva, volte a renascer.


A lagoa de águas perenes, por ficar situada entre a vila de Valado de Frades e Fanhais, no concelho da Nazaré, é conhecida como Lagoa Grande ou do Valado, Lagoa de Fanhais ou ainda... Lagoa do Saloio ou ainda Lagoa do Gago.

Propõe-se que neste Roteiro de Estudo, o percurso depois da saída da vila de Valado dos Frades, se faça pelo caminho da Mata Nacional, para que se aprecie a beleza da paisagem e se possa conhecer a sua bela lagoa.


Monte de S. Bartolomeu ou Monte S. Brás


A meio caminho entre o Valado dos Frades e a Pederneira existe uma excepcional elevação de origem magmática que emerge no meio de uma paisagem dunar coberta pelo Pinhal de Leiria, considerado, por isso, uma “ilha” de flora mediterrânica endémica, que se destaca do pinheiro bravo dominante na região.

É a baliza dos navegantes, que o avistam a mais de 35 Km de distância, todo vestido de vegetação verde-negra até ao cimo.


O seu interesse histórico-religioso e natural é inegável. Achados arqueológicos vieram confirmar a ocupação castreja pré-romana deste morro, outrora conhecido como Monte Siano. A sua ligação à Lenda de Nª Sra. da Nazaré é reconhecida na dupla nomenclatura (S. Brás e S. Bartolomeu), derivada das relíquias destes Santos trazidas por D. Rodrigo e Frei Romano.

No cume, a 156 metros de altitude, acessível por escadas, a grandiosidade do panorama surpreende e encanta. Aqui se encontra a guarita do vigia florestal e uma pequena Capela, local de uma secular romaria a S. Brás, realizada anualmente a 3 de Fevereiro, festa profano-religiosa, que marca o início dos Festejos de Carnaval.


O Monte merece uma visita atenta, pois o interesse da flora local mereceu-lhe, em 1979, o estatuto de “Sítio Classificado”. A vegetação é variada, testemunho de antigas associações florísticas ricas em elementos mediterrânicos.

As duas encostas do Monte são bem distintas e os 32ha que constituem a área classificada oferecem a inesperada diversidade de cerca de 150 tipos de plantas vasculares (dos quais 15 são endemismos ibéricos), um número apreciável de diferentes líquenes e algumas briófitas. Entre as espécies vegetais predominantes encontram-se o carrasco, o medronheiro e o aderno. Na avifauna pode admirar-se o Peneireiro e a Águia de Asa Redonda.


Num triângulo, entre a Nazaré, Valado dos Frades e Fanhais, encontra-se a Duna da Aguieira, a maior duna estabilizada da Europa, com 158 metros de altitude.

Trabalho elaborado por: Patrícia Santos Serrazina, nº 20, 7º F, Grupo 2.

Fonte: http://valadofrades.blogspot.com / Wikipédia / www.freguesia-nazare.com

segunda-feira, 22 de março de 2010

Valado dos Frades - sua História


O Valado dos Frades é uma vila e freguesia portuguesa do concelho da Nazaré. Desde a sua fundação que o Valado pertencia à Pederneira, mas em 1855, face a uma reforma administrativa, passou a fazer parte de Alcobaça.

O Concelho da Pederneira foi restaurado em 1898, e em 1912 passou a chamar-se Concelho de Nazaré, passando o Valado à categoria de freguesia.

No Valado existiu uma das principais Granjas dos Coutos de Alcobaça, a Quinta do Campo, que ainda existe e é hoje um hotel rural.


O seu topónimo, segundo alguns deriva de "velado" (verbo velar) por neste lugar ter existido um frade cuja função era "velar" ou "Vigiar", a agricultura e matas dos campos que pertenciam ao Mosteiro de Alcobaça. Segundo outros, por nos campos à sua volta, existirem muitas valas (campos valados), para a sua drenagem. Quanto a "dos Frades", deve-se à presença dos Frades de Cister que se instalaram no Valado, por volta da segunda metade do séc. XVIII na Ermida do Padroeiro S. Sebastião

Desde então os frades da Ordem de Cister realizaram uma obra de colonização agrícola, exercendo a sua autoridade através da ainda existente Quinta do Campo. Segundo reza a história foi aqui que estes frades esconderam um valioso tesouro durante as Invasões Francesas.

Segundo alguns historiadores, os frades da Ordem de Cister teriam ali fundado uma Escola Agrícola, que foi frequentada por muitos estrangeiros, nomeadamente franceses, que ficaram interessados nas modernas técnicas agrícolas ali desenvolvidas.


O Valado dos Frades é hoje uma vila, onde uma pequena minoria, ainda segue a tradição da agricultura, principalmente no cultivo de cenouras, batatas, couves, feijão verde e outros produtos hortícolas. As terras do Valado ainda hoje são férteis, em parte por ser rodeado pelos rios da Areia, Alcôa, rio do Meio e das Tábuas, que favorecem uma rega farta.

Mas o que permitiu na realidade o desenvolvimento económico da freguesia, foram as fábricas de faianças e de porcelana, todas elas exportadoras, que abriram vários postos de trabalho aos valadenses e ao resto da população do Concelho da Nazaré. No entanto a crise nacional e internacional, que se vive no presente, foi a razão pela qual, muitas delas terem que fechar as suas portas.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº9, 7º F, Grupo 1.

Fonte: www.valadoalcobaça/historia.com

Fotos: Dias dos Reis

domingo, 21 de março de 2010

Cela Nova - Monumentos e locais a visitar


Igreja Paroquial de Santo André


O primeiro lugar de culto que existiu na Cela estava completamente em ruínas, quando D. Manuel I mandou edificar no mesmo local uma nova igreja, dedicada a Santo André.

Da primitiva construção desse templo pouco resta e da última grande reconstrução efectuada em 1909 foi-nos deixada a talha barroca setecentista do altar-mor, a pia baptismal do séc. XVI e as seis gárgulas com formas de animais que guarnecem os flancos do templo. A Capela-mor é de abóbada e no altar está colocada a imagem do padroeiro Santo André.

Santo André foi um apóstolo de Jesus Cristo, natural de Betsaida e padroeiro de muitas igrejas em Portugal. Foi com o seu irmão Simeão, discípulo de João Baptista.


Chamado por Jesus “abandona tudo e segue o Mestre”. Raramente Santo André é nomeado no Evangelho, mas é um dos que interroga Jesus sobre o fim do mundo. É também ele que anuncia a Jesus que um jovem tem cinco pães e dois peixes, com os quais será realizado o milagre da multiplicação dos pães.

Com Filipe faz de intermediário entre Jesus e os gregos. O nome de Santo André nunca mais se lê no novo testamento. Nada se sabe ao certo sobre o seu apostolado, mas antigas tradições dizem que evangelizou o Sul da Rússia e os Balcãs, vindo a ser crucificado na Grécia, no Acaia. São-lhe atribuídas, ao morrer, as belíssimas considerações sobre o amor à cruz.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

Fonte: http://cela-nova.blogs.sapo.pt/


O Pelourinho


O Pelourinho foi construído em 1514, é por isso um monumento quinhentista erigido quando era Administrador Particular da região, D. Jorge de Melo.

É um dos símbolos do poder municipal mais simples dos Coutos de Alcobaça, sendo constituído por um cilíndrico liso, assente sobre três degraus circulares. A cerca de um metro acima do 3º degrau aparece um espigão de ferro com um orifício na extremidade.

Até dois palmos abaixo do espigão o fuste está desgastado (segundo se crê pelo roçar das correntes dos condenados, presos ao espigão de ferro). No capitel cónico sobressaem as armas dos D. Abades de Alcobaça e a esfera dos descobrimentos.

O remate é feito em forma de pinha simples (pirâmide de quatro faces). Na face voltada ao Norte, possui uma esfera armilar e na face voltada a Sul, um escudo (ou brasão do Mosteiro). Estas faces estão cobertas por uma coroa. As outras duas faces estão ornamentadas com o motivo de empenas de igreja.


A Tríade



Um conjunto de três cruzes latinas, de perfil rectangular, destaca-se de forma relevada num edifício, de uma casa antiga junto à Igreja de Santo André. Segundo se crê, estes simbolos estão ligados ao culto do Espirito Santo e à Santissima Trindade.

Esta tríade em baixo relevo, compõe-se com 3 cruzes, assentes em peanhas em forma de campânula invertida alada com alargamento na base, sendo a do centro, de maior altura, lanceolada, apontada em semi-circulos, ladeada por duas cruzes de hastes flordelizadas. As cruzes são alinhadas pelo topo do braço superior.

Trabalho elaborado por: Beatriz Santos, nº 7, 7º F

Fonte: www.celanova-alcobaça.com/monumentos

Fotos: Dias dos Reis