quinta-feira, 25 de março de 2010

Pederneira - sua História


No cume da Serra da Pederneira existia a vila medieval da Pederneira, que vivia a partir de um importante porto e de estaleiros. A Pederneira, que na idade média tinha por trás um extenso golfo, foi um grande porto de mar, entre os séculos XII e XVI. Ali existia um dos mais importantes estaleiros navais do reino.

Até aos princípios do século XVII a zona que hoje correspondente à Nazaré, só estava formada por dois núcleos, O Sítio e a Pederneira. O mar penetrava até a Serra da Pederneira, ocupando a actual Praia da Nazaré. Com o recuar das águas, forma-se a Praia da Nazaré, com a população que desce e começa a estabelecer-se na costa.


O nome desta antiga vila medieval da Pederneira terá tido origem num tronco de conífera fossilizado e encontrado na região onde hoje é o cemitério da Pederneira. Este fóssil silidificado, poderá ter sido utilizado pelo Homem do Neolítico como menhir, integrando um conjunto de alinhamentos regionais com significado mágico/religioso, englobado, desde muito cedo, nas crenças arcaicas dos grupos humanos que colonizavam esta região.

Este antigo marco terá sido encontrado pelos primeiros povoadores. O espaço sacralizado pelo símbolo pagão, onde foi encontrado pela primeira vez, é mantido como cemitério até à actualidade preservando, assim, o seu significado religioso.


Por volta de 1514, quando D. Manuel concedeu novo foral à vila da Pederneira, foi erguido na praça principal um pelourinho em estilo manuelino. A Pederneira preservou o estatuto concelhio até 1855, altura em que, por declínio demográfico face à evolução recente da cosmopolita Praia da Nazareth, foi anexado ao concelho de Alcobaça até à criação do município da Nazaré em 1912.

Em 1886, o tronco fossilizado foi transportado para a Praça Bastião Fernandes a partir do antigo cemitério, em substituição do antigo pelourinho manuelino então destruído, como que apelando a um sentimento autonómico. Deste modo, a partir de 1912, torna-se no único exemplo do mundo em que um fóssil foi aproveitado directamente como símbolo popular da soberania local.


Depois da actividade portuária, surge a monumentalidade do sítio. Corria o século XIX quando no Largo Bastião Fernandes se levantou um pelourinho. Dois séculos antes tinha sido construído o edifício dos Paços do Concelho. A Igreja Matriz é ainda mais antiga (século XVI).

Trabalho elaborado por: Bruna Duarte Silva, nº 8, 7º F, Grupo 3.

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/

Fotos: Dias dos Reis 

terça-feira, 23 de março de 2010

Valado dos Frades - Monumentos e locais a visitar

Igreja de São Sebastião


A Igreja de S. Sebastião foi reconstruída em 1866 e mais tarde em 1965. A Sacristia pertencera outrora à Junta de Paróquia e mais tarde a Junta de Freguesia.

A Igreja possui uma imagem do padroeiro da freguesia, o mártir S. Sebastião, que está também associado à defesa das plantações e do gado, sendo, por isso, patrono de muitas localidades rurais, como o Valado dos Frades.

São Sebastião é um dos mártires mais conhecidos do Catolicismo e a iconografia retrata-o atado a uma árvore, desnudado e cravado de setas. Desde os séculos iniciais da era cristã, os fiéis invocam-no como advogado contra as pestes e as doenças do gado, sendo por isso muito popular entre as comunidades rurais. É celebrado a 20 de Janeiro com festas onde não faltam o pão e a carne.


Símbolo da religiosidade rural e da cultura popular ancestral de Valado dos Frades, a festa deste santo, a “Festa das Chouriças” é todos os anos celebrada na vila.

Fonte dos Namorados


A Fonte dos Namorados, construída em 1932 que se situa na Praça do centro da vila e perto da estrada da Quinta do Campo.


Quinta do Campo
Nas proximidades do mar e do maior pinhal de Portugal, entre campos de regadio e zonas de floresta, encontra-se ainda esta Quinta, muito bem conservada, com seis séculos de história.

A Quinta do Campo foi uma das primeiras granjas agrícolas do Mosteiro de Alcobaça, construídas durante os cem anos que os Monges de Cister levaram a erguer nos séc. XII e XIII a sua Abadia de Sta. Maria.

Diferiu das restantes por se situar no extremo mais a Poente da região e entre os dois braços de mar que as águas afluentes adoçavam.

Enquanto as terras afectas às outras granjas iam sendo cedidas a colonos ou aos habitantes das povoações, as da Granja do Valado mantinham-se na posse do Mosteiro, e este acrescentava-lhe importância em edificações e em ocupação humana, de tal modo que desempenhou a partir do séc. XIV funções de Escola Agrícola.

A experiência em hidráulica agrícola facilitou a secagem dos paúis da Cela e do Valado, com a conquista de terras à lagoa.


Mercê deste sucesso aumentou a sua área e daí a necessidade da demarcação das suas novas fronteiras, a mudança do seu nome de "Granja do Valado", que integrava já outras quintas como a da Torre e da Almoínha, para Quinta do Campo, em razão do excelente "campo" que passava a explorar..

É já com este nome que o Real Mosteiro requer o Tombo da Quinta do Campo, a fim de evitar futuras querelas com a Casa da Nazaré e com a Confraria da Pederneira - mereceu Alvará Régio a 16 de Dezembro de 1779.

Foi iniciada a medição e demarcação em Março de 1782, tendo sido dadas como finalizadas e aprovadas por sentença de 18 de Junho de 1782.

Intervieram os confinantes próximos como a Colegiada de Nossa Senhora da Pederneira, do Real Convento de Cós, o Capitão-Mor das vilas de Óbidos, Caldas da Rainha, Salir do Porto e Peniche - o que dá uma ideia da extensão e importância da Quinta do Campo.

Dos autos constam a descrição dos edifícios hoje existentes, com excepção da casa de habitação que foi construída sobre um pequeno convento e uma capela dedicada a N. S. da Conceição.

Pràticamente intacta a Quinta do Campo foi confiscada à Ordem de Cister quando da extinção das Ordens Religiosas em 1832 e veio a ser adquirida em hasta pública pelo Conde de Vila Real, que a vendeu a um cidadão de Pontevedra, D. Manuel Yglesias, o qual mandou construir os edíficios actuais que são de traça francesa.


A obrigação de desobstruir a foz da Pederneira era obrigação dos Frades Bernardos, obrigação que D. Manuel Yglesias manteve até Outubro 1862, mas por sentença judicial de 1866, foi dispensado dessa obrigatoriedade.

Por morte de D. Manuel Yglesias, a Quinta do Campo foi dividida entre os seus nove filhos, mas só duas das suas filhas, Guilhermina e Dolores, conservaram a parte que lhes coube e que constitui a actual Quinta do Campo. Estas duas senhoras foram casadas com Carlos O´Neil, cuja família nada tem a ver com o Valado dos Frades.

A D. Dolores Yglesias O´Neil sucedeu uma sobrinha sua, Margarida Yglesias de Oliveira, casada com o advogado Dr. Manuel Collares Pereira, que foi deputado pelo círculo de Leiria, durante muitos anos, e a quem o Valado deve algumas benesses de que usufrui.

É um dos filhos deste casal, Dr. João Pedro Collares Pereira, recentemente falecido, que era o actual proprietário da Quinta do Campo.


Edifício da Estação de Caminho de Ferro


Estação de Caminhos de Ferro de Valado dos Frades que, em tempos, chegou a vencer alguns troféus pelo jardim mais bonito e mais bem tratado de todas as Estações da linha do Oeste, também possui lindos painéis de azulejos alusivos à praia da Nazaré, Alcobaça e Valado dos Frades.




Mata Nacional


A Mata Nacional do Valado dos Frades é uma parte do Pinhal de Leiria e ocupa um grande número de ha de terreno, ocupado sobretudo de pinhal. Também ali ficam situadas três lagoas.

Das três lagoas, uma ainda se conserva com água todo o ano, embora o seu nível de água tenha baixado. Outra está pantanosa e a que fica mais perto do Valado dos Frades, encontra-se seca, embora em épocas de muita chuva, volte a renascer.


A lagoa de águas perenes, por ficar situada entre a vila de Valado de Frades e Fanhais, no concelho da Nazaré, é conhecida como Lagoa Grande ou do Valado, Lagoa de Fanhais ou ainda... Lagoa do Saloio ou ainda Lagoa do Gago.

Propõe-se que neste Roteiro de Estudo, o percurso depois da saída da vila de Valado dos Frades, se faça pelo caminho da Mata Nacional, para que se aprecie a beleza da paisagem e se possa conhecer a sua bela lagoa.


Monte de S. Bartolomeu ou Monte S. Brás


A meio caminho entre o Valado dos Frades e a Pederneira existe uma excepcional elevação de origem magmática que emerge no meio de uma paisagem dunar coberta pelo Pinhal de Leiria, considerado, por isso, uma “ilha” de flora mediterrânica endémica, que se destaca do pinheiro bravo dominante na região.

É a baliza dos navegantes, que o avistam a mais de 35 Km de distância, todo vestido de vegetação verde-negra até ao cimo.


O seu interesse histórico-religioso e natural é inegável. Achados arqueológicos vieram confirmar a ocupação castreja pré-romana deste morro, outrora conhecido como Monte Siano. A sua ligação à Lenda de Nª Sra. da Nazaré é reconhecida na dupla nomenclatura (S. Brás e S. Bartolomeu), derivada das relíquias destes Santos trazidas por D. Rodrigo e Frei Romano.

No cume, a 156 metros de altitude, acessível por escadas, a grandiosidade do panorama surpreende e encanta. Aqui se encontra a guarita do vigia florestal e uma pequena Capela, local de uma secular romaria a S. Brás, realizada anualmente a 3 de Fevereiro, festa profano-religiosa, que marca o início dos Festejos de Carnaval.


O Monte merece uma visita atenta, pois o interesse da flora local mereceu-lhe, em 1979, o estatuto de “Sítio Classificado”. A vegetação é variada, testemunho de antigas associações florísticas ricas em elementos mediterrânicos.

As duas encostas do Monte são bem distintas e os 32ha que constituem a área classificada oferecem a inesperada diversidade de cerca de 150 tipos de plantas vasculares (dos quais 15 são endemismos ibéricos), um número apreciável de diferentes líquenes e algumas briófitas. Entre as espécies vegetais predominantes encontram-se o carrasco, o medronheiro e o aderno. Na avifauna pode admirar-se o Peneireiro e a Águia de Asa Redonda.


Num triângulo, entre a Nazaré, Valado dos Frades e Fanhais, encontra-se a Duna da Aguieira, a maior duna estabilizada da Europa, com 158 metros de altitude.

Trabalho elaborado por: Patrícia Santos Serrazina, nº 20, 7º F, Grupo 2.

Fonte: http://valadofrades.blogspot.com / Wikipédia / www.freguesia-nazare.com

segunda-feira, 22 de março de 2010

Valado dos Frades - sua História


O Valado dos Frades é uma vila e freguesia portuguesa do concelho da Nazaré. Desde a sua fundação que o Valado pertencia à Pederneira, mas em 1855, face a uma reforma administrativa, passou a fazer parte de Alcobaça.

O Concelho da Pederneira foi restaurado em 1898, e em 1912 passou a chamar-se Concelho de Nazaré, passando o Valado à categoria de freguesia.

No Valado existiu uma das principais Granjas dos Coutos de Alcobaça, a Quinta do Campo, que ainda existe e é hoje um hotel rural.


O seu topónimo, segundo alguns deriva de "velado" (verbo velar) por neste lugar ter existido um frade cuja função era "velar" ou "Vigiar", a agricultura e matas dos campos que pertenciam ao Mosteiro de Alcobaça. Segundo outros, por nos campos à sua volta, existirem muitas valas (campos valados), para a sua drenagem. Quanto a "dos Frades", deve-se à presença dos Frades de Cister que se instalaram no Valado, por volta da segunda metade do séc. XVIII na Ermida do Padroeiro S. Sebastião

Desde então os frades da Ordem de Cister realizaram uma obra de colonização agrícola, exercendo a sua autoridade através da ainda existente Quinta do Campo. Segundo reza a história foi aqui que estes frades esconderam um valioso tesouro durante as Invasões Francesas.

Segundo alguns historiadores, os frades da Ordem de Cister teriam ali fundado uma Escola Agrícola, que foi frequentada por muitos estrangeiros, nomeadamente franceses, que ficaram interessados nas modernas técnicas agrícolas ali desenvolvidas.


O Valado dos Frades é hoje uma vila, onde uma pequena minoria, ainda segue a tradição da agricultura, principalmente no cultivo de cenouras, batatas, couves, feijão verde e outros produtos hortícolas. As terras do Valado ainda hoje são férteis, em parte por ser rodeado pelos rios da Areia, Alcôa, rio do Meio e das Tábuas, que favorecem uma rega farta.

Mas o que permitiu na realidade o desenvolvimento económico da freguesia, foram as fábricas de faianças e de porcelana, todas elas exportadoras, que abriram vários postos de trabalho aos valadenses e ao resto da população do Concelho da Nazaré. No entanto a crise nacional e internacional, que se vive no presente, foi a razão pela qual, muitas delas terem que fechar as suas portas.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº9, 7º F, Grupo 1.

Fonte: www.valadoalcobaça/historia.com

Fotos: Dias dos Reis

domingo, 21 de março de 2010

Cela Nova - Monumentos e locais a visitar


Igreja Paroquial de Santo André


O primeiro lugar de culto que existiu na Cela estava completamente em ruínas, quando D. Manuel I mandou edificar no mesmo local uma nova igreja, dedicada a Santo André.

Da primitiva construção desse templo pouco resta e da última grande reconstrução efectuada em 1909 foi-nos deixada a talha barroca setecentista do altar-mor, a pia baptismal do séc. XVI e as seis gárgulas com formas de animais que guarnecem os flancos do templo. A Capela-mor é de abóbada e no altar está colocada a imagem do padroeiro Santo André.

Santo André foi um apóstolo de Jesus Cristo, natural de Betsaida e padroeiro de muitas igrejas em Portugal. Foi com o seu irmão Simeão, discípulo de João Baptista.


Chamado por Jesus “abandona tudo e segue o Mestre”. Raramente Santo André é nomeado no Evangelho, mas é um dos que interroga Jesus sobre o fim do mundo. É também ele que anuncia a Jesus que um jovem tem cinco pães e dois peixes, com os quais será realizado o milagre da multiplicação dos pães.

Com Filipe faz de intermediário entre Jesus e os gregos. O nome de Santo André nunca mais se lê no novo testamento. Nada se sabe ao certo sobre o seu apostolado, mas antigas tradições dizem que evangelizou o Sul da Rússia e os Balcãs, vindo a ser crucificado na Grécia, no Acaia. São-lhe atribuídas, ao morrer, as belíssimas considerações sobre o amor à cruz.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

Fonte: http://cela-nova.blogs.sapo.pt/


O Pelourinho


O Pelourinho foi construído em 1514, é por isso um monumento quinhentista erigido quando era Administrador Particular da região, D. Jorge de Melo.

É um dos símbolos do poder municipal mais simples dos Coutos de Alcobaça, sendo constituído por um cilíndrico liso, assente sobre três degraus circulares. A cerca de um metro acima do 3º degrau aparece um espigão de ferro com um orifício na extremidade.

Até dois palmos abaixo do espigão o fuste está desgastado (segundo se crê pelo roçar das correntes dos condenados, presos ao espigão de ferro). No capitel cónico sobressaem as armas dos D. Abades de Alcobaça e a esfera dos descobrimentos.

O remate é feito em forma de pinha simples (pirâmide de quatro faces). Na face voltada ao Norte, possui uma esfera armilar e na face voltada a Sul, um escudo (ou brasão do Mosteiro). Estas faces estão cobertas por uma coroa. As outras duas faces estão ornamentadas com o motivo de empenas de igreja.


A Tríade



Um conjunto de três cruzes latinas, de perfil rectangular, destaca-se de forma relevada num edifício, de uma casa antiga junto à Igreja de Santo André. Segundo se crê, estes simbolos estão ligados ao culto do Espirito Santo e à Santissima Trindade.

Esta tríade em baixo relevo, compõe-se com 3 cruzes, assentes em peanhas em forma de campânula invertida alada com alargamento na base, sendo a do centro, de maior altura, lanceolada, apontada em semi-circulos, ladeada por duas cruzes de hastes flordelizadas. As cruzes são alinhadas pelo topo do braço superior.

Trabalho elaborado por: Beatriz Santos, nº 7, 7º F

Fonte: www.celanova-alcobaça.com/monumentos

Fotos: Dias dos Reis

Cela Nova - sua História


A povoação de Cela Nova, está inserida numa área de terreno plano, com vista magnífica de terra e mar. Com sete séculos de existência, a povoação foi uma antiga Vila dos Coutos de Alcobaça.  Apesar de ser uma terra muito antiga, existem poucos elementos que nos permitam conhecer o seu passado antes da presença dos Monges Cistercienses.

Referem alguns autores que esta freguesia era atravessada por uma via romana, muito concorrida, cujo itinerário não passava por Alcobaça, mas pela Cela Velha e rente à Lagoa da Pederneira.

Os Coutos de Alcobaça gozavam de uma jurisdição especial e os colonos encontravam aqui benefícios especiais, que faziam com que muitos furagidos à justiça do reino aqui encontrassem asilo, acolhimento e sobretudo terra e trabalho para se fixarem.

Os monges foram estabelecendo granjas ou herdades, que iam povoando, atribuindo aos colonos condições favoráveis para que se instalassem nos Coutos e aqui fixassem residência. Este foi o processo que acontecia com as outras freguesias e que aconteceu certamente também na Cela.

Em 26 de Maio de 1286 D. Frei Martinho II, 15º Abade do Mosteiro de Alcobaça deu aos primeiros 60 habitantes da Cela a primeira Carta de Povoação, que estabelecia os direitos e deveres dos colonos. Nela estes deveriam pagar um quarto da produção de todas as culturas ao mosteiro, contudo na produção proveniente de terras desbravadas pelos próprios colonos, estes pagariam apenas um quinto da produção.


Uma nova carta de povoação foi atribuída à Cela no ano de 1324 e no dia 1 de Setembro de 1514 a Cela Nova recebeu Foral Novo e definitivo, que lhe foi atribuído pelo Rei D. Manuel I.

Contudo deve acrescentar-se que estas terras não estariam desertas e até já teriam alguns habitantes, mesmo antes de receberem forais. A existência da Cela Velha permite-nos concluir que já existiria ali um povoado, na zona mais costeira, que poderia ter funcionado como um posto avançado, para uma melhor estratégia de defesa da costa.

A povoação da Cela Nova foi-se desenvolvendo e chegou a ser vila e sede de concelho. A agricultura teve aqui desde cedo um notável desenvolvimento ao ponto de aqui ter existido uma Escola Prática de Agricultura.

A origem do nome "Cela", segundo Baptista de Lima deve-se a uma antiga tradição segundo a qual algumas mulheres se enclausuravam em celas por toda a vida sem nunca de lá saírem, daí aparecerem cerca de duas dezenas de povoações portuguesas com este nome.

Na Cela não existe tradição ou lenda que indique a existência de alguma destas “celas”. Para Mário de Sá o topónimo Cela poderá ter origem na palavra “cala, calha” ou “quelha”, que significava caminho, teoria que poderá ter alguma lógica já que neste local existia uma via romana que ligava Lisboa ao Norte e que passava junto à Cela Velha.

Porém, uma outra explicação que será talvez mais aceitável e mais lógica, pois tem por base elementos relacionados à vida e actividade dos Monges de Alcobaça. Segundo uma velha lenda, um frade cisterciense instalou-se numa “pequena cela”, onde recebia os tributos dos habitantes destinados ao Mosteiro, que depois eram arrecadados na “tulha” (uma espécie de armazém), e por isso o local ficou a ser designado por “Cela”.

Trabalho elaborado por: Beatriz Santos, nº 7, 7º F

Fonte: www.celanova-alcobaça.com/historial

Bárrio - Monumentos e locais a visitar


Igreja Paroquial de S.  Gregório



No Bárrio encontra-se a Igreja Paroquial, mais conhecida por Igreja Nova. De salientar que no altar-mor está a imagem de S. Gregório Magno que veio da Ermida com o mesmo nome em Almarça (Ávila). É uma escultura quinhentista, com uma altura de 92 centímetros. O padroeiro do Bárrio é precisamente S. Gregório, em honra do qual são realizadas, anualmente, as festas da freguesia.


Museu Monográfico do Bárrio


Este museu foi aberto ao público a 8 de Novembro de 1981. O seu espólio foi encontrado em Parreitas e é demonstrativo das diversas actividades dos habitantes daquele local, com especial relevo para as de carácter essencialmente quotidiano, incidindo também sobre a exploração agrícola e pecuária e também sobre a pesca na lagoa, fértil em todo o tipo de peixes e mariscos.


As cerâmicas e os utensílios relacionados com a tecelagem e a metalurgia, revelam uma economia local que não deixava de parte os contactos comerciais.


Castro de Parreitas


Na descida a caminho de Valado dos Frades, situada nas colinas do Bárrio e debruçada sobre a antiga Lagoa da Pederneira, a Villa Romana de Parreitas é testemunho de uma ocupação humana que se estende entre os séculos I e IV, sendo herdeira de uma tradição que remonta desde o Calcolítico e se prolonga até à Alta Idade Média.
    
Já referenciada por Vieira Natividade (professor alcobacense) nos finais do século XIX, a Villa toma-se objecto de escavações e estudos sistemáticos a partir de 1980.


A casa da Villa de Parreitas apresenta uma tipologia arquitectónica mediterrânea, adaptada ao clima da região, com habitações dispostas em torno de um "atrium" (pátio central).

Trabalho elaborado por: Fabiana Crisóstomo Costa, nº 14, 7º F, Grupo 2

Fonte: wikipedia / http://www.freguesiabarrio.pt/

Bárrio - sua História


A povoação do Bárrio fica situada a escassos quilómetros da Cela Nova. Foi uma antiga granja do Mosteiro de Alcobaça e segundo alguns historiadores, já foi habitada pelos mouros, encontrando-se lá perto,  ruínas de uma grande cisterna.

Aquando da elevação a freguesia, em 29 de Maio de 1933, o Bárrio iniciou um novo capítulo na sua história, constituindo, desde esse mesmo ano, a mais nova freguesia do concelho de Alcobaça. A visita a esta freguesia proporciona o desfrute de magníficas paisagens, quer a nascente com a bela e conhecida Serra dos Candeeiros, quer a poente com o mar, passando ainda pelos férteis campos do Bárrio, Cela Nova e Valado dos Frades.

Quanto à origem do topónomio, que se julga existir desde o séc. XII, pensa-se ter origem na palavra "barro", que é muito abundante na região. Porém Manuel Vieira Natividade, refere que a palavra Bárrio, provem da palavra "Bairro", parecendo ser esta a derivação mais correcta.

Trabalho elaborado por: Fabiana Crisóstomo Costa, nº 14, 7º F, Grupo 2

Fonte: wikipedia / http://www.freguesiabarrio.pt/ / Furtado Marques, Maria Zulmira; "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994.