domingo, 21 de março de 2010

Bárrio - Monumentos e locais a visitar


Igreja Paroquial de S.  Gregório



No Bárrio encontra-se a Igreja Paroquial, mais conhecida por Igreja Nova. De salientar que no altar-mor está a imagem de S. Gregório Magno que veio da Ermida com o mesmo nome em Almarça (Ávila). É uma escultura quinhentista, com uma altura de 92 centímetros. O padroeiro do Bárrio é precisamente S. Gregório, em honra do qual são realizadas, anualmente, as festas da freguesia.


Museu Monográfico do Bárrio


Este museu foi aberto ao público a 8 de Novembro de 1981. O seu espólio foi encontrado em Parreitas e é demonstrativo das diversas actividades dos habitantes daquele local, com especial relevo para as de carácter essencialmente quotidiano, incidindo também sobre a exploração agrícola e pecuária e também sobre a pesca na lagoa, fértil em todo o tipo de peixes e mariscos.


As cerâmicas e os utensílios relacionados com a tecelagem e a metalurgia, revelam uma economia local que não deixava de parte os contactos comerciais.


Castro de Parreitas


Na descida a caminho de Valado dos Frades, situada nas colinas do Bárrio e debruçada sobre a antiga Lagoa da Pederneira, a Villa Romana de Parreitas é testemunho de uma ocupação humana que se estende entre os séculos I e IV, sendo herdeira de uma tradição que remonta desde o Calcolítico e se prolonga até à Alta Idade Média.
    
Já referenciada por Vieira Natividade (professor alcobacense) nos finais do século XIX, a Villa toma-se objecto de escavações e estudos sistemáticos a partir de 1980.


A casa da Villa de Parreitas apresenta uma tipologia arquitectónica mediterrânea, adaptada ao clima da região, com habitações dispostas em torno de um "atrium" (pátio central).

Trabalho elaborado por: Fabiana Crisóstomo Costa, nº 14, 7º F, Grupo 2

Fonte: wikipedia / http://www.freguesiabarrio.pt/

Bárrio - sua História


A povoação do Bárrio fica situada a escassos quilómetros da Cela Nova. Foi uma antiga granja do Mosteiro de Alcobaça e segundo alguns historiadores, já foi habitada pelos mouros, encontrando-se lá perto,  ruínas de uma grande cisterna.

Aquando da elevação a freguesia, em 29 de Maio de 1933, o Bárrio iniciou um novo capítulo na sua história, constituindo, desde esse mesmo ano, a mais nova freguesia do concelho de Alcobaça. A visita a esta freguesia proporciona o desfrute de magníficas paisagens, quer a nascente com a bela e conhecida Serra dos Candeeiros, quer a poente com o mar, passando ainda pelos férteis campos do Bárrio, Cela Nova e Valado dos Frades.

Quanto à origem do topónomio, que se julga existir desde o séc. XII, pensa-se ter origem na palavra "barro", que é muito abundante na região. Porém Manuel Vieira Natividade, refere que a palavra Bárrio, provem da palavra "Bairro", parecendo ser esta a derivação mais correcta.

Trabalho elaborado por: Fabiana Crisóstomo Costa, nº 14, 7º F, Grupo 2

Fonte: wikipedia / http://www.freguesiabarrio.pt/ / Furtado Marques, Maria Zulmira; "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994.

Vestiaria - Monumentos e locais a visitar

Igreja de Nossa Senhora da Ajuda


Fachada de empena triangular, com torre sineira e coruchéu, apresenta um esplêndido portal manuelino, radiado, de seis pontas, com esfera armilar ao centro, sobre um copulo finamente trabalhado que sobrepõe as armas dos Mellos, imposto a meio do vão primorosamente golpeada.


O interior da Igreja de Nossa Senhora da Ajuda é de uma só nave, coberta de madeira, com um arco triunfal recortado. A capela-mor é fechada por uma abóbada de nervuras, tendo no fecho o brasão dos Mellos. Os capitéis das colunas são decorados com motivos vegetalistas.



Capela de Santo António - Casais da Vestiaria



Nesta capela há duas pias de água benta, uma românica que se diz ter pertencido ao Mosteiro de Alcobaça com uma taça pousada em quatro colunas e outra manuelina em forma de pinha.

Construída em 1798 no local onde anteriormente existia uma ermida muito antiga a qual havia sido construída pelo moradores e dedicada a Santo António.

Encontram-se referências históricas à Capela de Santo António nas "Memórias Paroquiais da Villa de Cela Nova", de 6 de Novembro de 1758, onde o vigário Manoel Joze da Silva escreve:

"A Parochia está dentro da Villa, tem os logares seguintes, além dos supra relatados, que são do termo desta Villa da Cella, tem por freguezes no termo da Villa de Alcobaça os moradores dos logares, Cazais que agora se declaraão Almarão, Cazais de Santo António com trinta e quatro vezinhos...

...Em os Cazais de Santo António, vulgo almarão, há huma Irmida antigua do Glonoso Santo António de que são admenistradores os moradores dos ditos Cazais, que há tempo immemorial a eregirao; neste não se costuma dizer missa senão por acazo..."

Encontra-se ainda uma outra referência importante em noticia remetida à Academia Real de D. João V.

"Lugares e Cazaes do termo e vezinhos e maes lugares pios...
A Aldea de Vestiaria com 76 vezinhos, com huma igreja Paroquial do orago de N. Sra. da Ajuda que he tão bem confraria, tem maes a confraria do Senhor, a confraria do Espirito Sancto, a do nome de Jezus, a de N. Sra. do Rozario e a das Almas. A Aldea dos Cazaes de Sancta Martha e dos Caniços com 52 vezinhos, com huma Capella de Santa Martha com capellão. Os Cazaes de Sancto Antonio e da fonte com uma Ermida do mesmo Sancto com 19 vezinhos".


Trabalho elaborado por: Pedro Miguel, nº 21, 7º F

Fonte: http://www.vestiaria.com/visita/monumentos.htm


Quinta do Cidral

Nas proximidades da Vestiaria encontra-se uma bela quinta que os antigos diziam ser o local onde se faziam as vestes para os monges cistercienses da Abadia de Santa Maria de Alcobaça.

Quinta extremamente bem cultivada, era famosa pelos seus laranjais, que os frades desveladamente tratavam. Esta granja, segundo a lenda está ligada ao mosteiro através duma passagem subterrânea.


Termas da Piedade


No sopé da Serra da Vestiaria existem umas termas antigas ainda em funcionamento, denominadas Termas da Piedade por ter existido naquele local uma capela dedicada à Senhora da Piedade. Esta capela pertencia à Quinta da Torre que estava sob alçada da Ordem de Cister.


Por iniciativa dos Frades de Cister ergueu-se nestas paragens uma pequena casa, que ainda hoje existe,  onde os doentes se tratavam com essas belíssimas águas e respiravam o ar puro das matas da Serra da Vestiaria.


Trabalho elaborado por: Catarina Fialho, nº10, 7º F

Fonte: http://vestiaria.com/visita/monumentos.htm

Fotos: Dias dos Reis

Vestiaria - sua História


A Vestiaria pertence ao concelho de Alcobaça, situando-se apenas a 2 kms da sede do concelho.

A região onde se insere a freguesia de Vestiaria foi sucessivamente habitada pelos romanos, pelos alanos, suevos e visigodos. Posteriormente, a região foi ocupada pelos árabes durante cerca de 500 anos, que se encarregaram de recuperar a prosperidade que tinha sido conseguida pelos romanos.

Nesta época, nasceu o Castelo de Alcobaça (de origem árabe); porem, aquando da conquista de Santarém aos mouros, o Castelo de Alcobaça juntamente com o Castelo de Alfeizerão, foi-lhes tomado por D. Afonso Henriques, em 1148, tendo Alcobaça recebido deste monarca, uma carta de couto, atribuindo-lhe vastos limites.

Assim, e devido à sua situação junto da vila e mosteiro de Alcobaça, de que fica muito próxima,  supõe-se que a Vestiaria tenha sido habitada desde épocas bastante remotas; julgando-se, alem disso, que a Vestiaria tenha assistido a todos os acontecimentos ocorridos em Alcobaça, desde a atribuição da carta de couto até à fixação populacional, acabando por beneficiar de todos estes desenvolvimentos.

Apesar de se depreender que a ocupação humana no território seja anterior á Nacionalidade, tudo parece indicar que no século XII a localidade da Vestiaria se não estava erma, estava pelo menos pouco povoada, tendo sofrido o repovoamento pelos cistercienses.

A sua fundação deve-se, provavelmente, à construção da Igreja Matriz que ostenta o mais belo portal manuelino da região. A Vestiaria cresceu à volta da sua Igreja, tendo esta sofrido algumas alterações com o passar do tempo.

Consta que o abade D. Jorge de Mello, ao ver que o Mosteiro de Alcobaça se tornava um asilo de criminosos e vagabundos, escreveu ao rei D. Manuel, pedindo que fosse criado, longe do mosteiro, um local para onde fossem transferidos esses indivíduos.

O local escolhido foi a crista do monte em frente ao Mosteiro, que recebeu o nome de Vila de S. Bernardo, mais tarde denominado Vestiaria. O seu destino inicial, contudo, nunca terá sido cumprido, tendo sido transferido para S. Martinho do Porto.

De acordo com algumas referências a etimologia do nome Vestiaria deriva do facto de os ganhos da população terem como destino, fornecer as roupas ou vestes, para os frades do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

Manuel Vieira Natividade escreveu que era nesta localidade, anteriormente o "Vestiario", que se confeccionavam as roupas para os frades do Mosteiro. E assim, ou porque ai se faziam as roupas para os frades da abadia, ou porque os rendimentos que os Monges de Cister obtinham desse local se destinavam às suas vestes, o nome de Vestiaria estará ligado dessa forma ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

Hoje em dia crê-se que a etimologia da palavra estará mais provavelmente relacionada com o facto de ter existido no local pelo menos um facho que serviria de ponto de referência para os barcos que entravam no golfo de mar que ia até à Fervença, Maiorga, Valado de Frades e Alfeizerão.

Trabalho elaborado por: Catarina Fialho, nº 10, 7º F

Fonte: www.vestiarialcobaça.pt/anossahistoria/

sexta-feira, 19 de março de 2010

Alcobaça - Monumentos a visitar (2)


Alcobaça cresceu em redor de um castelo árabe e, depois, de um mosteiro cristão: entre os dois, um emaranhado de ruas de aspecto medieval ornamentadas de igrejas como a da Igreja da Misericórdia e a de Nossa Senhora da Conceição recorda-nos a sua história antiga.


Neste 2º Roteiro de Estudo, propõe-se a visita às antigas capelas e igrejas de Alcobaça, uma vez que a visita ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, foi proposta no 1º Roteiro de Estudo.


Igreja da Misericórdia



Situada ao fundo da Rua do Castelo, esta Igreja foi mandada erigir pelo Rei D. Manuel I no local ande existiu a Ermida de S. Vicente.

Em 1653 um violento tremor de terra que assolou Alcobaça derrubou-a por completo e por isso foi posteriormente reconstruída expensas do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, no séc. XVI. Mais tarde foi restaurada no séc. XIX.

O portal é do final da renascença, e tem frontão com óculo. Interiormente possui uma nave ladeada por balaústres, altar-mor e duas capelas colaterais. A imagem de Nossa Senhora do Carmo, bem pintada, está numa das capelas colaterais.


Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Nova



Foi iniciada a sua construção no ano de 1648, no local onde existiu a Igreja de Santa Maria a Velha, a primeira paroquial de Alcobaça.

Nesta última igreja residiram os primeiros cistercienses antes da construção do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Então, segundo se julga, ali foram degolados cerca de 400 frades, numa das arremetidas dos mouros comandados por Miramulim. Quando da mudança dos frades para o Mosteiro estes levaram os restos mortais das vítimas que jazem em lugar desconhecido do Mosteiro.


Segundo a tradição, D. Sancho I viveu os últimos anos de sua vida em Santa Maria a Velha e ali morreu.

A Igreja da Conceição foi reedificada com novas dependências e um colégio, que posteriormente, foi instalado na ala esquerda do Mosteiro.

Esta igreja apresenta uma fachada vulgar, com frontão triangular com óculo, ladeada por dois pináculos e encimado por uma cruz. O seu portal é ornamentado. Interiormente tem uma só nave, 2 altares laterais e o altar-mor é revestido a talha dourada.


Capela de Nossa Senhora do Desterro


Fundada no séc. XVIII por Frei João Paim, que para o local mandou vir o corpo de Santa Constança, até então conservado em Roma. Constitui um bom exemplar da arquitectura barroca.

Dois pares de colunas salomónicas ladeiam o pórtico, sobrepujado de um óculo que interrompe o frontão. Os dois pilares da fachada são rematados acima da cimalha por pirâmides ornamentais e entre elas, ascende o corpo de nicho bem barroco, onde se abriga um grupo escultórico. Interiormente é forrada com azulejos do séc. XVIII.



Capela de Santa Ana



A pequena Capela centenária, tem empena triangular, encimada por uma cruz, ladeada por dois pináculos. Meio enterrada, só tem uma parte do portal e duas janelas à superfície.

Em tempos passados, as "peixeiras da Nazaré" quando vinham o pé para Alcobaça e passavam pelo local onde está erigida a capelinha, nunca deixavam de se persignar, em sinal de respeito e veneração à Santa Ana.


Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F

Fonte: alcobaca.no.sapo.pt

Fotos: Dias dos Reis

quinta-feira, 18 de março de 2010

2º Percurso de Estudo

2º Roteiro - Benedita,  Alcobaça, Casais da Vestiaria, Vestiaria, Bárrio, Cela Nova, Valado dos Frades, Pederneira, Sitio da Nazaré, Benedita.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sala dos Reis - Mosteiro de Alcobaça


Ao lado da entrada do Mosteiro, do lado esquerdo, por onde terminam habitualmente as visitas ao Mosteiro, encontra-se a Sala dos Reis, onde se encontram as imagens de várias figuras régias.

Na Sala dos Reis, encontram-se em cima de pedestais, colocadas a meia altura da sala, as 19 estátuas dos reis de Portugal desde D. Afonso Henriques, até D. José I.

As estátuas são obras em barro policromado dos monges barristas. A sequência de reis não está terminada devido à expulsão das ordens religiosas e ao facto do Mosteiro ter ficado desabitado.


A sala é decorada com azulejos que retratam acontecimentos de alguns episódios da história de Portugal e do Mosteiro.

Nos azulejos azuis, datados do último terceto do século XVIII, que revestem as paredes da Sala dos Reis, representou-se a história da fundação do Mosteiro de Alcobaça. Nesse local, encontra-se também um grupo de estátuas de D. Afonso Henriques, de São Bernardo de Claraval e do Papa Inocêncio II que representam a coroação imaginária do rei português no ano de 1139.

Nesta sala, encontra-se agora também, a loja do Mosteiro.

Fonte: Wikipédia