domingo, 21 de março de 2010

Vestiaria - sua História


A Vestiaria pertence ao concelho de Alcobaça, situando-se apenas a 2 kms da sede do concelho.

A região onde se insere a freguesia de Vestiaria foi sucessivamente habitada pelos romanos, pelos alanos, suevos e visigodos. Posteriormente, a região foi ocupada pelos árabes durante cerca de 500 anos, que se encarregaram de recuperar a prosperidade que tinha sido conseguida pelos romanos.

Nesta época, nasceu o Castelo de Alcobaça (de origem árabe); porem, aquando da conquista de Santarém aos mouros, o Castelo de Alcobaça juntamente com o Castelo de Alfeizerão, foi-lhes tomado por D. Afonso Henriques, em 1148, tendo Alcobaça recebido deste monarca, uma carta de couto, atribuindo-lhe vastos limites.

Assim, e devido à sua situação junto da vila e mosteiro de Alcobaça, de que fica muito próxima,  supõe-se que a Vestiaria tenha sido habitada desde épocas bastante remotas; julgando-se, alem disso, que a Vestiaria tenha assistido a todos os acontecimentos ocorridos em Alcobaça, desde a atribuição da carta de couto até à fixação populacional, acabando por beneficiar de todos estes desenvolvimentos.

Apesar de se depreender que a ocupação humana no território seja anterior á Nacionalidade, tudo parece indicar que no século XII a localidade da Vestiaria se não estava erma, estava pelo menos pouco povoada, tendo sofrido o repovoamento pelos cistercienses.

A sua fundação deve-se, provavelmente, à construção da Igreja Matriz que ostenta o mais belo portal manuelino da região. A Vestiaria cresceu à volta da sua Igreja, tendo esta sofrido algumas alterações com o passar do tempo.

Consta que o abade D. Jorge de Mello, ao ver que o Mosteiro de Alcobaça se tornava um asilo de criminosos e vagabundos, escreveu ao rei D. Manuel, pedindo que fosse criado, longe do mosteiro, um local para onde fossem transferidos esses indivíduos.

O local escolhido foi a crista do monte em frente ao Mosteiro, que recebeu o nome de Vila de S. Bernardo, mais tarde denominado Vestiaria. O seu destino inicial, contudo, nunca terá sido cumprido, tendo sido transferido para S. Martinho do Porto.

De acordo com algumas referências a etimologia do nome Vestiaria deriva do facto de os ganhos da população terem como destino, fornecer as roupas ou vestes, para os frades do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

Manuel Vieira Natividade escreveu que era nesta localidade, anteriormente o "Vestiario", que se confeccionavam as roupas para os frades do Mosteiro. E assim, ou porque ai se faziam as roupas para os frades da abadia, ou porque os rendimentos que os Monges de Cister obtinham desse local se destinavam às suas vestes, o nome de Vestiaria estará ligado dessa forma ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.

Hoje em dia crê-se que a etimologia da palavra estará mais provavelmente relacionada com o facto de ter existido no local pelo menos um facho que serviria de ponto de referência para os barcos que entravam no golfo de mar que ia até à Fervença, Maiorga, Valado de Frades e Alfeizerão.

Trabalho elaborado por: Catarina Fialho, nº 10, 7º F

Fonte: www.vestiarialcobaça.pt/anossahistoria/

sexta-feira, 19 de março de 2010

Alcobaça - Monumentos a visitar (2)


Alcobaça cresceu em redor de um castelo árabe e, depois, de um mosteiro cristão: entre os dois, um emaranhado de ruas de aspecto medieval ornamentadas de igrejas como a da Igreja da Misericórdia e a de Nossa Senhora da Conceição recorda-nos a sua história antiga.


Neste 2º Roteiro de Estudo, propõe-se a visita às antigas capelas e igrejas de Alcobaça, uma vez que a visita ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, foi proposta no 1º Roteiro de Estudo.


Igreja da Misericórdia



Situada ao fundo da Rua do Castelo, esta Igreja foi mandada erigir pelo Rei D. Manuel I no local ande existiu a Ermida de S. Vicente.

Em 1653 um violento tremor de terra que assolou Alcobaça derrubou-a por completo e por isso foi posteriormente reconstruída expensas do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, no séc. XVI. Mais tarde foi restaurada no séc. XIX.

O portal é do final da renascença, e tem frontão com óculo. Interiormente possui uma nave ladeada por balaústres, altar-mor e duas capelas colaterais. A imagem de Nossa Senhora do Carmo, bem pintada, está numa das capelas colaterais.


Igreja de Nossa Senhora da Conceição, a Nova



Foi iniciada a sua construção no ano de 1648, no local onde existiu a Igreja de Santa Maria a Velha, a primeira paroquial de Alcobaça.

Nesta última igreja residiram os primeiros cistercienses antes da construção do Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. Então, segundo se julga, ali foram degolados cerca de 400 frades, numa das arremetidas dos mouros comandados por Miramulim. Quando da mudança dos frades para o Mosteiro estes levaram os restos mortais das vítimas que jazem em lugar desconhecido do Mosteiro.


Segundo a tradição, D. Sancho I viveu os últimos anos de sua vida em Santa Maria a Velha e ali morreu.

A Igreja da Conceição foi reedificada com novas dependências e um colégio, que posteriormente, foi instalado na ala esquerda do Mosteiro.

Esta igreja apresenta uma fachada vulgar, com frontão triangular com óculo, ladeada por dois pináculos e encimado por uma cruz. O seu portal é ornamentado. Interiormente tem uma só nave, 2 altares laterais e o altar-mor é revestido a talha dourada.


Capela de Nossa Senhora do Desterro


Fundada no séc. XVIII por Frei João Paim, que para o local mandou vir o corpo de Santa Constança, até então conservado em Roma. Constitui um bom exemplar da arquitectura barroca.

Dois pares de colunas salomónicas ladeiam o pórtico, sobrepujado de um óculo que interrompe o frontão. Os dois pilares da fachada são rematados acima da cimalha por pirâmides ornamentais e entre elas, ascende o corpo de nicho bem barroco, onde se abriga um grupo escultórico. Interiormente é forrada com azulejos do séc. XVIII.



Capela de Santa Ana



A pequena Capela centenária, tem empena triangular, encimada por uma cruz, ladeada por dois pináculos. Meio enterrada, só tem uma parte do portal e duas janelas à superfície.

Em tempos passados, as "peixeiras da Nazaré" quando vinham o pé para Alcobaça e passavam pelo local onde está erigida a capelinha, nunca deixavam de se persignar, em sinal de respeito e veneração à Santa Ana.


Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F

Fonte: alcobaca.no.sapo.pt

Fotos: Dias dos Reis

quinta-feira, 18 de março de 2010

2º Percurso de Estudo

2º Roteiro - Benedita,  Alcobaça, Casais da Vestiaria, Vestiaria, Bárrio, Cela Nova, Valado dos Frades, Pederneira, Sitio da Nazaré, Benedita.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

terça-feira, 9 de março de 2010

Sala dos Reis - Mosteiro de Alcobaça


Ao lado da entrada do Mosteiro, do lado esquerdo, por onde terminam habitualmente as visitas ao Mosteiro, encontra-se a Sala dos Reis, onde se encontram as imagens de várias figuras régias.

Na Sala dos Reis, encontram-se em cima de pedestais, colocadas a meia altura da sala, as 19 estátuas dos reis de Portugal desde D. Afonso Henriques, até D. José I.

As estátuas são obras em barro policromado dos monges barristas. A sequência de reis não está terminada devido à expulsão das ordens religiosas e ao facto do Mosteiro ter ficado desabitado.


A sala é decorada com azulejos que retratam acontecimentos de alguns episódios da história de Portugal e do Mosteiro.

Nos azulejos azuis, datados do último terceto do século XVIII, que revestem as paredes da Sala dos Reis, representou-se a história da fundação do Mosteiro de Alcobaça. Nesse local, encontra-se também um grupo de estátuas de D. Afonso Henriques, de São Bernardo de Claraval e do Papa Inocêncio II que representam a coroação imaginária do rei português no ano de 1139.

Nesta sala, encontra-se agora também, a loja do Mosteiro.

Fonte: Wikipédia

Claustro do Poente - Mosteiro de Alcobaça


Este claustro englobava, durante a época medieval, as salas dos irmãos leigos que aí tinham o seu refeitório. Além disso, existiam nesse local as despensas do Mosteiro.

Os irmãos leigos tinham acesso à igreja por um caminho próprio, que se encontra hoje em dia na porta da entrada da Sala dos Reis. Durante as missas, estava-lhes destinada a parte de trás da igreja.

A partir do século XVI, a área dos irmãos leigos foi totalmente transformada. O cardeal D. Henrique (Abade de Alcobaça de 1540 a 1580), mandou construir, nesse local, o Palácio da Abadia com a ordem de que, após a sua morte, essas salas fossem utilizadas para o alojamento de convidados.

Após a sua morte, existem provas da existência do albergue (também no piso superior), da Sala das Conclusões e da Sala dos Reis.

Na Sala das Conclusões encontravam-se as estátuas dos reis portugueses que, entre os anos de 1765 e 1769 foram mudadas para a actual Sala dos Reis que, anteriormente, tinha servido de capela. Mais tarde, a Sala das Conclusões serviu como arquivo e, na época moderna, foi usada pela Repartição das Finanças.

Este claustro pode observar-se muito bem das janelas ou varanda do Dormitório.


Fonte: Wikipédia

domingo, 7 de março de 2010

Sala dos Monges - Mosteiro de Alcobaça


Por baixo da parte norte do Dormitório, acessível através de uma porta que se encontra ao lado da escada para o mesmo, localiza-se a Sala dos Monges. Esta sala possui 560 m², inclinando-se para o lado norte mediante quatro degraus.

Nos primeiros séculos, esta sala servia para o alojamento dos noviços, que não podiam participar na vida normal da ordem dos monges brancos. Quando no início do século XVI, o dormitório dos noviços foi transferido para o segundo andar do Dormitório, a Sala dos Monges transformou-se numa sala de trabalho, numa sala de espera e numa sala de estar dos monges.

Após a construção da nova cozinha, no século XVII, também era nesta sala que eram entregues e armazenadas as mercadorias.

No ponta a sul da Sala dos Monges encontra-se uma separação mural maciça, aberta em direcção ao tecto, formando uma sala estreita em direcção ao muro a norte do Parlatório.

Em 1229, o cabido-geral dos cistercienses decidira que todos os mosteiros deviam ter uma prisão no seu interior. A abadia possuia para a sua jurisdição civil uma prisão nos calabouços do castelo que se localizava acima e a ocidente do Mosteiro. De acordo com a nova regra, o compartimento no final da Sala dos Monges passou a ser utilizado como uma prisão pertencente ao Mosteiro.

Fonte: Wikipédia

O Dormitório - Mosteiro de Alcobaça


Em seguida, abre-se uma porta para acesso à escada do Dormitório. Esta escada foi somente descoberta em 1930, quando se fizeram as obras de renovação. No piso superior, com decoração manuelina, situa-se o amplo Dormitório dos Monges, coberto por uma abóbada de ogivas quadrangulares apoiadas em grossos pilares octogonais.

O Dormitório, que se localiza no primeiro andar, tem o comprimento de 66,5 m e a largura de 21,5m até 17,5m sobre o lado oriental total da parte medieval da abadia, tendo deste modo uma área de perto de 1300 m². Na forma actual e restaurada, o Dormitório apresenta-se na sua forma medieval original.

Na parte superior do lado sul, o Dormitório é aberto por uma grande porta ogival que dá acesso ao transepto a norte da igreja. Antigamente, e nesse local, existia uma escada que descia, cumprindo uma regra cisterciense que obrigava a que o dormitório possuisse duas entradas de acesso.

Na parte superior do lado norte do Dormitório encontravam-se as latrinas, que se encontravam obrigatoriamente separadas por uma sala à parte, uma regra estipulada de igual modo pelas regras cistercienses. As águas eram escoadas para o jardim do lado norte da abadia.

Os monges dormiam no Dormitório todos juntos e totalmente vestidos, sendo separados apenas por uma separação móvel. O abade possuia uma cela própria na parte sul da igreja. Naquele tempo, era esta a disposição existente na maior parte dos mosteiros.

A meio do lado ocidental, há uma porta estreita que dava acesso a uma escada em caracol, que hoje dá acesso à cozinha e, na Idade Média, permitia a entrada no Calefactório. Por este lado, havia também acesso ao claustro superior.

O Dormitório foi sendo alterado ao longo dos séculos. No início do século XVI, adquiriu um segundo chão, inserido mais ou menos ao nível do capitel dos pilares, continuando a existir um pé direito suficiente. Supostamente, era neste lugar que os noviços dormiam.

Por baixo, na metade a norte, foram construídas salas, que eram utilizadas como biblioteca, até à construção da nova Biblioteca em 1755, e arquivo.

No lado sul foram construídas celas, uma vez que, com o alargamento do novo Mosteiro à volta dos claustros, que se encontravam a oriente, este tipo de alojamento substituía as velhas salas de dormir. No lado oriental, através dos alargamentos, o dormitório adquiriu um terraço de acesso directo.

Em 1716, foi construída uma fachada nova ao Dormitório, direccionada a norte. Esta fachada foi coroada com uma estátua do fundador da abadia, D. Afonso Henriques. No ano de 1940, e no âmbito da restauração, foi eliminado o segundo chão inserido anteriormente.

O Dormitório, tal como hoje é visível, é hoje uma sala de três naves de enormes dimensões, utilizado fundamentalmente para eventos culturais como, por exemplo, exposições.


Fonte: Wikipédia