sexta-feira, 5 de março de 2010

Claustro de D. Dinis ou do Silêncio - Mosteiro de Alcobaça


O primeiro claustro e a igreja foram possivelmente completados em 1240. No entanto, é provável que o claustro se tenha desmoronado.

Entre 1308 e 1311 ele foi substituído pelo ainda hoje existente Claustro de Dom Dinis ou Claustro do Silêncio, nome que se deve à proibição de conversação naquele tempo nesse local. As laranjeiras e as sebes de buxo permitem que o lugar tenha sempre um perfume permanente que se intensifica na Primavera.

O seu comprimento à volta é de 203 metros e  tem uma altura média de 5 m. Por ordem do rei D. Manuel I (1469-1521), no início do século XVI, foi adicionado um segundo andar ao claustro. O acesso ao piso superior do claustro efectua-se por um púlpito, uma escada em caracol na parede, interligando também a cozinha ao dormitório.


Fonte: Wikipédia

Os sarcófagos de D. Pedro e D. Inês de Castro - Mosteiro de Alcobaça



Os túmulos de D. Pedro I (1320-1367), com o cognome "O Terrível" ou também "O Justo", e o de D. Inês de Castro (1320-1355), que se encontram em cada lado do transepto, conferem e atribuem um grande significado e esplendor à igreja.

Os túmulos pertencem a uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média. Quando subiu ao trono, D. Pedro I tinha dado ordem de construção destes túmulos para que lá fosse enterrado o seu grande amor, D. Inês de Castro, que tinha sido cruelmente assassinada pelo pai de D. Pedro I, D. Afonso IV (1291-1357).


Este pretendia, também, ser ele próprio ali enterrado após a sua morte. As cenas, pouco elucidativas, representadas nos túmulos, ilustram ou cenas da História de Portugal, ou de origem bíblica ou ainda recorrem simplesmente a fábulas. Por um lado, esta iconografia é bastante extensa, sendo, por outro lado, muito discutível. Ambos os túmulos datam da 1360.


A criação dos túmulos

D. Pedro I casou em 1336, em segundas núpcias, com D. Constança Manuel (1318-1345), uma princesa castelhana. Devido a várias guerras entre Portugal e Castela, D. Constança só chegou a Portugal em 1339. No seu séquito, ela trazia a camareira Inês de Castro, que provinha de uma antiga e poderosa família nobre castelhana.


D. Pedro I apaixonou-se por ela. Em 1345, D. Constança morreu catorze dias após o parto do seu filho sobrevivente, D. Fernando I.

D. Pedro I passou a viver maritalmente e publicamente com D. Inês de Castro, nascendo desta relação três filhos. O pai de D. Pedro I, D Afonso IV, não aceitou esta relação, combatendo-a e, em 1335, condenou D. Inês à morte por alta traição.


Após subir ao trono, D. Pedro I vingou a morte da sua amada (afirmando ter-se casado com ela em segredo no ano de 1354) e decretou que se honrasse D. Inês como rainha de Portugal. Quando em 1361 os sarcófagos estavam prontos, D. Pedro I mandou colocá-los na parte sul do transepto da Igreja de Alcobaça e trasladar os restos mortais de D. Inês de Coimbra para Alcobaça, sob o olhar da maior parte da nobreza e da população.

No seu testamento, D. Pedro I determinou ser enterrado no outro sarcófago de forma a que, quando o casal ressuscitasse no dia do Juízo Final, se olhassem nos olhos (de acordo com as fontes, só existiria o pedido de ser lida diariamente uma missa junto aos seus túmulos).


O túmulo de D. Pedro, com uma decoração detalhada e trabalhada com cenas da vida de S. Bartolomeu, que protegia os gagos, como D. Pedro e o elemento mais importante do túmulo, as duas rodas que representavam a vida e a fortuna e ambas tinham cenas relacionadas com a vida de D. Pedro. Outro símbolo no seu túmulo são os leões que representem a força, neste caso do rei. A sua arca tumular é uma obra-prima gótica, como antes não tinha havido.

O túmulo de D. Inês de Castro, no qual são representadas cenas da sua própria vida incluindo o seu assassinato e cenas da vida de Cristo. Num dos extremos está representado o Juízo Final, quando cada homem se dirige para a eterna morada. A segurar o túmulo em baixo, estão representadas três figuras híbridas que são a alegoria dos assassinos de D. Inês. Mais uma vez, o túmulo é exemplo de uma escultura tumular gótica bastante detalhada, uma obra-prima. Ao lado do seu túmulo existe, agora, um relicário feito por José Aurélio para comemorar os 656 anos após a sua morte.

A sorte dos túmulos

No dia 1 de Agosto de 1569, o rei D. Sebastião I (1554-1578), cujo tio era o cardeal D. Henrique, abade de Alcobaça, mandou abrir os túmulos. De acordo com os relatos de dois monges presentes, enquanto os túmulos eram abertos, o rei recitava textos alusivos ao amor de D. Pedro e de D. Inês. Durante as Invasão Francesa do ano de 1810 os dois túmulos não só foram danificados de forma irreparável, como ainda foram profanados pelos soldados.

O corpo embalsamado de D. Pedro foi retirado do caixão e envolvido num pano de cor púrpura, enquanto a cabeça de D. Inês, que ainda continha cabelo louro, foi atirado para a sala ao lado, para junto dos outros sarcófagos. Os monges reuniram posteriormente os elementos dos túmulos e voltaram a selá-los.

Após o ano de 1810, os túmulos foram sendo colocados em vários sítios da igreja, para voltarem à sua posição inicial no transepto, frente a frente, em 1956. Agora, os túmulos são o destino de muitos apaixonados, que muitas vezes os visitam no dia do seu casamento, para fazerem juras de amor eterno e de fidelidade defronte aos dois túmulos.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sala dos Túmulos Reais - Mosteiro de Alcobaça


Dentro da igreja encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso II (1185-1123; túmulo datado de 1224) e de D. Afonso III (1210-1279).

Os túmulos situam-se dos dois lados da Capela de São Bernardo (contendo a representação da sua morte) no transepto a sul.

Diante destes túmulos, numa sala lateral, a Sala dos Túmulos, posicionam-se oito outros túmulos, nos quais se encontram D. Beatriz, mulher de D. Afonso III e três dos seus filhos.


Um outro sarcófago pertence a D. Urraca, a primeira mulher de D. Afonso II. Não se conhece a história dos outros sarcófagos, estando estes, hoje em dia, vazios após terem sido novamente selados entre 1996 e 2000.

O edifício lateral, onde esses sarcófagos se encontram actualmente, foi reconstruído na sequência dos estragos causados pela grande inundação de 1772. A partir do século XVI, os sarcófagos encontravam-se no transepto a sul e, anteriormente, provavelmente na nave central da igreja.

Fontes: Wikipédia

A Sacristia - Mosteiro de Alcobaça


Pela cabeceira da Igreja faz-se o acesso à Sacristia Joanina, do séc XVIII, através de um espantoso portal manuelino da autoria de João de Castilho, séc XVI, bem como às Capelas das Relíquias e do Senhor dos Passos, ambas em estilo barroco.

A Sacristia medieval de 100 m², que se encontrava no final do lado norte do transepto, foi substituída, no tempo do rei D. Manuel I (1495-1521), por uma sacristia maior de 250 m², do lado sudeste do coro juntamente com um átrio.

Ao mesmo tempo, construiu-se a Capela do Senhor dos Passos. Tanto a sacristia como a capela foram destruídos durante o terramoto de 1755. Na sua reconstrução, conservaram-se os portais manuelinos, que são uns dos poucos elementos de construção deste estilo em Alcobaça. No final da sacristia encontra-se a Capela das Relíquias.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 2 de março de 2010

Deambulatório - Mosteiro de Alcobaça


O Deambulatório é uma obra complexa. A sua estrutura interior, o presbitério, propriamente dito, articula-se com a nave por intermédio de duas paredes opostas, rectas, marcadas por dois pilares nos extremos e de cada lado; Oito colunas de grande diâmetro e robustez com capitéis de cesto troncocónico côncavo e ornamentação vegetalista muito simplificada, sustentam arcos quebrados muito aperaltados; A abóbada, nervurada e ligeira, parte de meias colunas cuja raiz se situa acima daqueles capitéis.


A parte exterior do Deambulatório é dotada de uma abóbada mais pesada e de acordo com os sistemas mais simples utilizados no restante edifício.

Fonte: Wikipédia

Igreja do Mosteiro de Alcobaça


A Igreja do Mosteiro é constituída por uma nave central, duas naves laterais, e um transepto, criando a imagem de uma cruz.

É discutível se a Igreja foi construída, em relação ao altar, ao deambulatório e ao transepto, na forma actual ou se se desviou de forma semelhante àquela desenvolvida no mesmo período por Claraval, tendo um transepto mais curto e sem deambulatório.


Todas as naves têm 20m de altura. A sala do altar é limitada a oriente por um caminho com nove capelas radiais. As outras quatro capelas vão dar, pelos dois lados, ao transepto.

O comprimento total é de 106 m, a largura média é de 22 m e a largura do transepto é de 52 m. Desta forma, esta Igreja é uma das maiores abadias que os cistercienses construíram na Europa, tendo outrora, tido apenas a Abadia de Vaucelles, com 132 m, de maior dimensão, que hoje já não existente.


Apesar de a Abadia de Pontigny, que se localizava igualmente em França, ter com os seus 108 m, dois metros a mais, ela tinha um transepto mais estreito.

A igreja da Abadia de Claraval, que hoje já não existe e que servia de modelo à parte medieval do Mosteiro, tinha o mesmo tamanho. A arquitectura da igreja de Alcobaça é um reflexo da regra beneditina da procura da modéstia, da humildade, do isolamento do mundo e do serviço a Deus.


Os cistercienses partilhavam estas ideias, ornamentando e construindo a estrutura das suas igrejas de forma simples e poupada. Apesar da sua enorme dimensão, o edifício apenas sobressai através dos seus elementos de estrutura necessárias que se dirigem ao céu.

Esta impressão foi restabelecida através da restauração efectuada em 1930. Neste mesmo ano ficou decidida a reconstrução nos moldes da época medieval, eliminando-se muitas construções que foram surgindo ao longo dos séculos. Infelizmente, também se eliminou um órgão. Por conseguinte, as pedras à base de calcário, que constituem o muro, ficaram visíveis, contendo muitas os símbolos do entalhador. Por isso, sabe-se que o seu trabalho era remunerado. As cadeiras do coro, originárias do século XVI, arderam em 1810, durante as Invasões Francesas.


A fachada principal do Mosteiro a ocidente foi alterada entre 1702 e 1725 com elementos do estilo barroco. Desde aí, a fachada da igreja é ladeada, em direcção à praça, por alas de dois andares com um comprimento de 100 m cada.

A própria igreja adquiriu dois campanários barrocos e possui uma fachada de 43 m, ornamentada por várias estatuetas. A escadaria da entrada, com as suas decorações barrocas, data, igualmente, deste tempo.


Da fachada antiga apenas restam o portal gótico e a rosácea. É difícil conhecer-se o aspecto da fachada original, pois foi destruída em 1531. Provavelmente, a igreja não possuiria campanários, correspondendo, deste modo, ao ideal cisterciense da simplicidade.

Fonte: Wikipédia