domingo, 7 de março de 2010

A Cozinha - Mosteiro de Alcobaça


Durante o seu reinado (1656-1667), o rei D. Afonso (1643-1683) deu a ordem de construção de um novo claustro na área noroeste do Mosteiro, através do qual era necessário abdicar da cozinha medieval a oeste do refeitório.

Ao mesmo tempo, os hábitos alimentares dos monges tinham-se alterado. De acordo com as regras cistercienses antigas, a carne e as matérias gordas estavam proibidas aos monges. Abria-se uma excepção no caso de doença, podendo os monges comer carne na enfermaria.

No ano de 1666, o Papa Alexandre VII autorizou o consumo de carne três vezes por semana. Esta autorização desencadeou uma mudança radical nos costumes dos monges, estando a sua pequena cozinha, tecnicamente, impreparada. Assim, foi necessário desviar o calefactório a leste do refeitório para se criar uma cozinha nova.


Para além da cozinha, o Calefactório era a única sala em que se podia aquecer, pelo que, na época medieval, era neste local que os copistas copiavam os seus livros. No entanto, com o alargamento de mais claustros do Mosteiro essa sala tornou-se desnecessária até porque, entretanto, a impressão tinha substituído a cópia manual.

Deste modo, foi construída na área do Calefactório e do pátio uma nova cozinha, de 29 m de profundidade e de 6,50 m de largura, que ultrapassava os dois andares, atingindo uma altura de 18 m. A data exacta da nova construção não é conhecida, embora exista, numa parede da cozinha, uma inscrição com a data de 1712.


Porém, presume-se que a cozinha nova ainda tenha sido construída antes do claustro do rei D. Afonso VI, por volta do século XVII. No meio da cozinha, foi construída uma lareira sobre uma área de ca. de 3 x 8 m, com uma altura de 25 m, com duas lareiras laterais com as medidas de 2,5 m x 1,5 m e de 4 m x 1,5 m de altura igual, sendo estas medidas as mais altas do Mosteiro, após a igreja com a sua nave.

O chão da lareira principal era rebaixado em relação ao nível do solo para que captassem as brasas, pelo que estas disposições – após a abstinência de carne durante séculos – eram propícias ao grelhar e à cozedura de gado. Alguns cálculos concluíram que a cozinha era o suficiente para alimentar mais de 500 monges.


Em 1762, existiam em Alcobaça 139 monges brancos, juntando-se-lhes ainda os irmãos leigos. Por baixo do chão da cozinha corre uma conduta da Levada, um braço artificial do rio Alcoa. A água sai pelo lado norte da cozinha por uma fenda aberta para fluir numa bacia inserida no chão, da qual a água era retirada. Segundo a lenda, os monges terão pescado nesse local, o que parece muito pouco credível.

Do lado oeste da cozinha foram colocadas sete grandes bacias de pedra com saídas por meio de figuras imaginárias ou caretas, das quais saía a água para dentro de duas bacias do tamanho de uma banheira, alimentadas por uma fenda saída da parede.


Esta fenda era alimentada por uma outra afluência de água, que, por sua vez, era alimentada por uma fonte através de uma conduta de 3,2 km com água potável. Em 1762, a cozinha recebeu os azulejos nas paredes e nos tectos que ainda hoje existem.

Fonte: Wikipédia

O Refeitório - Mosteiro de Alcobaça


A oeste e ao lado da nova cozinha encontra-se o Refeitório, a sala de jantar dos monges brancos. O Refeitório era constituído por um pavilhão com três naves com 620 m² ( 29 x 21,5 m).

Por cima da entrada encontra-se uma inscrição em latim de difícil interpretação: respicte quia peccata populi comeditis (lembrem-se que estão a comer os pecados do povo). A sala impressiona pelas suas proporções harmónicas, possuindo janelas tanto do lado norte como a leste.



Do lado oeste, uma escada de pedra conduz ao púlpito do leitor, que lia textos da Ordem durante as refeições. Os monges sentavam-se com os rostos virados para a parede e tomavam a sua refeição em silêncio.

O abade estava sentado com as costas viradas para a parede a norte e observava a sala. No lado oeste da ponta a sul, o Refeitório abria-se para a antiga cozinha medieval, hoje uma sala lateral, que conduz ao claustro de D. Afonso VI.


Alguns metros à frente, encontra-se na mesma parede uma abertura de dois metros de altura e 32 cm de largura, que conduz à sala, não existindo nenhuma explicação científica para ela. De acordo com uma lenda, esta abertura destinava-se ao controle do peso dos monges. Uma vez por mês, os monges tinham de passar por esta porta, o que só era possível fazendo-o de lado. Se, devido ao excesso de peso, os monges não conseguissem passar pela abertura, eram obrigados a fazer dieta.


Fonte: Wikipédia

O Lavabo - Mosteiro de Alcobaça


Junto ao jardim do Claustro de D. Dinis, na galeria Norte, em frente da entrada do refeitório encontra-se o lavabo, que, traduzido à letra, significa a sala da lavagem. No meio de um pequeno pavilhão de cinco cantos existe um poço com água corrente, no qual os monges se podiam lavar antes das refeições. Esta disposição é típica dos mosteiros cistercienses.


O lavabo é igualmente alimentado pela água da própria conduta de água potável. O tecto do pavilhão possui um terraço, ao qual se acede por meio de uma escada a partir do claustro superior. Nesse terraço encontra-se um antigo relógio de sol.


Também era ali que todos os monges faziam os mesmos cortes de cabelo, que eram todos iguais, em forma de consura.


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 5 de março de 2010

Claustro de D. Dinis ou do Silêncio - Mosteiro de Alcobaça


O primeiro claustro e a igreja foram possivelmente completados em 1240. No entanto, é provável que o claustro se tenha desmoronado.

Entre 1308 e 1311 ele foi substituído pelo ainda hoje existente Claustro de Dom Dinis ou Claustro do Silêncio, nome que se deve à proibição de conversação naquele tempo nesse local. As laranjeiras e as sebes de buxo permitem que o lugar tenha sempre um perfume permanente que se intensifica na Primavera.

O seu comprimento à volta é de 203 metros e  tem uma altura média de 5 m. Por ordem do rei D. Manuel I (1469-1521), no início do século XVI, foi adicionado um segundo andar ao claustro. O acesso ao piso superior do claustro efectua-se por um púlpito, uma escada em caracol na parede, interligando também a cozinha ao dormitório.


Fonte: Wikipédia

Os sarcófagos de D. Pedro e D. Inês de Castro - Mosteiro de Alcobaça



Os túmulos de D. Pedro I (1320-1367), com o cognome "O Terrível" ou também "O Justo", e o de D. Inês de Castro (1320-1355), que se encontram em cada lado do transepto, conferem e atribuem um grande significado e esplendor à igreja.

Os túmulos pertencem a uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média. Quando subiu ao trono, D. Pedro I tinha dado ordem de construção destes túmulos para que lá fosse enterrado o seu grande amor, D. Inês de Castro, que tinha sido cruelmente assassinada pelo pai de D. Pedro I, D. Afonso IV (1291-1357).


Este pretendia, também, ser ele próprio ali enterrado após a sua morte. As cenas, pouco elucidativas, representadas nos túmulos, ilustram ou cenas da História de Portugal, ou de origem bíblica ou ainda recorrem simplesmente a fábulas. Por um lado, esta iconografia é bastante extensa, sendo, por outro lado, muito discutível. Ambos os túmulos datam da 1360.


A criação dos túmulos

D. Pedro I casou em 1336, em segundas núpcias, com D. Constança Manuel (1318-1345), uma princesa castelhana. Devido a várias guerras entre Portugal e Castela, D. Constança só chegou a Portugal em 1339. No seu séquito, ela trazia a camareira Inês de Castro, que provinha de uma antiga e poderosa família nobre castelhana.


D. Pedro I apaixonou-se por ela. Em 1345, D. Constança morreu catorze dias após o parto do seu filho sobrevivente, D. Fernando I.

D. Pedro I passou a viver maritalmente e publicamente com D. Inês de Castro, nascendo desta relação três filhos. O pai de D. Pedro I, D Afonso IV, não aceitou esta relação, combatendo-a e, em 1335, condenou D. Inês à morte por alta traição.


Após subir ao trono, D. Pedro I vingou a morte da sua amada (afirmando ter-se casado com ela em segredo no ano de 1354) e decretou que se honrasse D. Inês como rainha de Portugal. Quando em 1361 os sarcófagos estavam prontos, D. Pedro I mandou colocá-los na parte sul do transepto da Igreja de Alcobaça e trasladar os restos mortais de D. Inês de Coimbra para Alcobaça, sob o olhar da maior parte da nobreza e da população.

No seu testamento, D. Pedro I determinou ser enterrado no outro sarcófago de forma a que, quando o casal ressuscitasse no dia do Juízo Final, se olhassem nos olhos (de acordo com as fontes, só existiria o pedido de ser lida diariamente uma missa junto aos seus túmulos).


O túmulo de D. Pedro, com uma decoração detalhada e trabalhada com cenas da vida de S. Bartolomeu, que protegia os gagos, como D. Pedro e o elemento mais importante do túmulo, as duas rodas que representavam a vida e a fortuna e ambas tinham cenas relacionadas com a vida de D. Pedro. Outro símbolo no seu túmulo são os leões que representem a força, neste caso do rei. A sua arca tumular é uma obra-prima gótica, como antes não tinha havido.

O túmulo de D. Inês de Castro, no qual são representadas cenas da sua própria vida incluindo o seu assassinato e cenas da vida de Cristo. Num dos extremos está representado o Juízo Final, quando cada homem se dirige para a eterna morada. A segurar o túmulo em baixo, estão representadas três figuras híbridas que são a alegoria dos assassinos de D. Inês. Mais uma vez, o túmulo é exemplo de uma escultura tumular gótica bastante detalhada, uma obra-prima. Ao lado do seu túmulo existe, agora, um relicário feito por José Aurélio para comemorar os 656 anos após a sua morte.

A sorte dos túmulos

No dia 1 de Agosto de 1569, o rei D. Sebastião I (1554-1578), cujo tio era o cardeal D. Henrique, abade de Alcobaça, mandou abrir os túmulos. De acordo com os relatos de dois monges presentes, enquanto os túmulos eram abertos, o rei recitava textos alusivos ao amor de D. Pedro e de D. Inês. Durante as Invasão Francesa do ano de 1810 os dois túmulos não só foram danificados de forma irreparável, como ainda foram profanados pelos soldados.

O corpo embalsamado de D. Pedro foi retirado do caixão e envolvido num pano de cor púrpura, enquanto a cabeça de D. Inês, que ainda continha cabelo louro, foi atirado para a sala ao lado, para junto dos outros sarcófagos. Os monges reuniram posteriormente os elementos dos túmulos e voltaram a selá-los.

Após o ano de 1810, os túmulos foram sendo colocados em vários sítios da igreja, para voltarem à sua posição inicial no transepto, frente a frente, em 1956. Agora, os túmulos são o destino de muitos apaixonados, que muitas vezes os visitam no dia do seu casamento, para fazerem juras de amor eterno e de fidelidade defronte aos dois túmulos.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sala dos Túmulos Reais - Mosteiro de Alcobaça


Dentro da igreja encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso II (1185-1123; túmulo datado de 1224) e de D. Afonso III (1210-1279).

Os túmulos situam-se dos dois lados da Capela de São Bernardo (contendo a representação da sua morte) no transepto a sul.

Diante destes túmulos, numa sala lateral, a Sala dos Túmulos, posicionam-se oito outros túmulos, nos quais se encontram D. Beatriz, mulher de D. Afonso III e três dos seus filhos.


Um outro sarcófago pertence a D. Urraca, a primeira mulher de D. Afonso II. Não se conhece a história dos outros sarcófagos, estando estes, hoje em dia, vazios após terem sido novamente selados entre 1996 e 2000.

O edifício lateral, onde esses sarcófagos se encontram actualmente, foi reconstruído na sequência dos estragos causados pela grande inundação de 1772. A partir do século XVI, os sarcófagos encontravam-se no transepto a sul e, anteriormente, provavelmente na nave central da igreja.

Fontes: Wikipédia

A Sacristia - Mosteiro de Alcobaça


Pela cabeceira da Igreja faz-se o acesso à Sacristia Joanina, do séc XVIII, através de um espantoso portal manuelino da autoria de João de Castilho, séc XVI, bem como às Capelas das Relíquias e do Senhor dos Passos, ambas em estilo barroco.

A Sacristia medieval de 100 m², que se encontrava no final do lado norte do transepto, foi substituída, no tempo do rei D. Manuel I (1495-1521), por uma sacristia maior de 250 m², do lado sudeste do coro juntamente com um átrio.

Ao mesmo tempo, construiu-se a Capela do Senhor dos Passos. Tanto a sacristia como a capela foram destruídos durante o terramoto de 1755. Na sua reconstrução, conservaram-se os portais manuelinos, que são uns dos poucos elementos de construção deste estilo em Alcobaça. No final da sacristia encontra-se a Capela das Relíquias.

Fonte: Wikipédia