quarta-feira, 3 de março de 2010

A Sacristia - Mosteiro de Alcobaça


Pela cabeceira da Igreja faz-se o acesso à Sacristia Joanina, do séc XVIII, através de um espantoso portal manuelino da autoria de João de Castilho, séc XVI, bem como às Capelas das Relíquias e do Senhor dos Passos, ambas em estilo barroco.

A Sacristia medieval de 100 m², que se encontrava no final do lado norte do transepto, foi substituída, no tempo do rei D. Manuel I (1495-1521), por uma sacristia maior de 250 m², do lado sudeste do coro juntamente com um átrio.

Ao mesmo tempo, construiu-se a Capela do Senhor dos Passos. Tanto a sacristia como a capela foram destruídos durante o terramoto de 1755. Na sua reconstrução, conservaram-se os portais manuelinos, que são uns dos poucos elementos de construção deste estilo em Alcobaça. No final da sacristia encontra-se a Capela das Relíquias.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 2 de março de 2010

Deambulatório - Mosteiro de Alcobaça


O Deambulatório é uma obra complexa. A sua estrutura interior, o presbitério, propriamente dito, articula-se com a nave por intermédio de duas paredes opostas, rectas, marcadas por dois pilares nos extremos e de cada lado; Oito colunas de grande diâmetro e robustez com capitéis de cesto troncocónico côncavo e ornamentação vegetalista muito simplificada, sustentam arcos quebrados muito aperaltados; A abóbada, nervurada e ligeira, parte de meias colunas cuja raiz se situa acima daqueles capitéis.


A parte exterior do Deambulatório é dotada de uma abóbada mais pesada e de acordo com os sistemas mais simples utilizados no restante edifício.

Fonte: Wikipédia

Igreja do Mosteiro de Alcobaça


A Igreja do Mosteiro é constituída por uma nave central, duas naves laterais, e um transepto, criando a imagem de uma cruz.

É discutível se a Igreja foi construída, em relação ao altar, ao deambulatório e ao transepto, na forma actual ou se se desviou de forma semelhante àquela desenvolvida no mesmo período por Claraval, tendo um transepto mais curto e sem deambulatório.


Todas as naves têm 20m de altura. A sala do altar é limitada a oriente por um caminho com nove capelas radiais. As outras quatro capelas vão dar, pelos dois lados, ao transepto.

O comprimento total é de 106 m, a largura média é de 22 m e a largura do transepto é de 52 m. Desta forma, esta Igreja é uma das maiores abadias que os cistercienses construíram na Europa, tendo outrora, tido apenas a Abadia de Vaucelles, com 132 m, de maior dimensão, que hoje já não existente.


Apesar de a Abadia de Pontigny, que se localizava igualmente em França, ter com os seus 108 m, dois metros a mais, ela tinha um transepto mais estreito.

A igreja da Abadia de Claraval, que hoje já não existe e que servia de modelo à parte medieval do Mosteiro, tinha o mesmo tamanho. A arquitectura da igreja de Alcobaça é um reflexo da regra beneditina da procura da modéstia, da humildade, do isolamento do mundo e do serviço a Deus.


Os cistercienses partilhavam estas ideias, ornamentando e construindo a estrutura das suas igrejas de forma simples e poupada. Apesar da sua enorme dimensão, o edifício apenas sobressai através dos seus elementos de estrutura necessárias que se dirigem ao céu.

Esta impressão foi restabelecida através da restauração efectuada em 1930. Neste mesmo ano ficou decidida a reconstrução nos moldes da época medieval, eliminando-se muitas construções que foram surgindo ao longo dos séculos. Infelizmente, também se eliminou um órgão. Por conseguinte, as pedras à base de calcário, que constituem o muro, ficaram visíveis, contendo muitas os símbolos do entalhador. Por isso, sabe-se que o seu trabalho era remunerado. As cadeiras do coro, originárias do século XVI, arderam em 1810, durante as Invasões Francesas.


A fachada principal do Mosteiro a ocidente foi alterada entre 1702 e 1725 com elementos do estilo barroco. Desde aí, a fachada da igreja é ladeada, em direcção à praça, por alas de dois andares com um comprimento de 100 m cada.

A própria igreja adquiriu dois campanários barrocos e possui uma fachada de 43 m, ornamentada por várias estatuetas. A escadaria da entrada, com as suas decorações barrocas, data, igualmente, deste tempo.


Da fachada antiga apenas restam o portal gótico e a rosácea. É difícil conhecer-se o aspecto da fachada original, pois foi destruída em 1531. Provavelmente, a igreja não possuiria campanários, correspondendo, deste modo, ao ideal cisterciense da simplicidade.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Alcobaça - Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça

Neste primeiro Roteiro de Estudo, propõe-se apenas a visita ao Real Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, deixando-se os restantes monumentos da cidade para outra visita, integrada num dos outros Roteiros de Estudo a realizar.

Sendo uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português, o Mosteiro de Alcobaça tornou-se a principal casa desta Ordem religiosa, graças a uma continuada política de protecção régia, iniciada pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

As dependências medievais bastante bem conservadas, fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitectura portuguesa.

A Abadia fundada em 1153, por doação de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, só começou a ser construída em 1178.
 
Do conjunto monástico fazem parte a Igreja com planta em cruz latina, e três claustros seguidos, de dois andares. Recentemente foi descoberta a existência de um quarto claustro que terá sido destruído aquando o grande terramoto de 1755.

A Igreja, iniciada como era prática corrente pela cabeceira, com três naves à mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatório, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.
 
É a maior e a primeira grande obra do gótico primitivo português, depois substancialmente alargada e enriquecida com as sucessivas doações reais. Em 1308, D. Dinis faz construir o Claustro do Silêncio, acrescentado de um piso já no reinado de D. Manuel, que mandou também construir a chamada Sacristia Manuelina, obras encomendadas ao arquitecto João de Castilho.
 
A partir do Abade Comendatário Cardeal D. Henrique, começaram as grandes alterações espaciais no Mosteiro, com a construção do Palácio Abacial no extremo Norte da Ala Norte e do Claustro do Cardeal, seguindo-se, no séc. XVII, a Hospedaria, a primitiva Sala dos Reis, com estátuas de todos os reis portugueses até D. José, e o Noviciado.
De grande destaque é o Deambulatório, a Sala do Capítulo, a Sacristia, a Capela das Relíquias, o Parlatório, o Dormitório, a Sala dos Monges. Notável também é o Relicário e o Altar da Morte de S. Bernardo dos finais do séc. XVII, em terracota, assim como a grande Cozinha do séc. XVIII, (Cozinha Velha e Nova), o Refeitório e o Lavatório.
 
A Sala dos Túmulos, em neo-gótico, guarda os túmulos de várias rainhas e príncipes, entre os quais os túmulos de D. Afonso II (1185-1123) e D. Afonso III (1210-1279) . No transepto da Igreja de Santa Maria, encontram-se duas das mais belas obras da arquitectura tumular do séc. XIV, os famosos túmulos de D Pedro e D. Inês de Castro, daquela que é considerada uma das mais trágicas histórias de amor de Portugal.
 

O príncipe D. Pedro (1320-1367), casado com D. Constança Manuel, perde-se de amores por uma das aias de sua mulher, a castelhana Inês de Castro. Após a morte de D. Constança, o rei assume publicamente o seu amor por D. Inês de Castro, passando a viver maritalmente com esta, nascendo desta relação três filhos. A relação foi condenada pelo pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV, condenando à morte, em 1335, D. Inês, por alegada traição ao reino.

Após subir ao trono D. Pedro I levou a cabo a missão de vingança, condenando com violência todos os culpados e envolvidos na morte da sua amada, declarando D. Inês como rainha de Portugal, sendo coroada depois de morta. 

D. Pedro ordenou a construção do seu túmulo e da sua amada, transladando os restos mortais de D. Inês para o Mosteiro de Alcobaça, constituindo hoje uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média no País.

O Rei determinou no seu testamento que, aquando a sua morte, os túmulos deveriam ser colocados de modo a que no dia do juízo final, quando os dois apaixonados ressuscitassem, se olhassem olhos nos olhos.

Hoje em dia estes túmulos são visitados por muitos apaixonados, muitos no próprio dia do casamento, dizendo-se que quem jura fidelidade a este amor, vê a eternidade do seu próprio.

Fonte: http://www.guiadacidade.pt/ / alcobaca.no.sapo.pt

Alcobaça - sua História

A origem de Alcobaça como vila remonta provavelmente a época dos romanos como se poderá depreender do nome da antiga povoação “Helcobatie”.

Al-cobaxa, como foi mais tarde chamada, denota indubitavelmente a presença posterior dos árabes, ama vez que resulta da composição do artigo “al” e “cobaxa“ (carneiros) e caracteriza claramente a paisagens ao redor da vila, constituída por muitos outeiros.

Embora seja controverso, parece mais plausível a nome de Alcobaça ter origem a denominação dos rios Alcoa e Baça e não o contrário, uma vezes que explicada cada e, embora por diferentes formas, a origem da palavra Alcobaça e só o assim a origern do nome daqueles dois rios.

Parece contudo, que a local da actual Alcobaça não corresponde a “Helcobatie” romana: "Podemos quando muito dizer que cerca da vila de Alcobaça de hoje, existia uma povoação antiga, que teria sido fundada pelos romanos e por estes chamada Alcobatie". O local da antiga Alcobatie ficava a uns quatro quilómetros da actual Alcobaça e próximo do que hoje e a povoação de Valado dos Frades.

"Os monges, sabedores da geografia e da historia antiga, ao fundarem o seu Mosteiro, logo nos primeiros anos da sua  história, teria aparecido  a designação de Monasterium Alcobatie para a sua casa e este mesmo nome teria sido dado à vila nascida  à  volta do Mosteiro".

Como já foi dito, os monges tiveram papel de relevo no povoamento da vila e na gestão agrária do vasto território dos Coutos. Já na última metade do século XIII, haviam desbravado e agricultado a maior parte das terras até uma légua de distância do Mosteiro. Para além das terras arrendadas e cedidas aos colonos directamente pelo Mosteiro, e sobre as quais poucas referências existem.

Em Alcobaça podemos destacar, por terem ligação directa com a Ordem de Cister, sendo granjas pertencentes aos Coutos, a Quinta dos Cidreiros, a Quinta da Gafa (um dos antigos relegos da Abadia), a do Cidral e a vastíssima Cerca do Mosteiro, que ocupava parte da actual Quinta da Cova da Onça, Quinta do Lameirão, a da Conceição e a do Telheiro.

Ainda no primeiro quartel do século XIX, a região já se destinguia pelo esmerado cultivo. Tal deve-se essencialmente à grande fertilidade do solo e à abundância de água.

A então pequena vila de Alcobaça, recebeu foral de D. Manuel I em 1514. As outras 12 vilas dos Coutos de Alcobaça, receberam forais na mesma época.


Em 1567, o Mosteiro de Alcobaça separou-se de Cister, a casa-mãe em França, para se tornar cabeça da Congregação Portuguesa, por bula do Papa Pio V.

Em meados do século XVII, a maioria das terras dos Coutos de Alcobaça pertencia já aos habitantes das vilas e dos seus concelhos.

A data do abandono do mosteiro pelos monges, a 13 de Outubro de 1833, a vila não era mais de que um pequeno aglomerado de casas, com reduzido numero de habitantes, no local fronteiro ao Mosteiro e dele separado por um terreno.


O mosteiro esteve a saque durante 11 dias em 1833, após o abandono forçado dos monges, em virtude da vitória liberal na guerra civil. Com a extinção das ordens religiosas decretada em 1834, parte das terras do Mosteiro de Alcobaça foram vendidas em hasta pública.

Saídos os monges de Alcobaça, foi o seu espólio partilhado pelas famílias burguesas liberais mais influentes, ao redor e dentro da vila. As quintas em redor da Vila e a cerca do Mosteiro passam então para as suas mãos tendo esta sido destruída no decorrer dessa apropriação. Hoje quase não existe vestígios visíveis, embora se possa inferir o seu traçado pelos limites de propriedade e também através de construções mas recentes, feitas sobre alicerces anteriores.

O terreiro do Rossio e também apropriado à medida que o Mosteiro é reintegrado na vida urbana, ao ser usado como Teatro, Câmara Municipal, Tribunal... De lugar de distanciamento e separação, o Rossio converte-se em local de encontro e de ligação, pois passa a ser a sala de visitas da vila. Neste período, era o Rossio o domínio do peão, lugar de convívio e reunião dos alcobacences nas noites quentes de verão, especialmente quando a música tocava.


A vila como estrutura ou forma de existência social, surge com a extinção do Mosteiro como instituição. A sua expansão inicia-se no final do século XIX e até 1957 a um ritmo lento mas regular, segundo as linhas de desenvolvimento intimamente ligadas aos principais acessos da vila e às margens dos rios Alcoa e Baça.

Até à década de quarenta o desenvolvimento urbano da vila fez-se lentamente e liminarmente segundo as quatro vias para os núcleos exteriores, Caldas, Lisboa, Nazaré, Batalha, Leiria e Rio Maior / Santarém. Para tal, contribuiu também a topografia natural das terras da vila, como os desníveis existentes ao redor do vale e os rios Alcoa e Baça que puxaram o casario irradiado do Mosteiro.

Na vila podemos ainda encontrar moradias “Chalets”, com sabor romântico dos fins do século XVIII e XIX, designados por “casas dos brasileiros”, mas podemos também presenciar construções modernas, seguindo as directrizes do racionalismo (originado na famosa escola de Bauhaus) que reduzem o edifício urbano a uma armação de aço e betão.


Mais tarde, Alcobaça gerada em "ventre" cisterciense e criada em berço chamado "Rossio", é finalmente elevada a cidade em 1995.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F

Fonte: http://www.turquel.com/lugares/alcobaca.html / Wikipédia

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Chiqueda - Monumentos e locais a visitar

Capela de Nossa Senhora do Carmo


Em Chiqueda, junto ao rio Alcoa, onde antigamente as mulheres lavavam a roupa, existe uma antiga e linda ermida da invocação a S. Brás, com imagem de vulto.

Esta capela tem igualmente a imagem de Nossa Senhora do Carmo, cuja festa solene se celebra anualmente na quinta-feira de Ascenção.

Assim na aldeia de Chiqueda, é realizada uma festa anual, na quinta-feira da Ascensão ou quinta-feira de Espiga, que acontece sempre 40 dias depois da Páscoa. Esta festa é denominada de Festa da Espiga, cujos lucros revertem para as obras da capela da região, assim como para melhoramentos do recinto da festa.

Desde há muitos anos existe a tradição nos arredores da Alcobaça, de na quinta-feira de Ascensão se ir até Chiqueda à apanha da espiga. Associada a esta comemoração realiza-se também uma festa junto à Capela de S. Brás, em honra de Nossa Senhora do Carmo.


Antigamente a apanha da espiga, era feita a caminho de Chiqueda e fazia-se um ramo de papoilas, espigas de trigo, oliveira e um malmequer.

Juntavam-se vários grupos que iam a pé levando um farnel para comerem quando chegassem. Chiqueda era assim o local do grande encontro, havendo ranchos, sardinhada, baile, etc.

O ramo era guardado e uma vez chegados a casa punha-se a secar atrás da porta, sendo renovado todos os anos para que não faltasse pão (espigas de trigo), azeite (oliveira), alegria (papoilas), e sorte (malmequer).

Hoje, ainda se cumpre esta tradição, embora a apanha da espiga tanha caído um pouco em desuso e seja feita nos campos ali à volta, ou num passeio ao Poço Suão (ou Poço Ão). A festa tem parte religiosa celebrando-se uma missa, havendo arraial com quermesse, serviço de restaurante e bailes muito concorridos.


Poço Suão ou Poço Ão


À saída de Chiqueda em direcção aos Moleanos depois de passarmos pelo rio Alcoa à esquerda, existe uma estrada que tem a indicação de Poço Suão, se seguirmos por essa estrada até acabar, iremos encontrar a nascente do rio Alcoa, num vale denominado, vale da Ribeira do Mogo.

Se continuarmos a andar a pé por um caminho que serpenteia pelo vale, encontramos a cerca de 300 metros mais à frente o Poço Suão. Trata-se de uma gruta onde podemos observar o braço de água subterrâneo que alimenta a nascente do rio Alcoa.

Trabalho elaborado por: Fabiana Crisóstomo Costa, nº 14, Grupo 2.

Fonte: www.jf-aljubarrota.pt