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domingo, 16 de maio de 2010

Nazaré - Monumentos a visitar

Capela de Santo António


A Capela de Santo António, sobranceira à praia, na parte norte da vila, é dedicada a Santo António. Foi mandada construir, em 1861, pelos pescadores e às suas expensas. Para tal descontavam 1% dos seus ganhos como “dinheiro da Santa”.

A fachada principal é completamente revestida de azulejos azuis e brancos, tem, a meia altura, um registo de azulejos onde figura o seu orago.
 

O Portal, inscrito em duas arquivoltas, é sobrepujado por uma rosácea. O interior de nave única, é coberta por tecto de caixotões de madeira e paredes revestidas por um silhar de azulejos azuis e brancos.
 
A capela-mor, de cobertura em abóbada de berço, é sobreposta por frontispício, interrompido pelo escudo de armas, sobre quatro colunas coríntias, que rodeiam a imagem de Santo António.
 
 
Capela de Nossa Senhora dos Aflitos
 


Pequena capela rectangular, de espaço único e amplo. Foi construída em 1760, a mando dos Monges Cistercienses de Alcobaça, e dedicada ao culto de Nª Sra. dos Aflitos.

A fachada encontra-se revestida a azulejos de padrão, azuis e brancos, com portal de arco quebrado e sobrepujado por um óculo. O conjunto é rematado por uma graciosa torre sineira.


O interior é revestido por um silhar de azulejos de padrão floral, em tons azuis, amarelos e brancos. Nas paredes laterais do altar-mor, encontram-se dois painéis figurativos, representando, do lado da Epístola, a “Estigmatização de S. Francisco” e, do lado do Evangelho, “Santo António e o Menino Jesus”. O altar-mor apresenta colunas pseudo-salomónicas de capitéis cúbitos e, ao centro, uma maquineta com a Imagem do Orago.

Fonte: http://www.cm-nazare.pt/

Fotos: Dias dos Reis

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F, grupo 1.

Nazaré - sua História


A Nazaré é uma vila portuguesa no distrito de Leiria, região Centro-Oeste. É sede de um pequeno município que é subdividido em 3 freguesias. O município é rodeado a norte, leste e sul pelo município de Alcobaça e a Oeste confina com o litoral do Oceano Atlântico.

A vila possui uma praia espectacular, de uma beleza impar. O casario branco dos pescadores, e os enormes penhascos sobre um mar de um azul intenso, fazem desta vila piscatória, ainda hoje, um destino turístico de eleição, sobretudo devido às suas características tradicionais.

Ainda se podem ver pescadores vestidos com camisas de xadrez e calças pretas, a remendar as redes de pesca e as suas mulheres com sete saiotes, a secar o peixe sobre o areal, perto dos seus barquinhos coloridos.

Na época de Verão lá se encontram as famosas barracas de cores vivas ao longo da praia. Por cima desta beleza podemos encontrar o Sítio e a Pederneira.


Na origem do povoamento do promontório do Sítio estão as condições naturais e o sentimento religioso, que advem do milagre de Nossa Senhora da Nazaré. O Sítio é o pequeno povoado situado em cima do permontório, desde sempre acompanhado pela lenda do alcaide D. Fuas Roupinho, é uma localidade visitada por muitos peregrinos, pois é ali que se encontra o famoso Santuário de Nossa Senhora da Nazaré e, em seu redor, encontra-se o Terreiro da Romaria e o Hospital.

Por outro lado, no outro extremo e também situada em cima dos contrafortes da Serra da Pederneira, encontra-se a povoação da Pederneira. Inicialmente denominada por Serro Petronero, ou seja, o Golfo da Pederneira. A Pederneira foi durante muitos anos, entre os sécs. XII e XIV, um porto de mar, onde existiu um dos estaleiros mais activos do reino de Portugal.


A Praia da Nazaré é de origem relativamente recente, pois ainda no século XVII o mar vinha bater nos contrafortes da Serra da Pederneira, cobrindo toda a área hoje ocupada pela praia e pelo seu casario. As rápidas transformações geológicas ocorridas ao longo desse século provocaram o recuo do mar e o assoreamento da área, deixando a descoberto a formosa enseada.

As primeiras referências sobre a pesca na Nazaré datam de 1643, no entanto, só no final de setecentos a população se começou a fixar no areal. Os pescadores habitavam, sobretudo, nas partes altas - Sítio e Pederneira - dado que os constantes ataques dos piratas argelinos e holandeses tornavam o areal pouco seguro.

Porém só no séc. XIX a Nazaré conhece o primeiro surto de desenvolvimento, quando os pescadores de Ílhavo, Buarcos, Quiaios, Aveiro e Lavos procuram a Nazaré para pescar e construir as suas embarcações para a faina. A partir dai um surto de desenvolvimento acontece, mas é quebrado pelas Invasões Francesas que saqueiam e incendeiam armazéns, instalações de serviços, casas e até residências dos que vinham a banhos para a praia.

A Nazaré começou a ser conhecida e procurada, como praia de banhos, em meados do século XIX. A sua beleza natural e tipicismo desde sempre atraíram os visitantes. A pesca, a transformação do pescado e a sua venda, foram ao longo de quase todo o século XX, as principais actividades da população.


A dureza e perigosidade da vida do mar levaram muitos pescadores a procurarem uma vida melhor noutras paragens. A construção do "Porto de Pesca e Recreio", no início da década de oitenta, veio alterar e melhorar a vida dos pescadores, iniciando uma boa e nova fase no quotidiano da vila.

Na década de 60, a Nazaré começou a ser conhecida internacionalmente e a ser visitada anualmente por milhares de turistas nacionais e estrangeiros, sendo hoje uma vila moderna e sempre animada.

Fonte: http://www.marbravo.com / Marques, Maria Zulmira Furtado, " Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F, Grupo 1

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Paredes da Vitória - Monumentos

Ermida de Nossa Srª da Vitória


A Ermida ou Capela de Nossa Senhora da Vitória é um templo de uma só nave, de dimensões reduzidas. Encerra a imagem de Nossa Senhora da Vitória, sustendo no braço esquerdo o Menino Jesus e na mão direito a esfera.

Não se sabe qual a data da sua construção, devido às sucessivas obras e melhoramentos realizados, mas as suas referências datam aos séculos XII e XIII.

Local de devoção dos pescadores da Nazaré e dos habitantes de Pataias, que uma vez por ano, em diferentes datas, aqui realizam uma peregrinação, era a única igreja visível do alto mar entre Peniche e Figueira da Foz. Por esse motivo, os pescadores quando envolvidos em tempestades, pediam auxílio a Nossa Senhora da Vitória, que sempre os ouvia.

Dentro da pequena Ermida da Senhora da Vitória encontram-se gravadas nas paredes e no chão muitas frases escritas pelos pescadores, de agradecimento aos favores recebidos.

Trabalho elaborado por: António Santos Ramalho, nº 5, 7º F, grupo 4.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pataias


O culto a Nossa Senhora da Vitória


A diminuta população que se manteve na vila procurou apoio espiritual em Nossa Senhora da Vitória, que gradualmente foi ganhando importância. Pensa- se que este culto se venera desde os fins do século XIII, quando D. Dinis deu carta de foral a Paredes. No entanto, o círio votado àquela divindade terá tido início no momento da migração da população de Paredes para a Pederneira e Famalicão, que teria transportado consigo não só os privilégios e forais, mas também o culto de Nossa Senhora da Vitória, assegurando a sua manutenção.

Esta divindade era igualmente vista como protectora dos navegantes, o que propiciou a deslocação de muitos fiéis antes da sua partida para a Guerra do Ultramar ou para a pesca do bacalhau em terras distantes. Desta forma, nas paredes e no chão da ermida os devotos escreviam as suas preces e agradecimentos à Virgem, levando-lhe por vezes oferendas, fotografias ou pinturas, em sinal de agradecimento às promessas realizadas. No entanto, pode-se afirmar que o culto a Nossa Senhora da Vitória foi perdendo gradualmente o seu carácter católico e familiar, acentuando-se uma dimensão festiva com traços profanos.

A crença de salvadora de Nossa Senhora da Vitória acentuou-se em 11 de Abril de 1925, quando supostamente terá ocorrido um milagre, no qual o barco Gazela de José Maria Tinoco e da sua tripulação foram salvos de naufragar na Praia de Paredes. O milagre atribuído à Virgem imortalizou-se pelos versos populares: «A Senhora da Vitória, Mãe dos Homens do Mar, ela estendeu o seu manto, para o Gazela encalhar». A narrativa do milagre rapidamente se espalhou, intensificando deste modo o afluxo das gentes à Ermida de Nossa Senhora da Vitória que, na década de 20 do séc. XX tinha conhecido um retrocesso.


Na primeira metade do século XX, o círio passou a realizar-se em 11 de Abril ou 1 de Maio, integrando assim o ciclo festivo da Primavera. Posteriormente, passou a ser efectuado na quinta-feira de Ascensão, dia em que não se trabalhava, podendo todos comparecer em peregrinação à vila de Paredes.

O círio era formado junto ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, logo pela manhã, começando com as três tradicionais incursões em volta desse edifício. Na última volta entoavam-se as loas: «Do Sítio da Nazaré/ Vamos todos em romagem/ À Senhora da Vitória/ Prestar a nossa homenagem». Ao mesmo tempo, uma banda musical, vestida a rigor, acompanhava a romaria, seguida por três crianças vestidas com trajes de anjos que cantavam as loas e se deslocavam em burros enfeitados, levando uma bandeira com um largo galão dourado, que era segurada pelo mais alto, enquanto os outros dois sustinham na mão as guias. Logo atrás vinha um casal de juízes, empunhando o juiz a bandeira e a juíza a guia. A todo este ritual assistia a multidão, que se espalhava nas escadas do Santuário e no largo.


A organização do círio ficaria a cargo do juiz, na medida em que possuía o respeito da maioria e escolhia o secretário e o tesoureiro para o auxiliarem na organização. No círio os romeiros iam vestidos com roupa domingueira, fazendo-se representar por elementos de todos os estratos sociais.

Ao chegar a Paredes, efectuava-se uma pequena procissão com a imagem venerada e de seguida o círio executava voltas à Ermida de Nossa Senhora da Vitória, tal como as que tinha dado ao Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, recitando os anjos mais loas.

Dentro da Ermida realizava-se a missa, sermão e entrega das oferendas a Nossa Senhora da Vitória, sendo alinhadas as velas oferecidas enquanto ardiam no soalho da capela. A festa continuava, assumindo agora um carácter pagão, dando lugar às cantigas, ao baile e almoço no areal.

Antes do regresso, efectuavam-se as três últimas voltas à Ermida enquanto os anjos cantavam mais loas «Adeus Virgem da Vitória/ Adeus Mãe de Portugal/ Pela lenda de Portugal, Pela senda triunfal/ Levai-nos ao reino da glória». Alguns romeiros pernoitavam junto à Ermida, recolhendo-se debaixo dos alpendres de madeira.

Fonte: sapinhogelasio.blogspot.com / http://www.cm-nazare.pt/ /  http://www.paredesdavitoria.com/

Trabalho elaborado por. Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1

Paredes da Vitória - sua História


A povoação de Paredes da Vitória situada a mais ou menos 7 Km de Pataias, é hoje apenas conhecida pela sua praia e pela procissão anual realizada a 15 de Agosto em honra de Nossa Senhora da Vitória, e que entre Pataias e esta localidade, a viagem é realizada em burros, cavalos, tractores agrícolas e bicicletas devidamente decoradas para o evento, em que todas as pessoas podem participar desde que tenham o seu veículo devidamente decorado.

A presença humana no local onde se fundou a vila de Paredes remonta, segundo vestígios arqueológicos, à Pré-História, mas terá sido particularmente evidente na época da ocupação romana.

A antiga vila de Paredes encontrava-se edificada no planalto, isto é, no cimo de uma encosta virada para o mar, sobressaindo o seu porto aberto na escarpa, defendido por um esporão natural da rocha contra incursões oriundas do mar.


Paredes hoje não passa de uma pequena aldeia, sem qualquer porto, situada no fim do pequeno vale, irrigado por um pequeno ribeiro, absorvido pelas areias da praia. O local da antiga vila, está ainda hoje assinalado pela presença da Capela de N. Sra. da Vitória e o que resta da casa do guarda florestal.

O topónimo “Paredes” é relativamente comum e regra geral indica que os povoadores que lhes deram os nomes encontraram "paredes", "muros" ou "muralhas" isto é, ruínas de povoados anteriores, de cujo nome não havia memória.

Assim, Paredes da Vitória, Vale de Paredes ou Praia das Paredes são topónimos que designam a mesma povoação, situada no litoral norte do concelho de Alcobaça, freguesia de Pataias.


As referências à povoação são muito antigas, existindo mesmo vestígios na Serra d’Aire e Candeeiros de uma estrada romana (Estrada Romana da Carreirancha - Alqueidão da Serra) datada entre os séculos I a.C. e I d.C., que faria a ligação entre Tomar e o Porto de Paredes, Collipo (Leiria) e Conimbriga.

A importância do Porto de Paredes assumiria grande importância já nos séculos XII e XIII, e mais tarde sob domínio do Couto Cisterciense do Mosteiro de Alcobaça, a partir do qual seriam exportados os produtos agrícolas da região.

D. Dinis, o Rei Lavrador, concede foral ao Porto de Paredes em 1282 (17 de Dezembro de 1282). Este primeiro foral era uma carta de povoação para 30 moradores, que eram obrigados a ter seis caravelas, pelo menos, preparadas para a pescaria. «Para que acomodassem casa, lhes mandou dar D. Dinis a cada um seu moio (antiga medida equivalente a sessenta alqueires) de trigo».


Com este foral, D. Dinis teve em vista, também, defender este sítio da costa, das invasões dos piratas Africanos e Granadinos. O mesmo D. Dinis concede um segundo foral em 29 de Setembro de 1286 e D. Manuel um terceiro e último foral em 1 de Outubro de 1514.

A 17 de Maio de 1368, a vila foi doada ao Mosteiro de Alcobaça, a mando do rei D. Fernando, com o propósito de as suas rendas recaírem para a salvação da alma de seu pai, D. Pedro I, que jaz nesse mosteiro.

O Porto de Paredes progrediu muito até 1500, chegando a atingir os 600 fogos. Alguns historiadores afirmam mesmo que o Porto de Paredes possuiu um forte e 17 caravelas para defesa do seu porto. Há inclusivamente registos de que a armada de Vasco da Gama, antes da partida para a Índia, teria aportado aqui para abastecimento de víveres.

No entanto, os ventos fortíssimos nesta região, foram arremassando com tanta força as areias sobre a povoação e o porto, que tudo ficou arrasado. Com esta invasão das areias marítimas, a povoação foi abandonada, ficando aí por única memória a Capela de Nossa Senhora da Vitória, a casa do eremitão e um moinho.

A povoação de Paredes deslocou-se então para Pataias e para a Pederneira. Há mesmo quem afirme que a Pederneira foi fundada pelos moradores do Porto de Paredes, quando no século XVI o porto deixou de ser utilizado por esse assoreamento pelas areias marítimas.

No entanto, cronistas cistercienses são de opinião que a Pederneira já existia no ano de 1190. Seja como for, foi com a chegada dos pescadores de Paredes que a pesca tomou um grande incremento na Pederneira.


O fim do Porto de Paredes esteve associado ao seu assoreamento e ao seu desmoronamento devido a uma violenta tempestade na segunda metade do quartel do século XV (1450-1500) e progressiva degradação.

Paredes passa então por um longo período de esquecimento. No início do século XX, em 1911, estavam identificados 9 fogos e 44 moradores. A principal actividade era a agricultura e a moagem de cereais, patente nas dezenas de moinhos (fluviais) ainda hoje existentes, mas completamente degradados. Em 1940 foram contabilizados 82 moradores.

Desde então, a população diminuiu, contando 65 moradores em 1960, 48 em 1970 e 50 em 1991. A procura da praia, quer por motivos de veraneio, quer por motivos de saúde, contribuíram para a manutenção da população. No princípio da década de 1990, a população residente era de 5 dezenas de habitantes, quase que exclusivamente adultos e idosos.

Fonte: Wikipédia

Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F, Grupo 1.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pataias - Monumentos e locais a visitar

Igreja Paroquial de Nossa Srª da Esperança


Templo anteriormente a 1622 consagrado a Nossa Senhora da Conceição e depois a Nossa Senhora da Anunciação. Sofreu modernizações e obras de ampliação em 1948. Nesta Igreja há azulejos do começo do séc. XVIII, dispostos de maneira a criar um novo padrão.



Fornos de Cal


Os fornos artesanais de cal não devem ter conhecido grandes transformações, desde o período romano até aos nossos dias, tanto no que se refere as suas dimensões, como até no que diz respeito ao seu funcionamento.


A altura média dos fornos de cal de Pataias oscila entre os 4,5 m e os 6 m. A largura da base situa-se entre os 3,7 m e os 4,6 m. A largura da abertura superior é um pouco menor do que a da base.


Esta actividade chegou a ter uma importância considerável para a economia local. O seu declínio iniciou-se em meados do século XX. O último forno em actividade, na região, deixou de laborar em 30 de Junho de 1995.



Lagoa de Pataias


Um dos elementos de interesse central em Pataias é sem dúvida a sua espectacular lagoa. Inserida num ambiente de pinhal e rodeada de uma calma permanente torna-se um local propício a uns bons momentos de lazer.

Existe nas suas margens um parque de merendas provido de condições óptimas para a realização de merendas e convívio. A lagoa de Pataias é um lugar lindo e que todos os que passam por esta zona, deviam visitar. Localiza-se na zona Norte do Concelho de Alcobaça, na freguesia de Pataias.


É uma zona húmida que surge no meio da vasta área de pinhal bravo que ocupa esta região do litoral português e, portanto, é ocupada por Fauna e Flora distintas de toda a envolvente.

Face a usos indevidos no passado, a água encontra-se poluída por nutrientes que promovem o crescimento excessivo de matéria vegetal com consequente falta de oxigénio na água (Eutroficação).

A dependência exclusiva da precipitação, juntamente com a situação de seca extrema em 2005, culminaram na evaporação de toda a água, uma situação que não sucedia desde 1944. Para além do desaparecimento da ictiofauna, a falta de água criou pressões enormes em outros grupos como os anfíbios, mamíferos e aves, em termos de alterações do habitat, indisponibilidade de água e/ou de alimento.

Os nutrientes presentes na água acumularam-se nos sedimentos do fundo: estes, juntamente com grandes extensões de macrófitas aquáticas, foram removidos mecanicamente de forma a evitar que, após outra época de chuvas, a qualidade da água voltasse a piorar.

Após um Inverno chuvoso, a cota da lagoa recuperou ao ponto de poderem equacionar-se os repovoamentos com ruivacos: estes peixes, outrora muito comuns na lagoa de Pataias, foram dizimados por espécies indesejáveis introduzidas (carpa, perca e gambúsia).

O plano de gestão da lagoa de Pataias vê assim mais uma etapa cumprida, mas, no contexto de alterações climáticas globais, este ecossistema requererá cuidados continuados no futuro.

Fonte: http://alcobaca.no.sapo.pt/ / http://www.cm-alcobaca.pt/

Trabalho elaborado por: Beatriz Santos, nº 7, 7º F, Grupo 1.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Pataias - sua História


Pataias existe há muitos séculos. Quantos, não se sabe, mas sabe-se que já em 1151 o seu nome era referido por D. Afonso Henriques, no documento de doação feito por este rei aos Monges Beneditos da Ordem de Cister.

Este documento diz: “eu, D. Afonso, pela Divina Misericórdia Rei dos Portugueses, juntamente com a Rainha Mafalda, minha mulher e companheira no reino fazemos testamento em Couto a vós D. Bernardo Abade do Mosteiro de Claraval de Hua nossa própria herdade que temos entre aqueles dois lugares chamados Leiria e Óbidos, abaixo do Monte Faixa, comarca de Lisboa, águas vertentes ao mar. Damo-vos também o lugar que chamam Alcobaça e dele vos fazemos testamento e couto… pelos limites abaixo declarados… e passa por Mélvoa até à Mata de Pataias, de onde corta direito por entre Pederneira e Moel, até chegar ao mar.”

Os moradores de Pataias, até ao ano de 1536 estavam ligados à vila de Paredes, onde iam às compras e à missa. Com a extinção da vila de Paredes passou Pataias para o termo de Alcobaça.

Como não podia deixar de ser, devido à antiguidade da região, muitas hipóteses há a considerar para a formação do nome Pataias. Algumas delas que já foram motivo de polémica no extinto jornal “A Voz da Paróquia”, sendo a que nos informa que o nome Pataias, deriva provavelmente dos deuses pataicos, deuses fenícios que enfeitavam os barcos desse povo que frequentemente viajou pelas nossas costas.

Outra teoria é a do Padre José Ferreira Lacerda, defendendo que Pataias deriva da palavra "Patais", que significa "lugar com abundância de patos" existentes nas lagoas da região.


Outra teoria ainda, apontada como a mais credível, é a de nesta terra existirem as tulhas dos Frades da Abadia de Cister, sabendo-se que Pataias é um vocábulo de origem indiana que significa tulhas.

No entanto, a tradição popular, informa-nos de uma lenda sobre a origem do nome de Pataias. Indo a Rainha Santa Isabel a passar por ali em viagem, com o seu séquito e sentindo que os cavalos iam demasiado cansados, por terem que pisar carregados as areias do caminho que na altura eram muitas, terá dito às suas aias para que aliviassem as montadas, dizendo: “à pata aias”. E assim segundo a tradição popular, nasceu a palavra Pataias.

Fonte: Wikipédia

Trabalho elaborado por: Beatriz Santos,  nº7, 7º F, Grupo1.

Martingança - História e Monumentos


A freguesia de Martingança deve o seu nome à conjugação de dois termos, Martina (divindade guerreira romana, filha de Marte) e Gansa (ave mensageira da Deusa Lua). Assim, no início seria "Martingansa", mas ao longo dos tempos o topónimo foi adulterado.

Assim, o Casal Martim Gansa, que originaria a freguesia, terá surgido com a Carta de Couto dada por D. Dinis aos lugares de Paredes e Campos de Ulmar.

Os casais dispersos à sua volta, como o de Martim Gansa, iriam a partir daí, dividir-se em pequenas povoações, que de património tinham apenas a Ermida de S. João, um templo simples, originário da primeira metade do século passado.

Embora pertença ao concelho de Alcobaça, situa-se às portas da vizinha cidade da Marinha Grande com a qual mantém uma forte relação, à semelhança do que acontecia com a freguesia da Moita, entretanto desanexada do concelho de Alcobaça e integrada no da Marinha Grande.


Na época da Segunda Revolução Industrial, quando a fonte de energia principal era o carvão mineral, era iniciada na Martingança, a linha de Caminho-de-Ferro Mineiro do Lena, que passava pela Batalha e Porto de Mós, seguindo depois até ao lugar da Bezerra, na freguesia de Serro Ventoso, de onde transportaria o carvão explorado nas minas que ali existiram, juntamente com as das Barrojeiras (Alcanadas).

Pelos escritos que se consultaram, verificamos que a ideia era prolongar esta linha até ao Entroncamento, ligando assim a linha do Oeste à do Norte, o que nunca foi feito. Esta linha ligava também à linha do Oeste a partir da Martingança.


Nos últimos anos a Martingança tem progredido muito, a nível económico, com o aparecimento de indústria vidreira na região, e com a natural progressão nas vias de comunicação. Devido a tudo isto, e a outras condições de desenvolvimento, a Martingança foi elevada a sede de freguesia em 4 de Outubro de 1985.

Monumentos a visitar:

Igreja Paroquial


À beira da estrada nacional, que liga Pataias à Marinha Grande, encontramos perto da derivação para a Martingança, a sua simples Igreja Matriz ou Paroquial. O seu padroeiro é S. João Baptista, que se festeja no 1.º fim de semana de Julho.


Coreto

Ali bem perto, do outro lado da estrada encontra-se o Coreto, no campo da feira, onde decorrem as festividades em dias de festa.

Fonte: Textos do Suplemento do Jornal da Batalha, ed. 195, 16 de Outubro de 2006 / Suplemento do Jornal da Batalha, ed.195, de 16-10-2006. / Wikipédia.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alpedriz - Monumentos e locais a visitar

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Esperança



E dedicada a Nossa Senhora da Esperança, mas ante disso a igreja terá sido dedicada a Santa Maria Madalena, desconhecendo-se as razões da alteração da padroeira.

A Igreja tem uma nave com capela-mor e antes da última remodelação possuia também dois altares laterais. O altar-mor megestoso é feito em talha dourada de estilo barroco com colunas salomónicasa.


No trono está uma imagem da Virgem (escultura de pedra pintada, referenciada como sendo uma obra quinhentista, esta figura mede 96 cm de altura), e o Menino que tem na mão um fruto. A Virgem tem cabelo solto pelas costas e está coberta de um manto de seda vermelha; outrora tinha na cabeça uma coroa de prata que foi roubada (a coroa era uma peça de prata do séc. XVIII), sendo substituída por uma coroa vulgar. Algumas das primitivas decorações da igreja desapareceram para dar lugar a outras mais modernas. Os dois altares laterais tambem desapareceram na remodelação da Igreja.


Actualmente a igreja encontra-se em restauro.

Em frenta da igreja existe um cruzeiro.


Capela de Santo António


É uma capelinha pobre e singela, com uma pequena torre sineira, cujo sino veio da desaparecida Capela do Santíssimo (que existiu no local onde hoje em dia está implantado o Pelourinho de Alpedriz).

Junto da Ermida está um pinheiro manso que com ela faz conjunto hamonioso.

Mas há uma lenda acerca deste pinheiro, o chamado "pinheiro de Santo António" que a crença popular transmitiu de geração em geração e que terá sido o motivo da construção da capela.

A população tendo por base os supostos milagres associados à lenda do pinheiro decidiu construir perto do referido pinheiro uma capela dedicada ao Santo António.



Lenda

Um dia, Santo António passou por Alpedriz na estrada que ligava Lisboa a Coimbra. Sentindo-se cansado resolveu repousar à sombra de um pinheiro. O que se passou depois não se sabe, contudo a lenda continuou na memória da população e junto do suposto pinheiro onde Santo António terá descansado a população construiu uma capela em honra referido Santo.


Pelourinho


Como um dos restos do passado de prestígio da povoação, existe um velhíssimo Pelourinho, que estava localizado no meio dum largo em frente da desaparecida Capela do Santíssimo, e é no lugar dessa Capela que hoje está instalado o referido Pelourinho.

Da desaparecida Capela existe ainda um Relógio de Sol, e a sineta que se encontra na Capeia de Santo António.

Ao lado Norte do Pelourinho existiu uma cadeia. Nas dependências da referida Capela, e a nível do 1.° andar funcionou a escola primária, de fundação Pombalina onde funcionou um famoso centro cultural, atraindo aqui muitos alunos de todas as freguesias circundantes que iam fazer exame a Leiria. Chegaram a estar hospedados em Alpedriz, alunos da Maiorga e Martingança.

Na mesma capela, e suas dependências esteve aquartelada uma guarnição militar Francesa das tropas de Junot. Mais tarde a sala das aulas passou a ser sede da Junta de Freguesia depois da escola por excesso de frequência ter mudado para uma sala da Casa Vieira da Rosa, sittuada na mesma rua.


Do antigo Pelourinho de Alpedriz já só resta parte da coluna que foi recuperada em virtude de estar bastante desgastada pela erosão.

O Pelourinho sofrer vários derrubes dos quais existe registo pelo menos de um em 1973 e um outro em 1992.

Face á degradação do pelourinho, a Junta de Freguesia no ano de 1994 recuperou a coluna procedendo à sua reconstrução, servindo-se do seu apoio inicial, uma desgastada pedra de moinho. Foi criada uma base de três degraus circulares de pouca altura estando o primeiro ligeiramente enterrado devido à irregularidade do pavimento.


A coluna é cilíndrica sendo constituída por quatro elementos com o diâmetro de trinta e dois centímetros e tem a altura de dois metros e cinquenta centímetros.

O Pelourinho remata num ligeiro listei liso de pouca altura seguido de peça circular mais saliente com bordo boleado.


Relógio de Sol


O Relógio de Sol que se encontra junto do Pelourinho de Alpedriz pertenceu em tempos à denominada Capela do Santissimo que existiu à muitos anos naquele local. O Relógio de Sol desta capela, após a sua destruição, andou de um lado para o outro, até que hoje se encontra num muro construído no sítio onde outrora existiu a capela.

A Capela do Santíssimo, era de pequenas dimensões e tinha um altar bonito, com ornamentos muito dourados e pinturas no tecto. Infelizmente foi destruída no tempo da II Guerra Mundial.

História da sua destruição:

Na época da II Guerra, havia falta de combustíveis e por isso iam buscar lenha aos pinhais das imediações de Alpedriz. Como o largo onde ficava a capela fazia uma curva muito apertada com uma rua estreitíssima, as camionetas carregadas de madeira tinham dificuldade em dar a volta nessa curva.

Então, os proprietários das mesmas, alegando que a capela estava em ruínas, requereram a sua demolição, no que foram atendidos... Assim terminou a vida da Capela do Santíssimo...

Ponte Romana


Na entrada nascente de Alpedriz a estrada atravessa um curso de água onde se encontra uma ponte emoldurada por um melancólico conjunto de árvores.

Desconhece-se as origens desta ponte, mas as pessoas mais idosas de Alpedriz afirmam que já os seus avós afirmavam que as origens da ponte remontam ao período romano.

Não se sabe até que ponto será exacta esta informação mas na verdade é que nos arredores de Alpedriz existem diversos vestígios romanos e próximo da povoação de Casal São Brás existe mesmo um caminho que também se afirma ser do referido período.


Ainda segundo a voz dos mais idosos Alpedriz terá sido ponto de paragem para se deslocava de Lisboa para Coimbra (e em particular aquando das invasões francesas).

Sabe-se ainda que até meados do século XX a estrada que atravessa a ponte era a principal entrada de Alpedriz.

Por tudo isto não sendo necessariamente de origem romana trata-se com certeza de uma ponte bastante antiga e que merece ser visitada pela paisagem envolvente.


Fonte Moura


Da lendária ocupação moura por terras de Alpedriz apenas ficou um nome, ligado aos possiveis povoadores da povoação, a "Fonte da Moura".

Esta fonte fica situada numa propriedade particular e é uma nascente de água, ligada ao rio Loureiro.

Segundo a lenda, uma Moura ia ali buscar água arranjando pretexto para se encontrar com o namorado e terá ali ficado encantada vendo a água a correr e certamente a pensar nas delícias do futuro, quando o povo a que pertencia foi atacado e tudo foi desfeito.


Túmulo Neolítico

Um dos outros vestigios bastante antigos é um túmulo do período neolítico, encontrado em Ribeira do Pereiro, construído provavelmente dois ou três mil anos a.C., situado num local de difícil acesso.


Capela Nossa Senhora da Consolação


Localizada na Ribeira do Pereiro, a Capela de Nossa Senhora da Consolação embora de reduzidas dimensões é extremamente harmoniosa e emoldurada por uma paisagem magnífica.

A capela foi restaurada em 1998.

Fonte: http://www.alpedriz.com/home.htm