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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cela Velha - Monumentos e locais a visitar

Quinta da Cela Velha


Neste local existiram várias quintas, antigas granjas dos Monges de Cister, das quais resta a Quinta da Cela Velha, uma das granjas mais antigas da região, com a primeira carta de emprazamento de 1431, e propriedade da família Andrade e Gamboa desde 1571.

A Quinta da Cela Velha é actualmente também é designada como Quinta de Humberto Delgado e que tem resistido ao longo dos anos à sua traça primitiva.


Esta Quinta é hoje a herdade da família de Humberto Delgado, situando-se a casa, recente, no cimo duma encosta, daí se avistando o fértil vale, outrora braço de mar, e as elevações em redor. Para lá dos portões, uma capela, despojada, a Ermida de S. Bento, donde foram retiradas as peças de valor.


Ermida ou Capela de S. Bento

É ainda na cerca desta Quinta que se situa a Capela de S. Bento, a única das dez ermidas, cuja construção data dos primórdios da nacionalidade, embora existam referências mais ou menos lendárias que atribuem a sua construção ao ano 714 da nossa era.

Certo é que esta ermida se trata do mais antigo templo existente na freguesia da Cela e um dos mais antigos no concelho. O interesse e valor desta capela particular está na sua antiguidade e na sua história, quanto ao resto trata-se de um pequeno templo de linhas simples e sem grandes ornamentos.

A Capela não se encontra aberta ao público, e do seu recheio restaram uma pequena imagem de S. Bento, uma imagem de Nossa Senhora, um crucifixo de marfim e um missal em rito antigo, que hoje estão guardadas e substituídas por estatuetas modernistas de autoria de um dos filhos do general.

Monumento ao General Humberto Delgado


Na Cela Velha ergue-se um monumento ao General Humberto Delgado, o "General sem medo", uma obra moderna da autoria do escultor alcobacense José Aurélio, recheado de simbolismo para homenagear a grande figura da oposição portuguesa, que ousou desafiar o regime ditatorial, quando se candidatou às pseudo eleições livres para a Presidência da República de 1958.

Esta proeza valeu-lhe a designação de “General sem medo” mas pagou com a vida a batalha que travou em prol dos ideais da liberdade, sendo assassinado em Espanha a mando da PIDE, a polícia politica de então.


O monumento em cimento ergue-se num morro sob a forma de pequenos gomos, que representam as forças opressoras fragmentadas por um bloco ao centro, simbolizando o estilhaço da força da liberdade e dois pequenos gomos, estão no centro da povoação.

Este monumento foi inaugurado em 22 de Julho de 1976, com a presença do então Primeiro-Ministro, Mário Soares e muitos milhares de pessoas.



Trabalho elaborado por: Pedro Rafael, nº 22, 7º F.

Cela Velha - sua História


A Cela Velha é uma aldeia que pertence à freguesia da Cela Nova, cuja população se dedica fundamentalmente à agricultura.

A história desta localidade perde-se no tempo, e possivelmente remonta a épocas muito anteriores à formação da nacionalidade, sendo um posto avançado de valor estratégico na defesa da costa. Situada nas margens da antiga lagoa da Pederneira, nas suas imediações existiu a Torre de D. Framondo, torre medieval, que vigiava a entrada nas águas da lagoa.


Existiram na Cela Velha ou proximidades várias quintas, resistindo actualmente na sua traça, a Quinta da Cela Velha, antiga Granja do Mosteiro de Alcobaça, que é pertença da família do General Humberto Delgado. Passa ali também o caminho de ferro da linha do Oeste.

Fonte: Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça, Alcobaça, 1994.

Trabalho elaborado por: Alexandre Marques, nº 3, 7º F.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Famalicão - Monumentos e locais a visitar

Igreja de Nossa Senhora da Vitória de Famalicão


As origens da paróquia de Famalicão perdem-se no tempo. Não se sabe quando foi criada a Paróquia, construída e Sagrada a Igreja, nem a idade da primitiva imagem de Nossa Senhora da Victória, padroeira da Paroquia.

Um dos registos mais antigos, e que chegaram aos nossos dias, foi uma pedra com a inscrição de 1633, proveniente do portigo, a qual, era a Pedra Angula da originária igreja primitiva, que existia no local da actual.


Quando foi feita a reconstrução para a nova igreja, foi encontrado no subsolo, uma Imagem da Santíssima Trindade de pedra Ançã, datada do século XV ou XVI, proveniente da visigótica Igreja de São Gião. Esta Imagem foi retirada no século XVIII, dessa igreja visigótica, pelo último pároco, que ali se deslocara para celebrar o culto, tendo sido trazida para casa do mesmo, no cimo da Serra.

Quando o padre morreu, a referida imagem, foi trazida para presidir á tumba funerária, no interior da Igreja Paroquial. Esta Imagem foi encontrada, como anteriormente foi dito, no ano de 1968, a quando da reestruturação da Igreja, embora danificada pela retro-escavadora podemos, ainda, observar a pintura original da Imagem em diversas partes.


Da igreja primitiva, resta só a torre, com o seu campanário de 3 sinos, os quais começaram a tocar as horas em 1917, segundo inscrição, na mesma. A igreja actualmente, tem arquitectura moderna, tendo sido feitos trabalhos de conservação ao longo dos tempos.

De salientar, que á entrada se encontra em lugar de honra, a referida imagem da Santisssima Trindade, proveniente da visigótica Igreja de São Gião, a qual recebe grande devoção do povo.



Quinta de S. Gião


Situada a meio caminho entre Famalicão e a Nazaré, a Quinta de S. Gião é uma antiga quinta que produzia outrora em abundância trigo, milho, cevada, e outros legumes e que hoje praticamente já nada produz. Junto ás casas da quinta encontra-se uma Ermida consagrada em louvor de S. Gião, e que está em ruínas por sua imemoravel antiguidade.



Igreja de São Gião


A Igreja de São Gião é um templo, classificado como visigótico por alguns autores e como de características asturianas por outros, situado na Quinta de São Gião, na freguesia de Famalicão, a sul da Nazaré e a 500 m do mar, junto às dunas da zona costeira.


Foi um templo descoberto por Eduíno Borges Garcia, em 1961 e classificado como Monumento Nacional pelo Decreto-Lei n.º1/86, de 3 de Janeiro. É considerado um dos templos cristãos mais antigos do território português e mesmo da Península Ibérica.



Trata-se de um pequeno templo monástico, de planta rectangular, com uma só nave de 6,6 m por 3,9 m, sem janelas. Sobre a porta de entrada teria existido uma tribuna de madeira. O tecto é em madeira com vigamento à vista. O cruzeiro é separado da nave por uma iconóstase, constituída por uma parede com uma porta central de arco ultrapassado e duas janelas laterais semelhantes. Este elemento isola o altar e o coro, ou seja, a parte do santuário, semelhante a um pequeno transepto, reservada ao clero, da nave central, reservada aos fiéis.


A ermida tem uma estrutura particularmente frágil, o que torna a sua descoberta tardia um acontecimento deveras espantoso. A sua preservação deve-se à sua permanente utilização. O seu aspecto exterior é bastante rústico, principalmente devido ao facto de ter um anexo simples (talvez do século XV).


A nave transversal tem, de cada lado, uma arcada dupla em ferradura assente numa coluna com capitel coríntio. As arcadas fariam a comunicação entre a nave transversal e uma zona reservada que faria ligação ao presbitério. Este, actualmente destruído, possuía uma planta rectangular e uma cobertura em abóbada ou de canhão, ou de meia-cúpula. A nave era ladeada por duas ou mais divisões que a acompanhariam longitudinalmente e a que se teria acesso por portas simples.


Fonte: Wikipédia

Fotos: Dias dos Reis / Wikipédia

Famalicão da Nazaré - sua História


aldeia de Famalicão dista apenas 8km da sede de concelho. No sopé da Serra da Pescaria e rodeada de férteis campos.
Para esta povoação migraram os habitantes de Paredes, quando o porto foi assoreado, antes de se dirigirem para a Pederneira, que acabou por ter o mesmo destino. De cariz essencialmente rural e agrícola, Famalicão tem assim o seu povoamento, ligado aos habitantes de Paredes da Vitória, que no início do século XVI, aqui se vieram fixar, trazendo com eles o culto de Nª Sra. da Vitória, o que provocou atritos entre os novos e os antigos moradores.

Até ao século XVIII, Famalicão estava dividido em Famalicão de Baixo e Famalicão de Cima. O primeiro pertencia a Alfeizerão e o segundo à Pederneira, e para o qual vieram os habitantes de Paredes..

Foram os habitantes das Paredes da Vitória que se instalaram inicialmente em Famalicão, mais propriamente na parte superior da estrada da divisória da aldeia (mais longe das doenças que na altura surgiram na Cela). Estes habitantes vindos das Paredes trouxeram consigo o culto de Nossa Senhora da Vitória.

Isto veio formar rivalidades entre os novos povos e os antigos, ligados a Alfeizeirão. O resultado desta luta de rivalidades foi a "vitória" de Famalicão de Cima. A partir desta altura a povoação de Famalicão reuniu-se no culto comum a Nossa Senhora da Vitória, celebrada todos os anos no mês de Agosto.

Tal como a Pederneira, Famalicão também fazia parte dos domínios dos Monges de Cister, tendo sido vigararia de apresentação do Mosteiro de Alcobaça, passando posteriormente a priorado.

Actualmente, Famalicão é uma povoação em contínuo desenvolvimento, que tem como base económica a agricultura e a fruticultura, sendo a indústria de fibras de madeira e da cerâmica um pólo de crescimento da freguesia.

Fonte: www.cm-nazare.pt / Wikipédia

Macarca - sua História


A Macarca é uma aldeia situada à beira da estrada do campo, que liga Alfeizerão a Famalicão da Nazaré. Foi ali que à muito tempo existiu a Quinta da Macarca, uma Granja dos Coutos de Alcobaça, "que tinha um peso sócioeconómico superior ao do lugar de Famalicão".(Álvaro Martins, 1519)

A Quinta da Macarca, estava ligada a Alfeizerão, que na altura era muito importante, com um movimento superior ao do porto da Pederneira e que no reinado de D. Manuel I, podia abrigar 80 navios de alto bordo.

Em 1315 o mar entrava por terra a dentro e fazia um grande lago, a antiga lagoa da Pederneira. Nas suas margens existiu a Torre de D. Framondo, torre medieval, que vigiava a entrada nas águas da lagoa. "A água estendia-se desde a Torre de D. Framondo, hoje o lugar de Macarca até ao Valado, fazendo-se embarcações a nordeste do lago, no Porto do Monte de S. Bartolomeu", conforme indica a notável obra de Vieira Natividade.

Estava também ligada a esta Quinta da Macarca, a famosa Torre de D. Framondo, que parece ter pertencido às terras desta quinta.

Já nada existe do que foi esta Torre e os últimos vestígios encontram-se cobertos  por mato. Situava-se na elevação chamada de "Cabeço da Guarita" e noutros tempos foi um castelo erguido numa ilha do mar interior e posteriormente a sua torre serviu de farol para os navegantes.

Segundo M. Vieira Natividade a Torre de D. Framondo pertenceu a um "mouro rico e potentado". No entanto o nome "Framondo não é um antropónimo árabe, mas muito provavelmente visigodo e mesmo que tenha sido pertença de um mouro, tem muitas probabilidades de ter sido edificado por um cristão, D. Framondo". (Garcia, E. Borges)

Fonte: Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça", Alcobaça, 1994 / Garcia, E. Borges, "Acerca dos Pelourinhos dos Coutos de Alcobaça".

terça-feira, 20 de abril de 2010

Salir do Porto - Monumentos e locais a visitar

Ruínas da antiga Alfândega


As ruínas da antiga Alfândega que estão situadas nos limites da praia de Salir são um valioso testemunho do importante passado histórico que Salir viveu. Aqui funcionou uma Alfândega que servia todo o concelho e na qual eram reparados e construídos barcos, com madeiras provenientes do Pinhal de Leiria.


Rezam as lendas que aqui terão sido construídos alguns dos barcos que participaram na Campanha das Índias de Vasco da Gama e onde foi construída e abençoada a Nau São Gabriel. Hoje só estão de pé as velhas paredes, cada vez mais ameaçadas pela erosão causada pela água.


Pocinha

Saindo da povoação e desçendo até à praia, seguindo depois pela areia em direcção à baía e subindo a pequena escada no final da praia, continua-se pelo carreiro até às ruínas e subindo novamente as novas escadas, encontra-se a nascente, a Pocinha.
Sob a protecção da antiga Alfândega esconde-se o ex-libris de Salir do Porto: a chamada “Pocinha”. A Pocinha é uma fonte de água doce que nasce misteriosamente perto da água salgada (há quem diga que nasce nas grutas!) e com grande fluxo.

A sua fama consiste nas suas propriedades medicinais, tal como são descritas na Enciclopédia Portuguesa e Brasileira: “nascem águas cloretadas, bicarbonatadas, e sódicas, cálcicas e magnesianas, silicatadas e lítinadas, a que se atribui notável acção terapêutica no tratamento das dispepsias e de várias afecções cutâneas”.


Monte Castelo


Continuando nas ruínas, encontramos no topo do Monte Castelo, com alguns vestígios do que antes foi uma pequena fortaleza de vigia da região e, segundo alguns historiadores, uma antiga forca.

Muitas são as histórias acerca destas ruínas, desde a crença que pertenciam a um castelo, que existem tesouros nos túneis que ligam estas ruínas a vários pontos da população... Se são folclore ou não, dificilmente iremos saber.


Ruínas da Capela da Senhora de Sant’Ana


A Capela da Senhora de Sant’Ana, é usualmente chamada de “capelinha” e foi erigida na ponta mais afastada de Salir, no cimo da barra que serve de entrada à baía. O seu objectivo era o de abençoar os barcos que partiam de viagem.


Hoje está em ruínas, sendo um dos monumentos históricos mais importantes de Salir e, embora não exista nenhum tipo de exploração o seu acesso é relativamente fácil, podendo fazer-se a maior parte do percurso de automóvel. De lá podemos contemplar a vista magnifica sobre o oceano e acompanhar o pôr-do-sol.


Igreja Matriz de Salir do Porto


Mas nem só de ruínas é feita a aldeia de Salir! A Igreja Matriz da freguesia está situada em Salir e, apesar de não constituir património arquitectónico fora do comum, é bastante interessante de visitar. Nelas são celebradas as missas todos os Domingos e ocasionalmente durante a semana. Pensa-se que esta igreja tenha cerca de três séculos, mas a riqueza arquitectónica histórica do seu interior perdeu-se durante as obras de restauração há alguns anos.


Moinhos

Nas encostas que separam Salir do mar, existem quatro moinhos, testemunhas do passado em que os ventos eram aproveitados para a produção de farinhas. Hoje em dia três deles estão restaurados e são utilizados como casas de férias. O outro está em ruínas. Existem mais moinhos, mas estão igualmente em ruínas e estão situados em locais mais escondidos. 

Estão agrupados dois a dois. Os principais são facilmente visíveis da população. Estão construídos quase lado a lado. Os outros dois encontram-se no caminho para as quebradas, virando à esquerda antes da descida para a Maria da Serra.

Salir do Porto - sua História



Salir do Porto está situado no “sopé” de uma colina que se destaca das restantes. O nome popular desta colina é Castelo, pois no seu topo, de fácil acesso, existem algumas ruínas de uma antiga fortificação e um cruzeiro em cimento que domina a paisagem. Aí podemos desfrutar de uma vista espectacular sobre Salir e arredores.


Embora hoje Salir do Porto seja apenas uma aldeia sem relativa importância a nível nacional, em tempos remotos foi uma vila sede de concelho, cujo porto marítimo era uma das principais fontes de abastecimento da região e por onde eram escoados muitos dos produtos das granjas dos Coutos de Alcobaça.

Salir do Porto é uma terra muito antiga, anterior à própria nacionalidade, ficando a pouca distância da antiga cidade Lusitana de "Eurobriga". Começou por ser conhecida por Salir da Foz, não se conhecendo, no entanto, como lhe chamariam os povos primitivos, por falta de documentação.


O seu toponímico “Salir”, além de significar “saimento” significa também em Português arcaico, “morrer”. E, de facto, ainda hoje, ali “morrem” as ribeiras de Alfeizerão e de Tornada, que se juntam para formar o rio Salir.

Teve foral antigo, segundo alguns autores dado por D. Afonso Henriques, ou segundo outros pelo seu filho D. Sancho I, que conquistou Alfeizerão ao emir Aben-Hassan o qual pereceu na luta com a sua filha Zaira.


Trabalho elaborado por: Beatriz Duarte Silva, nº 6, 7º F.

Fonte. http://www.salirdoporto.com/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

São Martinho do Porto - Monumentos e locais a visitar

Igreja Matriz ou Igreja Paroquial de S. Martinho


Templo datado do século XVIII. Em seu interior destaca-se, por detrás do altar, uma tela de grandes dimensões, pintada a óleo, com a imagem do milagre de São Martinho.

Templo modesto, sem primor arquitectónico, salvo uma banqueta de altar de metal lavrado que figurou em 1950 na Exposição de Arte Sacra de Leria e a imagem de um Cristo crucificado.


Esta igreja é de invocação de S. Martinho, santo que segundo a lenda, num dia de tempestade, para agasalhar um pobre que morria de frio, tirou a capa e com ela embrulhou o infeliz. Deus, comovido com a bondade de Martinho, fez um milagre. Assim,  em pleno mês de Novembro, fez descobrir um sol ardente como se em pleno Verão estivéssemos…

É por isso que, nos princípios de Novembro, surge o “Verão de S. Martinho”, que geralmente ocorre entre os dias chuvosos que pronunciam o Inverno.



Capela de Santo António


A Capela de Santo António situa-se num cabeço próximo à praia de Santo António e é um pequeno templo no alto de um morro, que tem por nome o do Santo.

Segundo consta, a sua origem remonta à época muçulmana ou árabe, altura em que teria sido erigida uma mesquita. Com a reconquista cristã, esta mesquita teria sido destruída e em seu lugar teria sido construída a actual capela.

Santo António, do alto da sua capelinha, foi o refúgio e amparo dos pescadores nas horas difíceis. Escondidas no imaginário ficaram as lendas e superstições relacionadas com esta capela. O seu interior é simples, decorado com apenas duas imagens, a do padroeiro e a da Virgem.

No exterior existem painéis de azulejos azuis e brancos, representando a lenda do milagre da formação do "lago", ou seja, a baía de São Martinho do Porto.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9 e Sara Félix, nº24, 7º F.
 
Fonte: Furtado Marques, Maria Zulmira Albuquerque, "Por Terras dos Antigos Coutos de Alcobaça, Alcobaça, 1994./ www.smartinhoporto.com/monumentos

São Martinho do Porto - sua História


São Martinho do Porto é uma praia que se estende ao longo de uma baía deslumbrante, banhada pelo azul do mar.

Com os seus 3 quilómetros de areal, esta bacia marítima de forma elíptica e águas calmas possui também uma barra com 250 metros de abertura, entre os Morros de Santana a sul e do Farol a norte.

A sua origem remonta a muitos séculos antes da era de Cristo, quando aquela terra e aquele mar não eram chamados de S. Martinho. Na baía ficava o antigo porto romano de “Eburobritium” e a parte da baía junto à barra chamava-se “Porto de Salir”.


Abstraindo da passagem dos romanos pela região, pode fixar-se a origem da povoação numas cabanas de pescadores construídas na encosta SE do morro chamado Outeiro.

No século XIII a região já era arroteada pelos Monges Agrónomos de Alcobaça, como Granja do Mosteiro.
 
Foi no reinado de D. Afonso III, no mês de Junho do ano de 1257, que Frei Estêvão Martins, 12º Abade do Convento de Alcobaça, concedeu o primeiro foral a São Martinho do Porto.
 

O segundo foral foi dado em 1495 pelo D. Abade, Cardeal Donatário de Alcobaça, o Cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel I.

O terceiro foral foi concedido pelo rei D. Manuel I, a 1 de Outubro de 1518. É neste altura que S. Martinho do Porto passa a ser sede de concelho. O quarto Foral foi outorgado em 1527, pelo rei D. João III.

A região é constituída pela serra da Pescaria e pela serra do Bouro que constituiu, em tempos geológicos, uma única ilha, que mais tarde deu origem à baía de São Martinho do Porto.


A baía, situada a 19 quilómetros de Alcobaça e a cerca de 100Km de Lisboa, é o último vestígio do antigo golfo que se estendia até Alfeizerão, até ao século XVI.

A baía foi porto de mar dos Coutos de Alcobaça, onde se desenvolviam atividades ligadas à pesca e à construção naval.

Foi outrora o porto de escoamento da larga produção dos Coutos de Alcobaça e isto só por si justifica o foral concedido, uma vez que era ali que se fazia o escoamento da larga produção dos Coutos de Alcobaça.


No século XVI a construção naval desenvolveu-se mais e era tal a sua importância que algumas das naus que partiram para a desastrosa expedição a Alcácer Quibir foram aí construídas.

No fim do século XVIII o açoreamento acentuou-se e as areias carregadas pela Ribeira de Alfeizerão iam enchendo a apertada concha o que levou ao cancelamento das costruções navais.

Foi vila e sede de concelho até 1855. O concelho era constituído inicialmente apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801. Em 1839 foram-lhe anexadas as freguesias de Alfeizerão, Salir do Porto e Serra do Bouro.


Em 1854 a vila era pobre e pequena e o movimento do porto limitava-se a alguns saveiros que traziam sal para a Nazaré e dois iates do Estado que transportavam madeira para Lisboa. Como consequência da sua decadência é suprimido o concelho no reinado de D. Pedro V e S. Martinho que tinha sido sede de concelho durante trezentos e trinta e seis anos passou para o concelho de Alcobaça.

Dado o desenvolvimento local e a construção do cais, já por volta de 1885 o bairro da praia passou a lembrar uma segunda vila. Hoje a vila é constituída por dois núcleos distintos, a parte baixa, vizinha à praia, mais vocacionada para a atividade turística; e a parte alta, onde se encontram as moradias tradicionais e a Igreja Matriz.

A vila de S. Martinho do Porto desenvolve-se em anfiteatro desde a Capela de Sto. António até ao Cais e à praia, seguindo pela Avenida Marginal até às dunas de Salir.


Pelas suas características, a baía de São Martinho do Porto foi um dos principais portos do País até finais do século passado, vindo a perder gradualmente a sua importância com o aparecimento dos navios a vapor. Nos dias de hoje trata-se de um importante porto de recreio e centro de recolha de algas submarinas.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F.
 
Fonte: www.guiadacidade.pt/portugal / Wikipédia / http://www.alcobaca.com/smporto/

domingo, 18 de abril de 2010

Alfeizerão - Monumentos e locais a visitar

Ruínas da muralha do Castelo


O Castelo de Alfeizerão encontra-se numa colina, para poente, à entrada da vila, de quem vem de S. Martinho do Porto. Mas para o viajante, que vê a colina, ali observe apenas uma pequena mata. Nessa mata se esconde o castelo, que ainda apresenta restos dos torreões cónicos.

Aquela colina muito tem para revelar, e todos os alfeizerenses sabem que a colina, nas traseiras da igreja, é muito rica em história. 

O Castelo de Alfeizerão é o ex-libris da vila e não é por acaso, que no seu brasão, se apresenta uma meia lua árabe.

Este castelo árabe foi conquistado por D. Afonso I em 1147, e reedificado. No séc. XVIII ainda existia parte deste soberbo Castelo. Actualmente só existem vestígios da antiga construção. O acesso faz-se pelo caminho das traseiras do cemitério, por trás da igreja paroquial de Alfeizerão.


O que resta do Castelo de Alfeizerão não foi ainda objecto de um estudo monográfico rigoroso, devidamente acompanhado pelo contributo arqueológico. A relevância estratégica da localidade no então nascente reino de Portugal, em expansão para Sul perto de meados do século XII, certamente determinou um fenómeno de militarização da zona, que constituía um dos escassos portos de abrigo da revolta costa atlântica a Norte de Lisboa.

Com efeito, a cerca de 3 Km situa-se a localidade de São Martinho do Porto e o castelo era o principal ponto defensivo entre Peniche e a Nazaré, dispondo, aparentemente, de um pequeno porto de abrigo.


O castelo foi implantado numa colina dominante sobre a costa e uma extensão de terra interior, a cerca de 45 metros de altitude. Apesar da destruição maciça da sua estrutura, resta parte de um pano de muralha, composto por aparelho isódomo, que ligava dois torreões semicirculares, de volumetria original desconhecida.

Aparentemente, o recinto seria de planta quadrangular, defendido por oito torreões e integrava torre de menagem isolada no pátio, ligeiramente descentrada para o lado nascente (voltado a terra).


Escasseiam as referências à vida do Castelo durante a Baixa Idade Média, mas o seu declínio está relativamente documentado, acompanhando o progressivo assoreamento do porto. No século XVI, este entreposto marítimo tinha ainda a capacidade para albergar 80 navios de grande porte, mas os séculos seguintes foram marcados por uma progressiva decadência.

Em 1755, o terramoto destruiu parte da fortaleza, que não voltou a ser reconstruída, sintoma evidente da perda de importância do local em termos militares. Em meados do século XX, o que dele restava estava na posse de privados e, em 1973, procedeu-se a uma primeira abordagem arqueológica ao conjunto, que não teve, contudo, continuidade.


Igreja Matriz de São João Baptista de Alfeizerão


A Igreja Matriz é de estilo renascentista e é dedicada a S. João Baptista. Possui uma só nave e três altares: o altar-mor, o altar do Arcanjo e o altar de Nossa Senhora do Rosário.

Acredita-se que o templo remonte a finais do século XV ou início do século XVI. No início do século XVII, sofreu uma primeira intervenção (1633).

Sériamente danificada pelo terramoto de 1755, sofreu trabalhos de reparação em 1762. Em 1851 encontrava-se em estado de ruína, período em que a secretaria do Governo Civil de Leiria autorizou a Junta da Paróquia a alienar o que restava da Capela do Espírito Santo em Alfeizerão para patrocinar as obras de reparo devidas.


A arquitectura da Igreja é de planta longitudinal, de nave única. O seu exterior denuncia influência estilística do rococó, mais concretamente na empena curvilínea, na traça da moldura dos vãos e na torre sineira da fachada principal. O seu interior, muito alterado ao longo dos tempos, é dominado por linhas direitas e actualmente encontra-se despojada da talha dourada que já possuiu.

O seu interior sofreu profundas alterações ao longo dos séculos. É dominado por linhas retas e, em nossos dias encontra-se despojado da talha dourada que possuiu no passado. Nele destaca-se uma imagem quinhentista do padroeiro.



Pelourinho

O Pelourinho de Alfeizerão e um monumento de estilo manuelino, que data do século XVI.

Depois de, na época das lutas liberais, ter sido destruído, pois era considerado símbolo de opressão e tirania, foi, há poucos anos, reconstruído e colocado junto à Igreja Matriz. Assemelha-se ao pelourinho de Turquel nas dimensões, forma e elementos decorativos.

Sobre uma base circular de três degraus, ergue-se o fuste dividido em duas peças com estrias espiraladas fiadas de quadrifólios entre as caneluras. O remate que é constituido por um tronco-piramidal de base quadrada, ornamentada com flores-de-lis e duas torres numa das faces, e uma figura humana com manto noutra face, assenta sobre um capitel envolvido por folhas de acanto.


Na base do remate, ornamentada com flores-de-lis, estas representam o elemento constitutivo do brasão da Ordem de Cister. Nas faces do remate,  as duas torres ou castelos, representam a Torre do Castelo de Alfeizerão e a Torre  de D. Framondo, do Castelo de Famalicão, pois a planta de ambos é semelhante.


Capela de Santo Amaro



Foi erguida no séc. XV ou XVI, no término da estrada medieval que ligava a vila da Pederneira a Alfeizerão.

É um templo rural, com galilé exterior aberta à frente, apoiando-se o alpendre sobre quatro colunas simples. No seu interior, além da imagem do Santo, há a referir duas pequenas pias de água benta, engastadas na parede lateral direita e uma grande pia baptismal de pedra. A imagem do Santo, que se encontra no interior da capela, é de pequenas proporções e de pedra policromada. Ostenta uma barba comprida.



Capela de Santa Quitéria

Datada do séc. XVIII. As obras de restauro, foram feitas há alguns anos e descaracterizaram-na totalmente.


Casa "O Relego"

Na Rua do Relego existem umas ruínas de uma casa do séc. XVI conhecida como "O Relego".  Nela encontra-se uma janela famosa pela sua antiguidade. Supõe-se que pertenceu a uma casa onde guardavam o trigo, vinho e outros géneros cobrados pelo Mosteiro de Alcobaça.

Trabalho elaborado por: Beatriz Duarte Silva, nº 6, 7º F, Grupo 3.


Fotos: Dias dos Reis