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terça-feira, 9 de março de 2010

Sala dos Reis - Mosteiro de Alcobaça


Ao lado da entrada do Mosteiro, do lado esquerdo, por onde terminam habitualmente as visitas ao Mosteiro, encontra-se a Sala dos Reis, onde se encontram as imagens de várias figuras régias.

Na Sala dos Reis, encontram-se em cima de pedestais, colocadas a meia altura da sala, as 19 estátuas dos reis de Portugal desde D. Afonso Henriques, até D. José I.

As estátuas são obras em barro policromado dos monges barristas. A sequência de reis não está terminada devido à expulsão das ordens religiosas e ao facto do Mosteiro ter ficado desabitado.


A sala é decorada com azulejos que retratam acontecimentos de alguns episódios da história de Portugal e do Mosteiro.

Nos azulejos azuis, datados do último terceto do século XVIII, que revestem as paredes da Sala dos Reis, representou-se a história da fundação do Mosteiro de Alcobaça. Nesse local, encontra-se também um grupo de estátuas de D. Afonso Henriques, de São Bernardo de Claraval e do Papa Inocêncio II que representam a coroação imaginária do rei português no ano de 1139.

Nesta sala, encontra-se agora também, a loja do Mosteiro.

Fonte: Wikipédia

Claustro do Poente - Mosteiro de Alcobaça


Este claustro englobava, durante a época medieval, as salas dos irmãos leigos que aí tinham o seu refeitório. Além disso, existiam nesse local as despensas do Mosteiro.

Os irmãos leigos tinham acesso à igreja por um caminho próprio, que se encontra hoje em dia na porta da entrada da Sala dos Reis. Durante as missas, estava-lhes destinada a parte de trás da igreja.

A partir do século XVI, a área dos irmãos leigos foi totalmente transformada. O cardeal D. Henrique (Abade de Alcobaça de 1540 a 1580), mandou construir, nesse local, o Palácio da Abadia com a ordem de que, após a sua morte, essas salas fossem utilizadas para o alojamento de convidados.

Após a sua morte, existem provas da existência do albergue (também no piso superior), da Sala das Conclusões e da Sala dos Reis.

Na Sala das Conclusões encontravam-se as estátuas dos reis portugueses que, entre os anos de 1765 e 1769 foram mudadas para a actual Sala dos Reis que, anteriormente, tinha servido de capela. Mais tarde, a Sala das Conclusões serviu como arquivo e, na época moderna, foi usada pela Repartição das Finanças.

Este claustro pode observar-se muito bem das janelas ou varanda do Dormitório.


Fonte: Wikipédia

domingo, 7 de março de 2010

Sala dos Monges - Mosteiro de Alcobaça


Por baixo da parte norte do Dormitório, acessível através de uma porta que se encontra ao lado da escada para o mesmo, localiza-se a Sala dos Monges. Esta sala possui 560 m², inclinando-se para o lado norte mediante quatro degraus.

Nos primeiros séculos, esta sala servia para o alojamento dos noviços, que não podiam participar na vida normal da ordem dos monges brancos. Quando no início do século XVI, o dormitório dos noviços foi transferido para o segundo andar do Dormitório, a Sala dos Monges transformou-se numa sala de trabalho, numa sala de espera e numa sala de estar dos monges.

Após a construção da nova cozinha, no século XVII, também era nesta sala que eram entregues e armazenadas as mercadorias.

No ponta a sul da Sala dos Monges encontra-se uma separação mural maciça, aberta em direcção ao tecto, formando uma sala estreita em direcção ao muro a norte do Parlatório.

Em 1229, o cabido-geral dos cistercienses decidira que todos os mosteiros deviam ter uma prisão no seu interior. A abadia possuia para a sua jurisdição civil uma prisão nos calabouços do castelo que se localizava acima e a ocidente do Mosteiro. De acordo com a nova regra, o compartimento no final da Sala dos Monges passou a ser utilizado como uma prisão pertencente ao Mosteiro.

Fonte: Wikipédia

O Dormitório - Mosteiro de Alcobaça


Em seguida, abre-se uma porta para acesso à escada do Dormitório. Esta escada foi somente descoberta em 1930, quando se fizeram as obras de renovação. No piso superior, com decoração manuelina, situa-se o amplo Dormitório dos Monges, coberto por uma abóbada de ogivas quadrangulares apoiadas em grossos pilares octogonais.

O Dormitório, que se localiza no primeiro andar, tem o comprimento de 66,5 m e a largura de 21,5m até 17,5m sobre o lado oriental total da parte medieval da abadia, tendo deste modo uma área de perto de 1300 m². Na forma actual e restaurada, o Dormitório apresenta-se na sua forma medieval original.

Na parte superior do lado sul, o Dormitório é aberto por uma grande porta ogival que dá acesso ao transepto a norte da igreja. Antigamente, e nesse local, existia uma escada que descia, cumprindo uma regra cisterciense que obrigava a que o dormitório possuisse duas entradas de acesso.

Na parte superior do lado norte do Dormitório encontravam-se as latrinas, que se encontravam obrigatoriamente separadas por uma sala à parte, uma regra estipulada de igual modo pelas regras cistercienses. As águas eram escoadas para o jardim do lado norte da abadia.

Os monges dormiam no Dormitório todos juntos e totalmente vestidos, sendo separados apenas por uma separação móvel. O abade possuia uma cela própria na parte sul da igreja. Naquele tempo, era esta a disposição existente na maior parte dos mosteiros.

A meio do lado ocidental, há uma porta estreita que dava acesso a uma escada em caracol, que hoje dá acesso à cozinha e, na Idade Média, permitia a entrada no Calefactório. Por este lado, havia também acesso ao claustro superior.

O Dormitório foi sendo alterado ao longo dos séculos. No início do século XVI, adquiriu um segundo chão, inserido mais ou menos ao nível do capitel dos pilares, continuando a existir um pé direito suficiente. Supostamente, era neste lugar que os noviços dormiam.

Por baixo, na metade a norte, foram construídas salas, que eram utilizadas como biblioteca, até à construção da nova Biblioteca em 1755, e arquivo.

No lado sul foram construídas celas, uma vez que, com o alargamento do novo Mosteiro à volta dos claustros, que se encontravam a oriente, este tipo de alojamento substituía as velhas salas de dormir. No lado oriental, através dos alargamentos, o dormitório adquiriu um terraço de acesso directo.

Em 1716, foi construída uma fachada nova ao Dormitório, direccionada a norte. Esta fachada foi coroada com uma estátua do fundador da abadia, D. Afonso Henriques. No ano de 1940, e no âmbito da restauração, foi eliminado o segundo chão inserido anteriormente.

O Dormitório, tal como hoje é visível, é hoje uma sala de três naves de enormes dimensões, utilizado fundamentalmente para eventos culturais como, por exemplo, exposições.


Fonte: Wikipédia

O Parlatório - Mosteiro de Alcobaça

O Parlatório de 5 m de largura, encontra-se ao lado da Sala do Capítulo. Era apenas no Parlatório que os monges estavam autorizados a falar com um representante do abade.

Por princípio, os monges estavam obrigados ao silêncio, com excepção da reza, e só se podiam transmitir informações muito necessárias. Por esse motivo, muitos utilizavam uma linguagem gestual.

Fonte: Wikipédia

Sala do Capítulo - Mosteiro de Alcobaça


O acesso à Sala do Capítulo revela uma fachada especialmente vistosa devido aos seus pilares escalonados uns atrás dos outros.

A Sala do Capítulo servia às assembleias dos monges e era, depois da igreja, a sala mais importante do Mosteiro. O seu nome deve-se às leituras que eram feitas a partir dos capítulos das regras beneditinas. Por outro lado, essa sala era o lugar das votações e de outros actos semelhantes feitos pelos monges.

Ela tem uma forma quadrada de 17,5 m x 17,5 m, havendo espaço para 200 monges. Na época medieval, havia uma escada que conduzia directamente da Sala do Capítulo para o Dormitório, uma vez que os monges eram obrigados a ir lá durante a noite.

Na área da entrada para a Sala do Capítulo existe uma placa funerária de um abade não identificado. Antigamente, o chão desta sala estava todo ele coberto por estas placas funerárias pois, de acordo com uma regra cisterciense do ano de 1180, os abades deviam ser enterrados na Sala do Capítulo. Assim, os monges eram obrigados a tomar as suas decisões em cima dos túmulos de abades falecidos.

Este género de enterro era uma grande excepção dentro da ordem cisterciense pois, normalmente, os enterros estavam proibidos dentro dos mosteiros. Por esse motivo, encontra-se uma porta, com acesso ao exterior, no transepto a sul, chamada de Porta da Morte, pois os monges falecidos eram transportados através dela para serem enterrados.

Não obstante este facto, durante os trabalhos de renovação da Abadia de Alcobaça, foram encontrados debaixo do chão e também nos muros monges enterrados, para os quais, obviamente, foi feita uma excepção àquela regra.

Fonte: Wikipédia

Claustro do Capítulo - Mosteiro de Alcobaça


O claustro do lado oriental, o Claustro do Capítulo, inicia-se no seu lado sul com uma porta de ligação à igreja, através da qual os monges brancos passavam para entrar na igreja, e engloba a sacristia medieval, a Sala do Capítulo, o Parlatório, a escada de acesso ao dormitório e o acesso à Sala dos Monges.

Fonte: Wikipédia

A Cozinha - Mosteiro de Alcobaça


Durante o seu reinado (1656-1667), o rei D. Afonso (1643-1683) deu a ordem de construção de um novo claustro na área noroeste do Mosteiro, através do qual era necessário abdicar da cozinha medieval a oeste do refeitório.

Ao mesmo tempo, os hábitos alimentares dos monges tinham-se alterado. De acordo com as regras cistercienses antigas, a carne e as matérias gordas estavam proibidas aos monges. Abria-se uma excepção no caso de doença, podendo os monges comer carne na enfermaria.

No ano de 1666, o Papa Alexandre VII autorizou o consumo de carne três vezes por semana. Esta autorização desencadeou uma mudança radical nos costumes dos monges, estando a sua pequena cozinha, tecnicamente, impreparada. Assim, foi necessário desviar o calefactório a leste do refeitório para se criar uma cozinha nova.


Para além da cozinha, o Calefactório era a única sala em que se podia aquecer, pelo que, na época medieval, era neste local que os copistas copiavam os seus livros. No entanto, com o alargamento de mais claustros do Mosteiro essa sala tornou-se desnecessária até porque, entretanto, a impressão tinha substituído a cópia manual.

Deste modo, foi construída na área do Calefactório e do pátio uma nova cozinha, de 29 m de profundidade e de 6,50 m de largura, que ultrapassava os dois andares, atingindo uma altura de 18 m. A data exacta da nova construção não é conhecida, embora exista, numa parede da cozinha, uma inscrição com a data de 1712.


Porém, presume-se que a cozinha nova ainda tenha sido construída antes do claustro do rei D. Afonso VI, por volta do século XVII. No meio da cozinha, foi construída uma lareira sobre uma área de ca. de 3 x 8 m, com uma altura de 25 m, com duas lareiras laterais com as medidas de 2,5 m x 1,5 m e de 4 m x 1,5 m de altura igual, sendo estas medidas as mais altas do Mosteiro, após a igreja com a sua nave.

O chão da lareira principal era rebaixado em relação ao nível do solo para que captassem as brasas, pelo que estas disposições – após a abstinência de carne durante séculos – eram propícias ao grelhar e à cozedura de gado. Alguns cálculos concluíram que a cozinha era o suficiente para alimentar mais de 500 monges.


Em 1762, existiam em Alcobaça 139 monges brancos, juntando-se-lhes ainda os irmãos leigos. Por baixo do chão da cozinha corre uma conduta da Levada, um braço artificial do rio Alcoa. A água sai pelo lado norte da cozinha por uma fenda aberta para fluir numa bacia inserida no chão, da qual a água era retirada. Segundo a lenda, os monges terão pescado nesse local, o que parece muito pouco credível.

Do lado oeste da cozinha foram colocadas sete grandes bacias de pedra com saídas por meio de figuras imaginárias ou caretas, das quais saía a água para dentro de duas bacias do tamanho de uma banheira, alimentadas por uma fenda saída da parede.


Esta fenda era alimentada por uma outra afluência de água, que, por sua vez, era alimentada por uma fonte através de uma conduta de 3,2 km com água potável. Em 1762, a cozinha recebeu os azulejos nas paredes e nos tectos que ainda hoje existem.

Fonte: Wikipédia

O Refeitório - Mosteiro de Alcobaça


A oeste e ao lado da nova cozinha encontra-se o Refeitório, a sala de jantar dos monges brancos. O Refeitório era constituído por um pavilhão com três naves com 620 m² ( 29 x 21,5 m).

Por cima da entrada encontra-se uma inscrição em latim de difícil interpretação: respicte quia peccata populi comeditis (lembrem-se que estão a comer os pecados do povo). A sala impressiona pelas suas proporções harmónicas, possuindo janelas tanto do lado norte como a leste.



Do lado oeste, uma escada de pedra conduz ao púlpito do leitor, que lia textos da Ordem durante as refeições. Os monges sentavam-se com os rostos virados para a parede e tomavam a sua refeição em silêncio.

O abade estava sentado com as costas viradas para a parede a norte e observava a sala. No lado oeste da ponta a sul, o Refeitório abria-se para a antiga cozinha medieval, hoje uma sala lateral, que conduz ao claustro de D. Afonso VI.


Alguns metros à frente, encontra-se na mesma parede uma abertura de dois metros de altura e 32 cm de largura, que conduz à sala, não existindo nenhuma explicação científica para ela. De acordo com uma lenda, esta abertura destinava-se ao controle do peso dos monges. Uma vez por mês, os monges tinham de passar por esta porta, o que só era possível fazendo-o de lado. Se, devido ao excesso de peso, os monges não conseguissem passar pela abertura, eram obrigados a fazer dieta.


Fonte: Wikipédia

O Lavabo - Mosteiro de Alcobaça


Junto ao jardim do Claustro de D. Dinis, na galeria Norte, em frente da entrada do refeitório encontra-se o lavabo, que, traduzido à letra, significa a sala da lavagem. No meio de um pequeno pavilhão de cinco cantos existe um poço com água corrente, no qual os monges se podiam lavar antes das refeições. Esta disposição é típica dos mosteiros cistercienses.


O lavabo é igualmente alimentado pela água da própria conduta de água potável. O tecto do pavilhão possui um terraço, ao qual se acede por meio de uma escada a partir do claustro superior. Nesse terraço encontra-se um antigo relógio de sol.


Também era ali que todos os monges faziam os mesmos cortes de cabelo, que eram todos iguais, em forma de consura.


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, 5 de março de 2010

Claustro de D. Dinis ou do Silêncio - Mosteiro de Alcobaça


O primeiro claustro e a igreja foram possivelmente completados em 1240. No entanto, é provável que o claustro se tenha desmoronado.

Entre 1308 e 1311 ele foi substituído pelo ainda hoje existente Claustro de Dom Dinis ou Claustro do Silêncio, nome que se deve à proibição de conversação naquele tempo nesse local. As laranjeiras e as sebes de buxo permitem que o lugar tenha sempre um perfume permanente que se intensifica na Primavera.

O seu comprimento à volta é de 203 metros e  tem uma altura média de 5 m. Por ordem do rei D. Manuel I (1469-1521), no início do século XVI, foi adicionado um segundo andar ao claustro. O acesso ao piso superior do claustro efectua-se por um púlpito, uma escada em caracol na parede, interligando também a cozinha ao dormitório.


Fonte: Wikipédia

Os sarcófagos de D. Pedro e D. Inês de Castro - Mosteiro de Alcobaça



Os túmulos de D. Pedro I (1320-1367), com o cognome "O Terrível" ou também "O Justo", e o de D. Inês de Castro (1320-1355), que se encontram em cada lado do transepto, conferem e atribuem um grande significado e esplendor à igreja.

Os túmulos pertencem a uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média. Quando subiu ao trono, D. Pedro I tinha dado ordem de construção destes túmulos para que lá fosse enterrado o seu grande amor, D. Inês de Castro, que tinha sido cruelmente assassinada pelo pai de D. Pedro I, D. Afonso IV (1291-1357).


Este pretendia, também, ser ele próprio ali enterrado após a sua morte. As cenas, pouco elucidativas, representadas nos túmulos, ilustram ou cenas da História de Portugal, ou de origem bíblica ou ainda recorrem simplesmente a fábulas. Por um lado, esta iconografia é bastante extensa, sendo, por outro lado, muito discutível. Ambos os túmulos datam da 1360.


A criação dos túmulos

D. Pedro I casou em 1336, em segundas núpcias, com D. Constança Manuel (1318-1345), uma princesa castelhana. Devido a várias guerras entre Portugal e Castela, D. Constança só chegou a Portugal em 1339. No seu séquito, ela trazia a camareira Inês de Castro, que provinha de uma antiga e poderosa família nobre castelhana.


D. Pedro I apaixonou-se por ela. Em 1345, D. Constança morreu catorze dias após o parto do seu filho sobrevivente, D. Fernando I.

D. Pedro I passou a viver maritalmente e publicamente com D. Inês de Castro, nascendo desta relação três filhos. O pai de D. Pedro I, D Afonso IV, não aceitou esta relação, combatendo-a e, em 1335, condenou D. Inês à morte por alta traição.


Após subir ao trono, D. Pedro I vingou a morte da sua amada (afirmando ter-se casado com ela em segredo no ano de 1354) e decretou que se honrasse D. Inês como rainha de Portugal. Quando em 1361 os sarcófagos estavam prontos, D. Pedro I mandou colocá-los na parte sul do transepto da Igreja de Alcobaça e trasladar os restos mortais de D. Inês de Coimbra para Alcobaça, sob o olhar da maior parte da nobreza e da população.

No seu testamento, D. Pedro I determinou ser enterrado no outro sarcófago de forma a que, quando o casal ressuscitasse no dia do Juízo Final, se olhassem nos olhos (de acordo com as fontes, só existiria o pedido de ser lida diariamente uma missa junto aos seus túmulos).


O túmulo de D. Pedro, com uma decoração detalhada e trabalhada com cenas da vida de S. Bartolomeu, que protegia os gagos, como D. Pedro e o elemento mais importante do túmulo, as duas rodas que representavam a vida e a fortuna e ambas tinham cenas relacionadas com a vida de D. Pedro. Outro símbolo no seu túmulo são os leões que representem a força, neste caso do rei. A sua arca tumular é uma obra-prima gótica, como antes não tinha havido.

O túmulo de D. Inês de Castro, no qual são representadas cenas da sua própria vida incluindo o seu assassinato e cenas da vida de Cristo. Num dos extremos está representado o Juízo Final, quando cada homem se dirige para a eterna morada. A segurar o túmulo em baixo, estão representadas três figuras híbridas que são a alegoria dos assassinos de D. Inês. Mais uma vez, o túmulo é exemplo de uma escultura tumular gótica bastante detalhada, uma obra-prima. Ao lado do seu túmulo existe, agora, um relicário feito por José Aurélio para comemorar os 656 anos após a sua morte.

A sorte dos túmulos

No dia 1 de Agosto de 1569, o rei D. Sebastião I (1554-1578), cujo tio era o cardeal D. Henrique, abade de Alcobaça, mandou abrir os túmulos. De acordo com os relatos de dois monges presentes, enquanto os túmulos eram abertos, o rei recitava textos alusivos ao amor de D. Pedro e de D. Inês. Durante as Invasão Francesa do ano de 1810 os dois túmulos não só foram danificados de forma irreparável, como ainda foram profanados pelos soldados.

O corpo embalsamado de D. Pedro foi retirado do caixão e envolvido num pano de cor púrpura, enquanto a cabeça de D. Inês, que ainda continha cabelo louro, foi atirado para a sala ao lado, para junto dos outros sarcófagos. Os monges reuniram posteriormente os elementos dos túmulos e voltaram a selá-los.

Após o ano de 1810, os túmulos foram sendo colocados em vários sítios da igreja, para voltarem à sua posição inicial no transepto, frente a frente, em 1956. Agora, os túmulos são o destino de muitos apaixonados, que muitas vezes os visitam no dia do seu casamento, para fazerem juras de amor eterno e de fidelidade defronte aos dois túmulos.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sala dos Túmulos Reais - Mosteiro de Alcobaça


Dentro da igreja encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso II (1185-1123; túmulo datado de 1224) e de D. Afonso III (1210-1279).

Os túmulos situam-se dos dois lados da Capela de São Bernardo (contendo a representação da sua morte) no transepto a sul.

Diante destes túmulos, numa sala lateral, a Sala dos Túmulos, posicionam-se oito outros túmulos, nos quais se encontram D. Beatriz, mulher de D. Afonso III e três dos seus filhos.


Um outro sarcófago pertence a D. Urraca, a primeira mulher de D. Afonso II. Não se conhece a história dos outros sarcófagos, estando estes, hoje em dia, vazios após terem sido novamente selados entre 1996 e 2000.

O edifício lateral, onde esses sarcófagos se encontram actualmente, foi reconstruído na sequência dos estragos causados pela grande inundação de 1772. A partir do século XVI, os sarcófagos encontravam-se no transepto a sul e, anteriormente, provavelmente na nave central da igreja.

Fontes: Wikipédia

A Sacristia - Mosteiro de Alcobaça


Pela cabeceira da Igreja faz-se o acesso à Sacristia Joanina, do séc XVIII, através de um espantoso portal manuelino da autoria de João de Castilho, séc XVI, bem como às Capelas das Relíquias e do Senhor dos Passos, ambas em estilo barroco.

A Sacristia medieval de 100 m², que se encontrava no final do lado norte do transepto, foi substituída, no tempo do rei D. Manuel I (1495-1521), por uma sacristia maior de 250 m², do lado sudeste do coro juntamente com um átrio.

Ao mesmo tempo, construiu-se a Capela do Senhor dos Passos. Tanto a sacristia como a capela foram destruídos durante o terramoto de 1755. Na sua reconstrução, conservaram-se os portais manuelinos, que são uns dos poucos elementos de construção deste estilo em Alcobaça. No final da sacristia encontra-se a Capela das Relíquias.

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 2 de março de 2010

Deambulatório - Mosteiro de Alcobaça


O Deambulatório é uma obra complexa. A sua estrutura interior, o presbitério, propriamente dito, articula-se com a nave por intermédio de duas paredes opostas, rectas, marcadas por dois pilares nos extremos e de cada lado; Oito colunas de grande diâmetro e robustez com capitéis de cesto troncocónico côncavo e ornamentação vegetalista muito simplificada, sustentam arcos quebrados muito aperaltados; A abóbada, nervurada e ligeira, parte de meias colunas cuja raiz se situa acima daqueles capitéis.


A parte exterior do Deambulatório é dotada de uma abóbada mais pesada e de acordo com os sistemas mais simples utilizados no restante edifício.

Fonte: Wikipédia

Igreja do Mosteiro de Alcobaça


A Igreja do Mosteiro é constituída por uma nave central, duas naves laterais, e um transepto, criando a imagem de uma cruz.

É discutível se a Igreja foi construída, em relação ao altar, ao deambulatório e ao transepto, na forma actual ou se se desviou de forma semelhante àquela desenvolvida no mesmo período por Claraval, tendo um transepto mais curto e sem deambulatório.


Todas as naves têm 20m de altura. A sala do altar é limitada a oriente por um caminho com nove capelas radiais. As outras quatro capelas vão dar, pelos dois lados, ao transepto.

O comprimento total é de 106 m, a largura média é de 22 m e a largura do transepto é de 52 m. Desta forma, esta Igreja é uma das maiores abadias que os cistercienses construíram na Europa, tendo outrora, tido apenas a Abadia de Vaucelles, com 132 m, de maior dimensão, que hoje já não existente.


Apesar de a Abadia de Pontigny, que se localizava igualmente em França, ter com os seus 108 m, dois metros a mais, ela tinha um transepto mais estreito.

A igreja da Abadia de Claraval, que hoje já não existe e que servia de modelo à parte medieval do Mosteiro, tinha o mesmo tamanho. A arquitectura da igreja de Alcobaça é um reflexo da regra beneditina da procura da modéstia, da humildade, do isolamento do mundo e do serviço a Deus.


Os cistercienses partilhavam estas ideias, ornamentando e construindo a estrutura das suas igrejas de forma simples e poupada. Apesar da sua enorme dimensão, o edifício apenas sobressai através dos seus elementos de estrutura necessárias que se dirigem ao céu.

Esta impressão foi restabelecida através da restauração efectuada em 1930. Neste mesmo ano ficou decidida a reconstrução nos moldes da época medieval, eliminando-se muitas construções que foram surgindo ao longo dos séculos. Infelizmente, também se eliminou um órgão. Por conseguinte, as pedras à base de calcário, que constituem o muro, ficaram visíveis, contendo muitas os símbolos do entalhador. Por isso, sabe-se que o seu trabalho era remunerado. As cadeiras do coro, originárias do século XVI, arderam em 1810, durante as Invasões Francesas.


A fachada principal do Mosteiro a ocidente foi alterada entre 1702 e 1725 com elementos do estilo barroco. Desde aí, a fachada da igreja é ladeada, em direcção à praça, por alas de dois andares com um comprimento de 100 m cada.

A própria igreja adquiriu dois campanários barrocos e possui uma fachada de 43 m, ornamentada por várias estatuetas. A escadaria da entrada, com as suas decorações barrocas, data, igualmente, deste tempo.


Da fachada antiga apenas restam o portal gótico e a rosácea. É difícil conhecer-se o aspecto da fachada original, pois foi destruída em 1531. Provavelmente, a igreja não possuiria campanários, correspondendo, deste modo, ao ideal cisterciense da simplicidade.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Alcobaça - Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça

Neste primeiro Roteiro de Estudo, propõe-se apenas a visita ao Real Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, deixando-se os restantes monumentos da cidade para outra visita, integrada num dos outros Roteiros de Estudo a realizar.

Sendo uma das primeiras fundações monásticas cistercienses em território português, o Mosteiro de Alcobaça tornou-se a principal casa desta Ordem religiosa, graças a uma continuada política de protecção régia, iniciada pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

As dependências medievais bastante bem conservadas, fazem do Mosteiro de Alcobaça um conjunto único no mundo, a que acrescem as edificações posteriores, dos séculos XVI a XVIII, como importante testemunho da evolução da arquitectura portuguesa.

A Abadia fundada em 1153, por doação de D. Afonso Henriques a Bernardo de Claraval, só começou a ser construída em 1178.
 
Do conjunto monástico fazem parte a Igreja com planta em cruz latina, e três claustros seguidos, de dois andares. Recentemente foi descoberta a existência de um quarto claustro que terá sido destruído aquando o grande terramoto de 1755.

A Igreja, iniciada como era prática corrente pela cabeceira, com três naves à mesma altura, o transepto de duas naves e o deambulatório, formam um conjunto que impressiona pela simplicidade, grandeza e austeridade.
 
É a maior e a primeira grande obra do gótico primitivo português, depois substancialmente alargada e enriquecida com as sucessivas doações reais. Em 1308, D. Dinis faz construir o Claustro do Silêncio, acrescentado de um piso já no reinado de D. Manuel, que mandou também construir a chamada Sacristia Manuelina, obras encomendadas ao arquitecto João de Castilho.
 
A partir do Abade Comendatário Cardeal D. Henrique, começaram as grandes alterações espaciais no Mosteiro, com a construção do Palácio Abacial no extremo Norte da Ala Norte e do Claustro do Cardeal, seguindo-se, no séc. XVII, a Hospedaria, a primitiva Sala dos Reis, com estátuas de todos os reis portugueses até D. José, e o Noviciado.
De grande destaque é o Deambulatório, a Sala do Capítulo, a Sacristia, a Capela das Relíquias, o Parlatório, o Dormitório, a Sala dos Monges. Notável também é o Relicário e o Altar da Morte de S. Bernardo dos finais do séc. XVII, em terracota, assim como a grande Cozinha do séc. XVIII, (Cozinha Velha e Nova), o Refeitório e o Lavatório.
 
A Sala dos Túmulos, em neo-gótico, guarda os túmulos de várias rainhas e príncipes, entre os quais os túmulos de D. Afonso II (1185-1123) e D. Afonso III (1210-1279) . No transepto da Igreja de Santa Maria, encontram-se duas das mais belas obras da arquitectura tumular do séc. XIV, os famosos túmulos de D Pedro e D. Inês de Castro, daquela que é considerada uma das mais trágicas histórias de amor de Portugal.
 

O príncipe D. Pedro (1320-1367), casado com D. Constança Manuel, perde-se de amores por uma das aias de sua mulher, a castelhana Inês de Castro. Após a morte de D. Constança, o rei assume publicamente o seu amor por D. Inês de Castro, passando a viver maritalmente com esta, nascendo desta relação três filhos. A relação foi condenada pelo pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV, condenando à morte, em 1335, D. Inês, por alegada traição ao reino.

Após subir ao trono D. Pedro I levou a cabo a missão de vingança, condenando com violência todos os culpados e envolvidos na morte da sua amada, declarando D. Inês como rainha de Portugal, sendo coroada depois de morta. 

D. Pedro ordenou a construção do seu túmulo e da sua amada, transladando os restos mortais de D. Inês para o Mosteiro de Alcobaça, constituindo hoje uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média no País.

O Rei determinou no seu testamento que, aquando a sua morte, os túmulos deveriam ser colocados de modo a que no dia do juízo final, quando os dois apaixonados ressuscitassem, se olhassem olhos nos olhos.

Hoje em dia estes túmulos são visitados por muitos apaixonados, muitos no próprio dia do casamento, dizendo-se que quem jura fidelidade a este amor, vê a eternidade do seu próprio.

Fonte: http://www.guiadacidade.pt/ / alcobaca.no.sapo.pt

Alcobaça - sua História

A origem de Alcobaça como vila remonta provavelmente a época dos romanos como se poderá depreender do nome da antiga povoação “Helcobatie”.

Al-cobaxa, como foi mais tarde chamada, denota indubitavelmente a presença posterior dos árabes, ama vez que resulta da composição do artigo “al” e “cobaxa“ (carneiros) e caracteriza claramente a paisagens ao redor da vila, constituída por muitos outeiros.

Embora seja controverso, parece mais plausível a nome de Alcobaça ter origem a denominação dos rios Alcoa e Baça e não o contrário, uma vezes que explicada cada e, embora por diferentes formas, a origem da palavra Alcobaça e só o assim a origern do nome daqueles dois rios.

Parece contudo, que a local da actual Alcobaça não corresponde a “Helcobatie” romana: "Podemos quando muito dizer que cerca da vila de Alcobaça de hoje, existia uma povoação antiga, que teria sido fundada pelos romanos e por estes chamada Alcobatie". O local da antiga Alcobatie ficava a uns quatro quilómetros da actual Alcobaça e próximo do que hoje e a povoação de Valado dos Frades.

"Os monges, sabedores da geografia e da historia antiga, ao fundarem o seu Mosteiro, logo nos primeiros anos da sua  história, teria aparecido  a designação de Monasterium Alcobatie para a sua casa e este mesmo nome teria sido dado à vila nascida  à  volta do Mosteiro".

Como já foi dito, os monges tiveram papel de relevo no povoamento da vila e na gestão agrária do vasto território dos Coutos. Já na última metade do século XIII, haviam desbravado e agricultado a maior parte das terras até uma légua de distância do Mosteiro. Para além das terras arrendadas e cedidas aos colonos directamente pelo Mosteiro, e sobre as quais poucas referências existem.

Em Alcobaça podemos destacar, por terem ligação directa com a Ordem de Cister, sendo granjas pertencentes aos Coutos, a Quinta dos Cidreiros, a Quinta da Gafa (um dos antigos relegos da Abadia), a do Cidral e a vastíssima Cerca do Mosteiro, que ocupava parte da actual Quinta da Cova da Onça, Quinta do Lameirão, a da Conceição e a do Telheiro.

Ainda no primeiro quartel do século XIX, a região já se destinguia pelo esmerado cultivo. Tal deve-se essencialmente à grande fertilidade do solo e à abundância de água.

A então pequena vila de Alcobaça, recebeu foral de D. Manuel I em 1514. As outras 12 vilas dos Coutos de Alcobaça, receberam forais na mesma época.


Em 1567, o Mosteiro de Alcobaça separou-se de Cister, a casa-mãe em França, para se tornar cabeça da Congregação Portuguesa, por bula do Papa Pio V.

Em meados do século XVII, a maioria das terras dos Coutos de Alcobaça pertencia já aos habitantes das vilas e dos seus concelhos.

A data do abandono do mosteiro pelos monges, a 13 de Outubro de 1833, a vila não era mais de que um pequeno aglomerado de casas, com reduzido numero de habitantes, no local fronteiro ao Mosteiro e dele separado por um terreno.


O mosteiro esteve a saque durante 11 dias em 1833, após o abandono forçado dos monges, em virtude da vitória liberal na guerra civil. Com a extinção das ordens religiosas decretada em 1834, parte das terras do Mosteiro de Alcobaça foram vendidas em hasta pública.

Saídos os monges de Alcobaça, foi o seu espólio partilhado pelas famílias burguesas liberais mais influentes, ao redor e dentro da vila. As quintas em redor da Vila e a cerca do Mosteiro passam então para as suas mãos tendo esta sido destruída no decorrer dessa apropriação. Hoje quase não existe vestígios visíveis, embora se possa inferir o seu traçado pelos limites de propriedade e também através de construções mas recentes, feitas sobre alicerces anteriores.

O terreiro do Rossio e também apropriado à medida que o Mosteiro é reintegrado na vida urbana, ao ser usado como Teatro, Câmara Municipal, Tribunal... De lugar de distanciamento e separação, o Rossio converte-se em local de encontro e de ligação, pois passa a ser a sala de visitas da vila. Neste período, era o Rossio o domínio do peão, lugar de convívio e reunião dos alcobacences nas noites quentes de verão, especialmente quando a música tocava.


A vila como estrutura ou forma de existência social, surge com a extinção do Mosteiro como instituição. A sua expansão inicia-se no final do século XIX e até 1957 a um ritmo lento mas regular, segundo as linhas de desenvolvimento intimamente ligadas aos principais acessos da vila e às margens dos rios Alcoa e Baça.

Até à década de quarenta o desenvolvimento urbano da vila fez-se lentamente e liminarmente segundo as quatro vias para os núcleos exteriores, Caldas, Lisboa, Nazaré, Batalha, Leiria e Rio Maior / Santarém. Para tal, contribuiu também a topografia natural das terras da vila, como os desníveis existentes ao redor do vale e os rios Alcoa e Baça que puxaram o casario irradiado do Mosteiro.

Na vila podemos ainda encontrar moradias “Chalets”, com sabor romântico dos fins do século XVIII e XIX, designados por “casas dos brasileiros”, mas podemos também presenciar construções modernas, seguindo as directrizes do racionalismo (originado na famosa escola de Bauhaus) que reduzem o edifício urbano a uma armação de aço e betão.


Mais tarde, Alcobaça gerada em "ventre" cisterciense e criada em berço chamado "Rossio", é finalmente elevada a cidade em 1995.

Trabalho elaborado por: Carolina Ramalho, nº 9, 7º F

Fonte: http://www.turquel.com/lugares/alcobaca.html / Wikipédia